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17/02/2014

CALOR AUMENTOU 5O EM ITUVERAVA SE COMPARADO A 2013

Foto de arquivo do Ituverava Tênis Clube, onde pessoas nadam para se refrescar no calor

Altas temperaturas são conseqüência de fenômeno climático, que bloqueia frentes frias vindas do pacífico

Diversas regiões do Brasil, entre elas o Sul, Sudeste e parte da Centro-Oeste, estão vivenciando o maior calor dos últimos anos. As altas temperaturas têm se agravado ainda mais pela falta de chuva, tanto que São Paulo teve o início de fevereiro mais quente desde 1943, quando começaram os registros de temperatura no país.

O calor excessivo é conseqüência de uma massa de ar quente e seco, que veio do mar em dezembro do ano passado, entrou pelo continente americano e estacionou sobre grande parte do território brasileiro. Esse sistema de alta pressão forma uma espécie de parede atmosférica muito forte, capaz de bloquear as frentes frias que vêm do oceano Pacífico.

Com esse fenômeno, que tende a aumentar cada vez mais o calor, mesmo durante a noite não são registras quedas significativas de temperaturas. Na última vez que este fenômeno ocorreu, em 2001, o calor excessivo durou dois meses. Porém, dessa vez não há previsão de término.

Ituverava
Em Ituverava, as temperaturas também são bastante preocupantes. Em janeiro do ano passado, segundo a Parcintec/Fafram, a temperatura ficou, na maioria dos dias, entre 21° e 30°. Já no mesmo mês deste ano, as temperaturas permaneceram entre 31° e 33°. Mas na primeira quinzena de fevereiro, a temperatura já chegou a 35°.

No dia 26 de janeiro, se comparado à mesma data do ano passado, a temperatura subiu quase 5°, pois passou de 28,7° para 33,4°, o que representa um aumento de 4,7°. No dia 30 do mesmo mês, a temperatura subiu 3° neste ano, se comparado ao ano passado, passando de 30,8° para 33,8°.

Porém, como não há chuva, o calor aumenta. A sensação térmica ultrapassou os 40° em várias ocasiões neste ano, temperatura que se torna ainda maior em locais onde há concentração de prédios.

A umidade relativa do ar, que também contribui para o aumento do calor quando está em níveis baixos, tem diminuído em Ituverava. Segundo a Parcintec/Fafram, em janeiro do ano passado a máxima foi de 82% e a mínima de 48 %. Já no mesmo mês deste ano, a máxima foi de 75% e a mínima de 37%. Já em fevereiro de 2013, a máxima foi de 84% e a mínima de 71%. Neste ano, a umidade caiu para máxima de 60% e mínima de 36%.

Chuvas
Em 2013, além de menos calor choveu mais. Até a primeira quinzena de fevereiro de 2013 havia chovido 263 milímetros, enquanto neste ano foi apenas 121 milímetros. Nos primeiros dias de fevereiro de 2013, precipitaram 32 milímetros de chuva, já na primeira quinzena de fevereiro deste ano, choveu apenas 6 milímetros, que foi na última quinta-feira, 13 de fevereiro, quando caíram algumas pancadas isoladas de chuva no município.

No ano passado, em uma semana, entre os dias 12 e 19 de janeiro, havia chovido todo o volume que choveu neste ano.

De acordo com a Parcintec/Fafram, há previsão de chuva para este sábado, 15 de fevereiro. Mesmo sendo fraca, de 10 a 15 milímetros, a expectativa é que o calor amenize. Segundo o site Climatempo, também deve chover neste domingo, 16 de fevereiro, e durante a próxima semana.

Secretaria do Meio Ambiente orienta para evitar desperdício de água
A Secretaria Municipal do Meio Ambiente também tem orientado a população para evitar o desperdício de água. “Nessa época do ano, quando o tempo é mais seco, as pessoas tendem a usar mais água. Por conta disso surgem problemas de consumo inconsciente como lavagem desnecessária de calçadas, banhos longos, o não fechamento da torneira quando se escova os dentes, entre outros”, explica o diretor de Meio Ambiente, Edson Barbosa Domiciano.

“A água embora em abundância trata-se de um bem finito e que deve ser preservado em todos os aspectos. A nossa cidade tem a captação superficial pelo Rio do Carmo, que abastece toda a cidade e tem o compromisso de abastecer outras cidades da região”, afirma.

De acordo com a Organização das Nações Unidas, cada pessoa necessita de cerca de 110 litros de água por dia para atender as necessidades de consumo e higiene. No entanto, no Brasil, o consumo no verão pode chegar a mais de 200 litros/dia.

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