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ECONOMIA

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28/03/2014

TCU IMPEDE GOVERNO DE ASSINAR CONTRATO DE CONCESSÃO DE TRÊS IRMÃOS

Decisão vale até que processo sobre irregularidade seja julgado no tribunal. Hidrelétrica foi leiloada pelo governo federal na manhã desta sexta (28).

O Tribunal de Contas da União (TCU) adotou na tarde desta sexta-feira (28) uma medida cautelar que impede que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) assine o contrato de concessão da hidrelétrica de Três Irmãos, leiloada em São Paulo. A determinação vale até que o tribunal julgue o processo em que apura denúncia de irregularidades na relicitação da usina, o que não tem prazo para acontecer.

O consórcio Novo Oriente, formado por Furnas (49,9%) e pelo fundo de investimento Constantinopla (50,1%), foi o único a apresentar proposta e foi declarado vencedor, na manhã desta sexta, do leilão de Três Irmãos, realizado na sede da BM&FBovespa, em São Paulo.

Para operar a usina pelos próximos 30 anos, o consórcio propôs receber R$ 31.623.036,00 anuais, R$ 0,87 a menos que o teto da remuneração estabelecido pela Aneel, que era de R$ 31.623,036,87. Durante a entrevista coletiva, o consórcio Constantinopla não quis divulgar os nomes dos integrantes do fundo aos jornalistas.

A medida cautelar é assinada pelo ministro do TCU José Jorge, relator do processo que analisa a concessão de Três Irmãos. Essa investigação foi aberta depois de uma denúncia da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), estatal controlada pelo governo paulista e que opera atualmente a hidrelétrica.

A Cesp questiona a não inclusão, no leilão, do serviço de operação das eclusas do canal de Pereira Barreto, que liga o reservatório de Três Irmãos ao da hidrelétrica de Ilha Solteira e permite a passagem de embarcações. A empresa chegou a entrar na Justiça para tentar impedir o leilão desta sexta.

Contrato de concessão já acabou
Três Irmãos começou a gerar energia em 1993. A usina fica no trecho do rio Tietê que passa pela cidade de Pereira Barreto (SP) e tem capacidade instalada de 807,5 megawatts (MW). A concessão, detida pela Cesp, venceu em 2011. Desde então, a estatal paulista a opera sob regime de prestação de serviço.

No ano passado o governo decidiu relicitar a hidrelétrica depois que a Cesp recusou a proposta para renovar a sua concessão, dentro do plano de barateamento da conta de luz. O plano entrou em prática em janeiro de 2013 e gerou corte médio de 20% nas tarifas de energia.

Para chegar a esse resultado, uma das medidas adotadas pelo governo foi oferecer a renovação de todas as concessões de geração e transmissão de energia que vencessem até 2017. Em troca da renovação, as empresas aceitariam receber valores mais baixos pela operação desses empreendimentos, levando, assim, ao barateamento da produção e transporte da energia.



Fonte: g1.globo.com

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