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CIDADE

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17/02/2014

ARNALDO JARDIM ANALISA QUADRO ELEITORAL DE 2014

Arnaldo Jardim durante visita ao Sindicato Rural.No destaque, o deputado se reúne com prefeito e autoridades em Ituverava.

Deputado federal também falou sobre questões políticas e sua relação com Ituverava

O deputado federal Arnaldo Jardim, um dos políticos mais presentes e atuantes em Ituverava, esteve na cidade dia 31 de janeiro, quando se reuniu com o prefeito Walter Gama Terra Júnior e com o seu secretariado e visitou o Sindicato Rural de Ituverava.

Nesta semana, o deputado concedeu uma entrevista à Tribuna de Ituverava, onde falou sobre diversos temas, como a sua relação com Ituverava, suas expectativas em relação às eleições deste ano e alguns aspectos polêmicos da política adotada pela presidente Dilma Rousseff.

“Além da minha afinidade com Ituverava, por aqui ter residido com minha família, tenho profundo respeito pela tenacidade dos cidadãos em construir uma comunidade mais próspera e participativa. Na reunião com o prefeito Walter Gama Terra Júnior e seu secretariado fiquei mais uma vez impressionado com a minuciosa avaliação da realidade local e da propriedade com que todos expuseram as necessidades do município”, afirma Jardim.

“Esse é com certeza um bom exemplo e um caminho adequado para o fortalecimento dos municípios brasileiros. Terei o máximo empenho ao encaminhar aquelas demandas junto às diferentes instâncias legislativas e executivas”, ressalta.

Confira
abaixo, a entrevista na íntegra, separada de acordo com os assuntos abordados pelo deputado.

Visita a Ituverava
“Sempre é uma grande alegria estar em Ituverava, cidade onde durante tantos anos residi e tenho muitos amigos. Ituverava é uma cidade cuja vivência foi fundamental para minha formação do ponto de vista ético, moral e de vida. Além disso, tenho com a cidade uma relação política muito próxima. Foi assim durante a administração municipal do doutor Ecyr Alves Ferreira, quando conquistas como a cozinha piloto e outras tantas foram alcançadas para o município”.

Relação com a cidade

“Meu pai, Aluísio Jardim, também desenvolveu diversas atividades em Ituverava, e minha mãe, Diana Calil Jardim, mais conhecida como Amariles, foi professora na rede estadual de ensino. Portanto, tenho uma relação de proximidade pessoal com a cidade que se intensificou ao longo de minha trajetória política, em especial ao assumir a Secretária Estadual de Habitação, oportunidade em que determinei a construção de 849 moradias em Ituverava, tanto no hoje denominado conjunto habitacional Benedito Trajano como nos Distritos de São Benedito da Cachoeirinha e Aparecida do Salto.

A minha relação com a cidade persiste ao longo do tempo com obras que conseguimos em diversos setores: Saúde, Esporte, Educação e recursos para pavimentação. Agora, no Orçamento Geral da União, estou apresentando emendas para a área esportiva do município”.

Encontro
“Na minha última visita a cidade, o prefeito reuniu sua equipe de governo e pude ouvir o relato dos responsáveis pelos diversos setores da administração municipal sobre os desafios que estão sendo enfrentados e, como parlamentar próximo ao prefeito Walter Gama Terra Júnior, assumi o compromisso de fazer uma série de encaminhamentos de assuntos de interesse da cidade junto aos governos Estadual e Federal. Mas acima de tudo me senti identificado com os princípios que norteiam a administração do prefeito Gama Terra, que é a mudança para o futuro de Ituverava”

Administração de Ituverava

“Com relação a Ituverava estou muito otimista quanto ao governo Walter Gama Terra Júnior, que assumiu a prefeitura e implementou uma série de mudanças administrativas, que eu diria que está sendo uma mudança de costumes e cultural. Gama Terra está colocando o município em um rumo para que a questão da administração pública seja mais integrada com a sociedade, para abrir caminhos ao desenvolvimento da cidade. Não é uma administração que como se diz oferece o peixe, mas a vara para pescar, ou seja, uma visão estruturada de desenvolvimento”.

Eleições de 2014

“As disputas pela Presidência da República e pelo Governo de São Paulo serão muito importantes para o futuro do país e do Estado, pois vivemos um momento de transição. Há um esgotamento claro do modelo econômico. Se nós tivemos um grande impulso a partir da estabilidade econômica que veio com o Plano Real, durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, com as regras da Lei de Responsabilidade Fiscal – mecanismo que induziu a um planejamento de mais longo prazo que permitiu que o país se desenvolvesse mais –, o mesmo tivemos no governo do presidente Lula, que manteve esse princípio acrescentando a isso uma pitada de distribuição de renda. Essa política significou a oportunidade do aumento do consumo pela população e o aquecimento da economia. Todos nós sabíamos que esse modelo de incentivo ao consumo adotado pelo governo do PT estava no limite e agora isso ficou mais evidente”.

