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20/04/2014

SÍNDROME DO INTESTINO IRRITÁVEL É DIFÍCIL DE SER DIAGNOSTICADA

O médico Dr. Alcides Antônio Maciel Júnior

Doença é mais comum entre as mulheres e pode causar diarréia ou prisão de ventre

Assim como o estresse – abordado na última edição da Tribuna de Ituverava – a Síndrome do Intestino Irritável atinge muito mais as mulheres do que os homens. Segundo pesquisas recentes, em relação ao sexo oposto, elas são mais acometidas pela doença, que é responsável por causar diarréia ou prisão de ventre. Além de sintomas desagradáveis, a doença preocupa pela dificuldade de ser diagnosticada, isso porque ainda não existe um exame específico para detectá-la, apenas pelos sintomas e queixas dos pacientes.

O problema, segundo o clínico-geral Alcides Antônio Maciel Júnior, é que os sintomas da Síndrome do Intestino Irritável são muito parecidos com os de outros distúrbios, como intolerâncias alimentares. “É difícil o diagnóstico da Síndrome do Intestino Irritável, uma vez que ele ocorre por exclusão. Quando os sintomas surgem são feitos exames para outras patologias. Se o resultado é negativo, então se trata da síndrome”, explica, em entrevista à Tribuna de Ituverava.

Principais sintomas
Segundo o médico, os principais sintomas são: dor e distensão abdominal, associados ao aumento da freqüência diária de evacuações e amolecimento das fezes. Além deste desconforto, o paciente sente dores do tipo cólica, localizada na porção inferior do abdômen, que costumam aliviar com a evacuação e piorar com estresse ou nas primeiras horas após as refeições. “Algumas pessoas sofrem na forma diarréica e as outras a obstipante, que é o intestino preso. A dor é inespecífica e costuma melhorar com a evacuação, já outros, intercalam períodos de diarréia com intestino preso”, explica.

Ainda segundo Maciel Júnior, apesar de não ser uma doença grave, a síndrome costuma causar muito desconforto. “Como a doença tem forte fator psicossomático, o paciente deve ter um acompanhamento psicólogo. Além disso, a correção nutricional é obrigatória e alguns remédios auxiliam o tratamento”, esclarece.

“Como a causa ainda é desconhecida, o tratamento é basicamente sintomático, porém, é importante seguir as orientações de um gastrenterologista-proctologista apoiado pelo psicólogo e nutricionista”, conclui.

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