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09/04/2014
A dentista Juliana Marçal Maciel utilizando procedimento de laserterapiJuliana Marçal Maciel trabalha com esta nova tecnologia, que permite tratamentos mais eficazes e sem dor
Para muitas pessoas, a cadeira do dentista é um verdadeiro pesadelo. Isso porque, anteriormente, a visita a este profissional causava, por vezes, dor ou desconforto. Porém, hoje a realidade é bem diferente. A cada dia surgem novas tecnologias e métodos capazes de tornar estes procedimentos mais confortáveis.
Prova disso é que atualmente, quando o paciente entra no consultório odontológico logo se depara com equipamentos sofisticados e muitas novidades em materiais e técnicas. O mais importante é que essa modernidade significa benefícios a eles.
É o caso do laser, que hoje já é uma realidade nos melhores consultórios odontológicos, como o da cirurgiã-dentista Juliana Marçal Maciel, em Ituverava. Segundo ela, o laser hoje é uma tecnologia “obrigatória” nos procedimentos odontológicos, que é executado por profissionais que buscam, continuamente, melhorar o atendimento.
A laserterapia, como é chamado o procedimento odontológico em que o laser é utilizado, pode ser usado de diversas formas. “Alguns exemplos dos benefícios que a laseterapia traz para a odontologia estão nas cirurgias com acelerada cicatrização e pós-operatório livre de dores e edemas; implantes osseointegrados em menor período; enxertos ósseos com maior índice de sucesso; regeneração do tecido nervoso lesionado (em parestesias, paralisias e neuralgia do trigêmio); prevenção de herpes e aftas recorrentes; tratamento e prevenção de mucosite oral em pacientes oncológicos e inflamação gengival”, explica Juliana, em entrevista à Tribuna de Ituverava.
Outros benefícios
Ainda segundo ela, a laserterapia traz muitos benefícios para a odontologia. “É uma técnica utilizada em diversas situações, entre elas o tratamento da hipersensibilidade dentária, na pós-cirurgia (exodontias, implantodontia, cirurgias periodontais e endodônticas); disfunção da ATM (articulação têmporo-mandibular) com efeito analgésico, antiinflamatório e relaxante muscular; prevenção e tratamento de estomatites infantis e estimulação da movimentação ortodôntica e redução da inflamação e dor pós-ativação”, afirma.
“A laserterapia ainda possui ação antiinflamatória e de cicatrização pós-raspagem periodontal e ação antimicrobiana em bolsas periodontais e canais radiculares, quando é utilizada a técnica Terapia Fotodinâmica (PDT), que associa o laser vermelho com um corante fotossensível”, ressalta.
Os benefícios do uso do laser não param por aí. “É benéfico também para o tratamento de alguns tipos de disgeusia (alteração de paladar); para prevenção e tratamento da mucosite oral (lesões bucais causadas por alguns tipos de tratamento oncológico); bioestimulação óssea (acelera a osseointegração na implantodontia) e aumenta a microcirculação local, sendo favorável em enxertos e em tecidos com falta de suprimento sanguíneo”, enfatiza.
Tratamento funciona através da conversão da energia luminosa
Aação terapêutica da laserterapia, segundo a cirurgiã-dentista Juliana Marçal Maciel, se dá principalmente por transferência de energia. “A energia luminosa (da luz laser) é convertida em energia química na célula. Um dos principais efeitos é o restabelecimento da produção energética celular (ATP). Isso ocorre pelo foto-desligamento do óxido nítrico da mitocôndria, que por sua vez promove vasodilatação e estimula angiogênes (formação de novos vasos sanguíneos)”, explica.
“Além disso, a irradiação laser promove a ativação da principal enzima de ação anti-oxidante do nosso corpo, chamada Superóxidodismutase (SOD), que permita a remoção dos radicais livres em excesso e previne doenças. A diminuição dos radicais livres ainda promove a aceleração do processo inflamatório com conseqüente inibição de toda a cascata da inflamação levando à cicatrização tecidual”, destaca.
Como funciona o tratamento
O tratamento é rápido, de 10 a 30 minutos por sessão, é indolor, seguro (requer apenas o uso dos óculos de proteção) e não apresenta efeitos colaterais quando utilizado corretamente. “O número de sessões é de acordo com a lesão a ser tratada e o estado geral do paciente. É importante salientar que o tratamento deve ser realizado por um profissional capacitado em laser”, conclui Juliana.
A cirurgiã-dentista Juliana Marçal Maciel de Faria Pereira, CROSP 63036, se formou em Odontologia pela Universidade de Uberaba (Uniube), em 1998 e se especializou em Ortodontia e atende em Ituverava desde 1999. Ela é casada com Alberto de Faria Pereira e tem o filho João Alberto Marçal Maciel de Faria Pereira.
O que é laser na odontologia
O laser usado tanto por médicos quanto por dentistas é uma fonte de luz pura, emitida em um determinado comprimento de onda, sendo que cada tecido do corpo responde de forma diferente a cada comprimento de onda, gerando dessa forma propriedades terapêuticas de cura, de corte de tecidos moles e duros (ossos e dentes) e de descontaminação microbiana.
Quais os benefícios do uso do laser nos consultórios odontológicos?
O laser possui propriedades analgésicas, anti-inflamatórias, anti-microbianas, hemostáticas, corte de tecidos duros (ossos e dentes) e corte de tecidos moles (gengivas, freios labiais, freios linguais, cistos de retenção de muco).
Quais os tipos de laser usados na odontologia?
Existem dois tipos de laser utilizados por dentistas, o laser de baixa potência, também conhecido como laser terapêutico, que opera em duas escalas de ondas, e o laser de alta potência, também chamado de laser cirúrgico. Dentre os lasers de alta potência utilizados na odontologia, há o laser de diodo, Nd-Yag, érbio e CO2.