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11/03/2014
Moeda teve valorização de 0,62% nesta terça, vendida a R$ 2,3675. Divisa acumula alta de 2,06% nas últimas 4 sessões.
O dólar fechou em alta nesta terça-feira (11), pelo quarto pregão consecutivo, acompanhando o fortalecimento da divisa em relação a outras moedas emergentes e em reação à grande saída de divisas do país.
A moeda encerrou o dia com valorização de 0,62% ante o real, a R$ 2,3675 na venda, após chegar a R$ 2,3395 na mínima do dia, no fim da manhã.
O dólar acumula alta de 2,06% nos últimos 4 pregões.
No exterior, a divisa norte-americana ganhava força em relação às principais moedas emergentes.
"De fato, está havendo fluxo de saída, que levou o mercado a voltar à dinâmica de compra [de dólares]", afirmou à Reuters o especialista em câmbio da corretora Icap, Italo Abucater, ressaltando ainda que há dúvidas sobre se a Petrobras internalizará os recursos captados na véspera.
A petroleira precificou, na véspera, oferta de US$ 8,5 bilhões em bônus no exterior, em seis tranches com vencimentos entre 3 e 30 anos, com a demanda pelos papéis superando os US$ 22 bilhões.
A divisa dos Estados Unidos vem fechando dentro da banda entre R$ 2,30 e R$ 2,40 há cerca de um mês. A interpretação dos especialistas é que esses níveis são confortáveis para o BC brasileiro, pois não são inflacionários e, ao mesmo tempo, não prejudicam as exportações, destaca a Reuters.
Nesta sessão, a autoridade monetária deu continuidade às intervenções diárias, vendendo a oferta total de até 4 mil swaps cambiais, derivativos que equivalem à venda futura de dólares. Foram 500 contratos para 1º de outubro e 3,5 mil para 1º de dezembro deste ano, com volume equivalente a US$ 198 milhões.
Além disso, deu continuidade à rolagem dos swaps que vencem em 1º de abril, também vendendo a oferta total de até 10 mil swaps. Com isso, o BC já rolou pouco menos de 10% do lote para o próximo mês, que equivale a US$ 10,148 bilhões.
"Como não está havendo muitas notícias ruins no lado externo, a atuação do BC acaba fazendo com que o mercado cambial tenha algum alívio", disse o diretor de câmbio do Banco Paulista, Tarcísio Rodrigues.
Fonte: g1.globo.com