Clique aqui para ver a previsão completa da semana
25/03/2014
empresa de tecnologia de satélite Inmarsat disse ter confirmado o que muitas pessoas no mundo temiam - que o voo MH370 da Malaysia Airways caiu mesmo no sul do Oceano Índico, ao sudoeste da Austrália.
A empresa britânica Inmarsat, uma das maiores operadores de satélites do mundo, estava recebendo `pings´ (pequenos sinais de dados) por hora emitidos por equipamentos a bordo do avião. Esses `pings´ continuaram sendo emitidos por cinco horas depois que a aeronave deixou o espaço aéreo da Malásia.
nicialmente, os `pings´ - que na prática funcionam como um recado de que todos os equipamentos estão ligados - revelaram duas possíveis rotas tomadas pelo avião: uma pelo norte e outra pelo sul.
A rota pelo norte parecia pouco provável porque teria sido feita em direção a países que possuem sofisticados mecanismos de defesa aérea. O avião dificilmente conseguiria evitar ser detectado.
A Inmarsat, que está colaborando com as investigações, passou o final de semana revisando todos os dados do MH370, e diz estar confiante de que o voo tomou a rota pelo sul.
A empresa examinou a frequência das transmissões de `ping´ e as diferenças em relação a outros voos Boeing 777 da Malaysia Airlines.
Isso permitiu que os engenheiros construíssem um modelo de como essa frequência se altera enquanto o avião está em movimento.
Este é o famoso efeito Doppler - que busca `esticar´ ou `comprimir´ ondas de rádio que são emitidas por objetos em movimento. Com um carro de polícia em movimento, por exemplo, é possível perceber que o som da sirene varia.
Este tipo de análise é uma tecnologia de ponta que nunca foi usada antes.
O problema é que ainda assim não há indicação concreta da localização precisa da aeronave. Também há vários outros pontos de interrogação, como a altura, a velocidade e a quantidade de combustível.
A única conclusão possível é que o avião estava indo em uma direção agora conhecida.
Mas só este dado já é suficiente para confirmar os piores medos dos familiares dos passageiros, pois revela que o avião estava se distanciando de qualquer local onde seria possível aterrissar. A única conclusão possível é de que ele acabou mergulhando no oceano.
`Palheiro´ certo
O vice-presidente da Inmarsat, Chris McLaughlin, disse à BBC que esta análise fez com que a empresa explorasse possibilidades nunca antes testadas. Seus engenheiros ainda estão analisando os dados, mas ele diz que há poucas esperanças de chegar a novas conclusões com base neles.
Nesta terça-feira, a entidade britânica que investiga acidentes aéreos - e que trabalhou com a Inmarsat - prometeu revelar mais detalhes sobre a análise.
Pelos menos agora, as missões de busca podem saber que estão procurando `uma agulha no palheiro certo´ - mesmo que a área vasculhada ainda seja imensa.
As buscas entram agora em uma fase de urgência. As baterias das caixas-pretas dos aviões duram apenas 30 ou 40 dias - o que significa que elas emitirão `pings´ por um tempo limitado. As equipes de busca precisam pelo menos se aproximar dos destroços do avião para conseguir captar esses sinais.
Os dados das caixas-pretas são preservados por um bom tempo e não serão perdidos, mesmo no caso de o avião só ser encontrado daqui a muitos anos.
Outra dificuldade é que esta região - a 2,4 mil quilômetros da cidade de Perth, na costa da Austrália - é muito pouco mapeada, devido ao pouco interesse que existe nela.
`Não temos muitos interesses em colocar recursos para mapear o leito do mar ali. Nós provavelmente possuímos mapas melhores da superfície da Lua do que desta parte do mar´, disse Simon Boxall, oceanógrafo da universidade de Southampton.
Fonte: estadao.br.msn.com