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21/04/2014
4 dias após morte do escritor, família levará cinzas a palácio da capital. Fãs vão poder se despedir; na terça, homenagem acontece em Bogotá.
O México, país em que Gabriel García Márquez morava desde 1961, faz nesta segunda-feira (21) uma cerimônia solene dedicada ao escritor colombiano, que morreu na quinta-feira (17) aos 87 anos. Considerado um dos autores mais importantes do século XX, ele ganhou o prêmio Nobel de Literatura em 1982.
Os presidentes do México e da Colômbia vão estar presentes na homenagem, que acontece no Palácio de Belas Artes da capital mexicana, espaço reservado eventos em memória de ícones culturais do país. Fãs poderão se despedir do escritor entre as 16h e 19h locais (18h e 21h de Brasília).
A família, que desde quinta mantém um luto privado e recebeu até aqui poucas visitas de amigos, levará para a cerimônia as cinzas do escritor. A viúva de García Márquez, Mercedes Barcha, os filhos, netos, o irmão Jaime e outros familiares acompanharão a primeira homenagem oficial ao escritor.
Nesa terça-feira (22) a homenagem acontecerá em Bogotá. O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, estará presente para dar pêsames à viúva Mercedes Barcha, segundo o embaixador colombiano José Gabriel Ortiz.
A pedido da família, na cerimônia serão interpretadas as músicas clássicas favoritas de García Márquez, entre elas uma composição do húngaro Béla Bartók.
Também estarão muito presentes as flores amarelas, que o escritor sempre tinha por perto como um amuleto contra o azar. O presidente Santos e seu colega mexicano, Enrique Peña Nieto, devem chegar a partir das 19h para formar uma guarda de honra e discursar na cerimônia.
García Márquez, que considerava o México sua segunda pátria, onde viveu nas últimas décadas, encontrou neste país a estabilidade para escrever a maior parte de sua obra literária, incluindo sua mais famosa, "Cem anos de solidão" (1967). Destacam-se também "O amor nos tempos do cólera" (1985), "Crônica de uma morte anunciada" (1981), "Notícia de um sequestro" (1996) e "Viver para contar" (2002).
Fonte: g1.globo.com