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14/04/2014
O professor doutor Marcos Rogério Ribeiro de Carvalho dando explicações aos alunos da EMEF “Jardim Guanabara”; no destaque materiais encontrados ma região
Foi realizada em Ituverava, quarta-feira, dia 9, a mostra educativa do “Programa de Resgate Arqueológico do Sistema de Escoamento Dutoviário de Álcool e Derivados da Logum”. O programa de educação patrimonial é uma realização da Logum Logística S/A e o Instituto Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) do Estado de São Paulo e conta com o apoio dos municípios abrangidos pelo empreendimento.
O sistema de escoamento de álcool e derivados por meio de dutos abrange diversas cidades, desde a cidade mineira de Uberaba até Ribeirão Preto, passando por Igarapava, Aramina, Ituverava, Guará, São Joaquim da Barra, Orlândia, Sales Oliveira, Jardinópolis e Sertãozinho.
Hoje no Brasil, todos os empreendimentos de pequeno e grande porte devem ter um projeto de arqueologia preventiva, como exige a lei, pois pela constituição, o subsolo pertence à União e, por isso, o projeto é para resgatar vestígios arqueológicos. No caso da obra do Dutoviário realizada em Guará, foram identificados dois sítios arqueológicos: o Alta Mogiana e o Boa Vista do Caetano.
Objetos arqueológicos
Segundo os arqueólogos responsáveis pelo projeto, os materiais encontrados nos sítios de Guará podem também ser encontrados em Ituverava. O Iphan determina que todo o material descoberto seja exposto para o conhecimento da população. Estas exposições já passaram por Uberaba, Igarapava, Aramina e Guará.
Nos sítios foram encontrados materiais indígenas, provavelmente das tribos Tupi-Guarani ou Aratu, objetos líticos de caça e material arqueológico histórico, como louças. De acordo com Marcos Rogério Ribeiro de Carvalho, professor e doutor em arqueologia pela Universidade de São Paulo (USP) e representante da empresa A Lasca Arqueologia, responsável pelo programa, os materiais encontrados são traços de que grandes aldeias moraram na região e outras transitavam pelo local.
A mostra
Durante todo o dia, a exposição foi visitada por alunos das escolas públicas e particulares da cidade, levando ao Centro Cultural “Cícero Barbosa Lima Júnior” aproximadamente 500 crianças.
A mostra educativa é composta por painéis itinerantes com texto e fotografias sobre os trabalhos de resgate arqueológico e com imagens dos objetos encontrados na região. Além disso, o contexto das obras são acompanhadas por atividades educativas de mediação, trabalhadas pela equipe de educadores patrimoniais da A Lasca Arqueologia, visando potencializar e enriquecer a sua leitura e apreciação.
Importância às crianças
Segundo o proaafessor Carvalho, os alunos devem se informar sobre o patrimônio que têm no subsolo da região onde moram. “O foco é o trabalho para crianças das escolas, pois, pode auxiliar na didática utilizando a arqueologia histórica da região. O programa de Educação Patrimonial é um direito à memória, pois assim, as crianças podem aprender sobre os antecessores da região”, explicou.
A professora de Geografia, do Colégio Objetivo, Raquel Diniz Bovo Angelo, afirmou que os alunos, em contato com a exposição estudarão, além de história, as rochas, os minérios, o extrativismo e todas as áreas da ciência.
“É muito importante que os alunos se interessem e conheçam a história antiga da nossa região, através da paleontologia e da arqueologia, para que relacionados, possam compreender a evolução social, econômica e histórica do povo. Além disso, esse contato pode influenciá-los nas futuras profissões”, afirmou a professora.