Dilma Rousseff

“Só lamento que a presidente Dilma Rousseff não tenha tomado as medidas necessárias com antecedência para a inversão desse modelo, que em minha opinião deveria ser a retomada das reformas estruturais que estão paradas no Brasil desde o governo Fernando Henrique. Nada se fez mais em relação à reforma previdenciária, nenhuma iniciativa de reforma tributária para mencionar algumas das reformas que o país merece e precisa com urgência.

Além disso, sabíamos que o país necessita do aumento do grau de investimentos públicos e privados para iniciarmos um novo ciclo de crescimento. Aí também a presidente Dilma não adotou nenhuma política indutora. Do ponto de vista dos investimentos públicos, tivemos um recorde de arrecadação. Nunca antes neste país se cobrou tantos impostos. Muitos poderiam imaginar que com maior arrecadação o governo aumentaria os investimentos públicos. Mas não aumentaram na mesma proporção dos impostos porque os gastos públicos também subiram. Por outro lado, os investimentos privados que poderiam ser estimulados por meio de concessões a partir das chamadas Parceiras Público-Privadas só agora, no final de seu governo, é que a presidente Dilma se vergou a realidade e acabou conduzindo uma política de concessões de rodovias e de aeroportos. O governo demorou muito e o país paga um preço alto por isso”.

Etanol
“O etanol, que chegou corresponder há quatro anos por 54% do combustível consumido no Brasil por veículos leves, em 2013 representou apenas 34% do consumo. A diferença foi substituída pela gasolina, cuja produção também não aumentou. Os jornais estamparam e a imprensa noticiou dados recentes que mostram que se a Petrobras for bem esse ano retomará os níveis de produção de 2011. Como se vê, a empresa anda de lado e neste processo só temos aumentado a importação de gasolina. A Conta Combustível foi responsável por um déficit na balança comercial de US$ 20 bilhões no ano passado. É um resultado muito preocupante para as contas públicas.

Já do lado da produção de etanol, tivemos nos últimos quatros anos o fechamento de 42 usinas e 11 em recuperação judicial. É uma situação que ameaça o combustível renovável da cana-de-açúcar, que orgulha a todos nós pela sua condição de ser mais barato do que a gasolina, correto ambientalmente por combater o efeito estufa e gerador de emprego, renda e de empresas. O etanol está em crise exatamente no momento em que poderíamos estar aumentando a sua produção para exportar, mas não temos o combustível em volume suficiente para a demanda interna. O etanol está pouco competitivo do ponto de vista de preço e pouco rentável para quem produz, condições que comprometem o programa”.

Frente do Etanol
“Recebi com muita honra a delegação de deputados federais - foram cerca de 300 parlamentares – que apoiaram a constituição na Câmara da Frente Parlamentar pela Valorização do Setor Sucroenergético, também conhecida como Frente do Etanol. Fui eleito presidente da Frente e estamos agindo para a retomada do etanol e para que a Petrobras seja preservada na sua capacidade produtiva”.

Eleições
“A minha expectativa é de as eleições de outubro sejam momentos de debates sobre o futuro do país. Mais do que uma discussão de nomes e menos do que de ataques pessoais, o processo eleitoral é importante para identificar quais são as propostas no sentido de aquecer a economia; as políticas sociais para irem além do Bolsa Família, que é importante no combate à miséria, mas que não pode ser perpetuada; e como o país pode ter um planejamento estruturado para o desenvolvimento. Espero que esse seja o debate a ser feito”.

Apoio do PPS
“Das alternativas que estão colocadas, o PPS definirá na convenção partidária seu posicionamento eleitoral, embora o Congresso Nacional do partido, realizado em dezembro do ano passado, tenha indicado o apoio à chapa que deve ser composta pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, do PSB, pela ex-senadora Marina Silva, da Rede Sustentabilidade. Acredito será uma composição que poderá ir além do atual momento político; convergir na congregação de esforços e romper com polarização PT-PSDB, oferecendo uma nova alternativa de aglutinação política ao país. Hoje a tendência é que o PPS apóie Eduardo Campos para a Presidência da República”.

Governo de SP
“Em São Paulo, meu partido tem uma boa relação com o governador Geraldo Alckmin. Identificamos a necessidade de que alguns aspectos de seu governo precisam ser aprofundados, como maior ousadia na questão educacional e dotar a segurança pública com mais recursos para combater a criminalidade. Mas o rumo do governo Alckmin nos parece muito correto. E a postura do governador é exemplar: seriedade, preocupação com a coisa pública e ética no trato dos gastos públicos. Ele também é uma pessoa com muita sensibilidade para as necessidades da população. Portanto, convenção do PPS deverá definir pelo apoio a candidatura de reeleição do governador Geraldo Alckmin”.

Candidatura
“Pretendo ser candidato à reeleição a deputado federal este ano. Sempre tive sucesso nas minhas campanhas legislativas, tanto como candidato a deputado estadual e federal. Espero merecer a aprovação do PPS para meu nome estar na chapa de candidatos a deputado federal do partido”.

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