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15/03/2014
Os fãs de rock que viveram em Ituverava nos anos 90, provavelmente devem se lembrar da banda Ovelhas Negras, que fez vários shows na cidade e região. Formado pelo vocalista Denis Prata (“Denis Dop”), pelo guitarrista Rodrigo dos Santos Ferreira (“Gugu“), pelo baixista Paulo César Morais de Souza (“Paulo Caverna”) e pelo baterista Marcos Rodrigues Borges (“Marquim”), o grupo tocava trash metal, um estilo derivado do heavy metal que ficou famoso devido a bandas como Metallica, Megadeth, Pantera e a brasileira Sepultura.
Depois de 20 anos separada, os músicos voltaram a se reunir há algumas semanas na casa do baixista Paulo Caverna. Desde então, os integrantes pensam seriamente em retomar o projeto. “Mesmo depois de 20 anos, nunca perdemos o contato. Sempre nos reunimos, em dois dias de muito metal e cerveja gelada”, afirma o baixista, em entrevista à Tribuna de Ituverava.
“Estamos propensos a voltar a tocar juntos, pois hoje tudo é mais fácil, portanto acredito que a banda poderá voltar”, ressalta Paulo.
Repertório
Embora a maior parte do repertório do grupo seja de músicas trash metal como as do Sepultura e as do Pantera, o Ovelhas Negras também tocava outros estilos. “Fazíamos covers do Black Sabbath, que é uma banda de heavy metal; do Nirvana, que é uma banda grunge e até do Titãs, que é rock nacional”, afirma.
O repertório da banda ainda contava com seis composições próprias. “No início dos anos 90, chegamos a gravá-las em um demo tape junto com um cover do Sepultura. Na época recebemos um convite para irmos para São Paulo, mas infelizmente não foi possível”, destaca.
Estilo
Paulo Caverna também falou sobre os motivos que levaram a banda a tocar trash metal. “Éramos amigos e quando nos reuníamos, o que acontecia com freqüência, o assunto sempre era música. Em uma dessas reuniões, tivemos a idéia de montar uma banda de trash metal, tendo como referência o Sepultura”, destaca.
“Acredito que o principal motivo que nos levou a esse estilo é a rebeldia. O trash metal é muito pesado e na década de 90 era o que nos movida, pois o cenário mundial estava em pleno crescimento”, diz.