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07/04/2014
O tesoureiro da Santa Casa, Bruno Baldo Filho e o presidente do Conselho de Administração, Luiz Carlos Rodrigues (“Busa”) no local onde o aparelho está sendo instalado ; no destaque, o deputado estadual Barros MunhozAo custo de R$ 3,5 milhões, a verba para aquisição do aparelho foi intermediado pelo deputado estadual Barros Munhoz
ASanta Casa de Misericórdia recebeu, nesta semana, o aparelho de Ressonância Magnética, da marca Siemens, adquirido com verbas liberadas pela Secretaria Estadual da Saúde, a pedido do deputado estadual Barros Munhoz. Ao custo de cerca de R$ 3,5 milhões, o aparelho está sendo instalado próximo à Recepção da instituição de saúde, onde ficava a Sala de Reuniões e, é uma continuidade ala de Radiologia e Diagnóstico por Imagens.
Segundo a administradora da Santa Casa de Misericórdia, Cláudia Maria Carreira Frata, a previsão é de que aparelho esteja em funcionamento dentro de 30 ou 40 dias. “A Ressonância Magnética oferecerá a população de Ituverava e região, um dos métodos de imagem mais sofisticados e completos disponíveis na atualidade”, afirma.
O aparelho será operado pela equipe do de Radiologia e Diagnóstico por Imagens da Santa Casa se de Misericórdia, formada pelos médicos Rogério Silva Pereira, Aldo Benjamim Rodrigues Barbosa e Flávio Cardoso Pereira.
Importância
O aparelho – hoje disponível em poucas cidades do Estado de São Paulo – permite diagnósticos com precisão e rapidez. Hoje, os pacientes que precisam de exames mais sofisticados devem se locomover para Franca ou Ribeirão Preto, o que não mais acontecerá.
A Santa Casa de Misericórdia se torna uma das mais bem equipadas do Estado de São Paulo, ficando no mesmo nível que instituições de saúde de grandes centros, como Ribeirão Preto. Cerca de 250 mil pessoas de várias cidades da região terão acesso a esta nova tecnologia.
Diferenciais
A administradora da Santa Casa de Misericórdia fala sobre as vantagens do moderno aparelho. “Um importante diferencial é a abertura de 70 cm, que geralmente é menor, e que incomodo as pessoas obesas e claustrofóbicas. O que sendo instalado na cidade é muito mais confortável”, afirma.
“Uma informação relevante é que os diagnósticos são muito mais rápidos e precisos. O laudo de uma tomografia, por exemplo, demora até 13 horas para ficar pronto, neste novo aparelho de Ressonância Magnética o tempo é de apenas 30 minutos”, ressalta Cláudia.
Exames
Geralmente o exame não exige preparo prévio, mas às vezes, de acordo com a necessidade, pode ser solicitado jejum de 4 a 6 horas. Após o exame, o paciente pode retomar à suas atividades normais. É importante observar que não é necessário interromper qualquer medicação que o paciente esteja usando.
Para fazer o exame de ressonância magnética, a pessoa deve deitar numa maca e ficar imóvel, e, por deslizamento ela é introduzida em um tubo do aparelho. Como qualquer tipo de movimento impossibilita a captação de imagens precisas, os pacientes que não consigam se controlar devem ser sedados.
O exame pode durar de 15 minutos a uma hora, dependendo do objetivo. A ressonância magnética não utiliza radiação. Mas, uma vez que o aparelho gera um potente campo magnético – 10 mil vezes maior que o campo magnético da terra –, é preciso tomar certos cuidados durante o exame, mesmo para operadores.
O paciente deve ir ao banheiro antes do exame, e usar protetor ou fone de ouvidos, geralmente oferecido pela instituição de saúde, pois o exame é bastante ruidoso.
Prefeito agradece Alckmin e Barros Munhoz pela conquista
O prefeito Walter Gama Terra Júnior, ao ser informado pela diretoria da Santa Casa sobre a instalação do novo equipamento, comemorou a conquista. “Os serviços de saúde e de diagnóstico de Ituverava ganham um reforço especial com o novo equipamento e mais essa conquista se deve a atenção que o governador Geraldo Alckmin tem pelo interior, e do deputado Barros Munhoz, que se sensibilizaram com a causa do nosso município”, diz.
O prefeito ainda destacou o espírito empreendedor da Santa Casa de Ituverava. “O reconhecimento do Governo do Estado à Santa Casa deve-se à sua história de determinação em tornar-se uma referência na nossa região e também para o Estado de São Paulo. Isso é resultado do trabalho de seus profissionais e da dedicação incansável da diretoria”, completa Gama Terra.
Aparelho cria imagens altamente detalhadas
Um dos diferenciais do exame de ressonância magnética é a capacidade de visualização dos chamados tecidos moles do corpo, ou seja, aqueles que contêm mais água. A técnica é especialmente eficaz no diagnóstico de doenças do cérebro, músculos, tendões, ligamentos, fígado, bexiga e dos rins.
Assim como a tomografia computadorizada, o objetivo do exame é rastrear distúrbios por meio de uma espécie de varredura da anatomia das estruturas internas. No cérebro, a ressonância identifica tumores e alterações anatômicas e mede a atividade cerebral.
As imagens também apontam com precisão lesões de músculos, ligamentos e cartilagens. Para atingir tal nível de exatidão, a tecnologia é uma das mais complexas entre os exames de imagem. Fabricados desde o início dos anos 80, os aparelhos de ressonância magnética se valem da capacidade do núcleo dos átomos de hidrogênio de absorver e emitir ondas magnéticas – que, captadas, são transformadas em imagens.
Átomos de hidrogênio
Os átomos de hidrogênio estão presentes em todas as células do corpo humano, mas em maior quantidade nos tecidos moles, justamente porque eles contêm mais água. Por meio da ressonância, um tubo emite um campo magnético que, como se fosse um ímã, alinha os átomos de hidrogênio da parte a ser visualizada.
Logo depois, esse estímulo de atração é desligado e os átomos voltam a seus lugares. Dependendo do tempo e da maneira como esses átomos de hidrogênio retornam a seu local de origem, o equipamento identifica se o órgão está normal ou não. Em inflamações e tumores, por exemplo, os átomos de hidrogênio retornam com mais rapidez do que em tecidos sadios. Com essa tecnologia, é possível identificar alterações mínimas, de meio milímetro de diâmetro.
As máquinas de ressonância magnética têm, no entanto, dois inconvenientes: o barulho e a sensação de claustrofobia que muitos pacientes relatam durante os 40 minutos, em média, que têm de ficar dentro delas. Nas mais modernas, o ruído chega a 90 decibéis, mais alto do que o de um aspirador de pó. Nas mais antigas, o barulho era ainda mais alto e ficava em torno dos 130 decibéis.
Já, a sensação desagradável de permanecer em tubo está sendo contornada com projeção de imagens relaxantes no campo de visão do paciente, como estrelas, nuvens e formas abstratas em movimento.