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07/02/2014

FALTA DE REMÉDIOS GRATUITOS PREJUDICA PACIENTES HÁ 4 MESES EM RIBEIRÃO

Medicamentos de uso contínuo não são encontrados nos postos de saúde. Prefeitura diz que problema é causado por laboratórios que fazem entrega.

Há quatro meses, pacientes que dependem de remédios gratuitos na rede municipal de Saúde de Ribeirão Preto (SP) estão sendo prejudicados pela falta de vários medicamentos. Muitos deles são de uso contínuo e indicados para tratamento de doenças graves, como pressão alta e diabetes. A Prefeitura diz que o problema é causado pelos laboratórios que fazem o abastecimento nas unidades.

A securitária Lilian de Souza tem fibromialgia, uma síndrome que causa fortes dores crônicas por todo o corpo, e desde novembro não encontra dois remédios controlados necessários para seu tratamento nas farmácias dos postos de saúde da cidade. Pagar pelos medicamentos compromete o orçamento familiar de Lilian e ela espera que a situação se normalize em breve.

"Pego há dois anos a nortriptilina e a certralina gratuitamente. São remédios controlados que servem para eu tratar a fibromialgia. Agora eles estão em falta e sem previsão de quando vai ter de novo. Acontece que a falta desses remédios atrapalha totalmente o tratamento. O remédio controlado é complicado, você não pode ficar sem, a doença regride", diz.

A falta de medicamentos agrava ainda mais a situação vivida pela população que precisa de atendimento na rede municipal de saúde. Há cinco dias, servidores de nível técnico estão em greve para reivindicar a redução da jornada de trabalho de 36 para 30 horas semanais, prevista em lei municipal. Uma das áreas afetadas pela paralisação é justamente a de distribuição de remédios. Sem negociação entre Prefeitura e grevistas, a greve não tem data para acabar.

Sindicato critica
Para o coordenador do Sindicato dos Servidores Municipais, Noedvaldo Bernardino, dependendo do caso do paciente, ficar sem o remédio por vários meses pode levar a pessoa a procurar mais os postos de saúde. Com isso, tanto o sistema quanto os funcionários ficam sobrecarregados, o que também é uma das reclamações dos servidores que estão em greve.

"A falta desses remédios é muito grave, o paciente acaba interrompendo o tratamento e isso não pode acontecer. Sem ansiolítico, por exemplo, o paciente pode entrar surto. Depois disso ele vai precisar utilizar muito mais os postos de saúde, a situação vai piorar", diz Bernardino.

O sindicalista cobra ainda mais transparência da Prefeitura sobre os motivos pelos quais os medicamentos não estão sendo disponibilizados para a população. "Esses medicamentos estão em falta há 4 meses, é muito tempo. As consequências são graves e a única explicação que a Prefeitura dá é de que o problema é do laboratório. Tem que explicar direito."

Prefeitura
Em nota, a Prefeitura de Ribeirão confirmou que a falta de medicamentos se deve a problemas com os laboratórios que fornecem os remédios. O Executivo informou que um dos laboratórios pegou fogo e interrompeu o fornecimento. Outro deixou de produzir porque perdeu o registro do remédio. Há também fornecedores que atrasaram a entrega por problemas com estoque.

Nestes casos foram abertos novos processos licitatórios para compra dos medicamentos em outros laboratórios. A Prefeitura informou ainda que em todos os casos os remédios podem ser substituídos por outros, sem prejuízo para os tratamentos dos pacientes. A assessoria do Executivo ressaltou que a falta dos medicamentos não foi provocada por falta de pagamento.



Fonte: g1.globo.com(EPTV)

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