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22/04/2014
Manifestação realizada no ano passado: protestos podem voltar durante a Copa do Mundo Nova onda de protestos e aumento da violência urbana estão entre as ameaças mais temidas
A pouco mais de dois meses para a Copa do Mundo, o Brasil ainda tem muitas preocupações sobre um dos maiores eventos esportivos do planeta. Conforme informou a Agência Brasileira de Inteligência, existem ao menos seis grupos com potencial de atrapalhar ou até mesmo impedir a realização da Copa no país.
Embora a segurança esteja sendo planejada há muito tempo, a sensação de insegurança ainda é grande. Uma central de operações montada em Brasília será a ponta da cadeia de comando e vai operar 24 horas por dia em conexão com bases similares em funcionamento em todas as cidades-sede.
Policiais de várias partes do país trabalham diariamente em uma sala de controle para a qual vão convergir todas as situações de emergência que possam ocorrer ao longo da Copa do Mundo.
Dezenas de monitores, formando um painel de cobertura nacional, receberão imagens captadas em tempo real nas doze capitais que vão sediar o evento. Nessa sala, oficiais da polícia e agentes de inteligência trocarão informações sobre suspeitos de crimes, avaliando potenciais riscos para torcedores, seleções e autoridades.
Estratégicas
Com base nos dados que receberão das equipes de campo, os agentes da central traçarão as estratégias para conter eventuais crises de manifestações de rua, ameaças de bomba ou confronto de gangues de torcidas uniformizadas. A segurança da Copa envolverá cerca de 100 mil homens, entre policiais, agentes federais e militares das Forças Armadas, e contará com helicópteros, aviões, viaturas e drones.
Desde que foi questionada pela primeira vez sobre o assunto, a presidente Dilma Rousseff tem afirmado que a segurança do evento é garantida. No entanto, a situação não é tão simples assim, mesmo com investimento de cerca de R$ 2 bilhões feito pelo Governo Federal no setor de Segurança.
Movimentos Paredistas
Outra preocupação se refere às categorias profissionais que podem entrar em greve durante a competição, prejudicando o funcionamento sistemas fundamentais para o sucesso da Copa, como transporte e segurança. Entre os grupos que podem aderir à greve estão as Polícias e aeroportos.
Violência urbana
Outro grande perigo é a violência urbana, que deve aumentar com a presença de turistas no Brasil. Criminosos os verão como possíveis vítimas para seqüestros, furtos e roubos.
Torcedores
O comportamento das torcidas também tem preocupado a Agência Brasileira de Inteligência. Além do Brasil, o órgão apontou como violentas as torcidas de países como Inglaterra, Alemanha, Croácia, Argentina, Irlanda, Dinamarca, França, Espanha, Itália, Holanda, Turquia e Polônia.
Terrorismo
A quinta ameaça ao evento esportivo é o terrorismo. Embora não existam grupos terroristas no Brasil, o país poderá recebê-los de outros locais, inclusive os que atuam pela Al Qaeda, que enxergam na Copa uma oportunidade de atingir seus inimigos, que estarão no país.
Organizações Criminosas
O último perigo apontado pela Agência Brasileira de Inteligência foi das organizações criminosas. A mais temida é o Primeiro Comando da Capital (PCC), que atua no Estado de São Paulo através de detentos que estão dentro e fora dos presídios.
Manifestações
Uma das seis possíveis ameaças à Copa do Mundo são as manifestações, como as que ocorreram no país no ano passada. Nas ruas, a população protestou – às vezes de forma pacífica, e às vezes com violência – contra os gastos excessivos com a realização do evento, além de diversos problemas enfrentados pelo Brasil, como falta de qualidade na Educação e na Saúde.
Mais recentemente, foram os black blocs que ganharam espaço na mídia com suas manifestações. Contrários ao capitalismo, esses grupos atuam, muitas vezes de forma violenta, contra grandes empresas. No Brasil, por exemplo, eles depredaram vários bancos e até a Rede Globo. Para a Copa do Mundo, os grupos já têm organizado diversas ações pela internet.
Polícia Federal já ameaçou fazer greve durante o evento
Uma das situações que mais tem preocupado a segurança da Copa do Mundo é uma possível greve das Polícias. No mês passado, por exemplo, a Polícia Federal fez um protesto no Rio de Janeiro, com um grande elefante branco inflável.
Em frente à sede da instituição, na Praça Mauá, dezenas de profissionais participaram de manifestação por melhores condições de trabalho, reestruturação das carreiras e modernização dos inquéritos policiais. Na ocasião, a categoria ameaçou fazer greve durante a Copa do Mundo se todas as reivindicações não forem atendidas pelo Governo Federal.
“Estamos há anos chamando a atenção, sem atrapalhar a população e gerar caos. Mas se o governo federal continuar dessa maneira, sem trazer nenhuma novidade, no 0 x 0, vamos parar na Copa”, anunciou o presidente do Sindicato dos Servidores do Departamento de Polícia Federal do Rio.
Na avaliação dele, a paralisação das atividades durante a Copa traria mais visibilidade à categoria, assim como o movimento dos garis no Rio, que organizou uma greve para o período do carnaval.
De acordo com o presidente do sindicato dos servidores da Polícia Federal, a desvalorização da categoria, além do adoecimento dos profissionais, tem provocado abandono da carreira e pode deixar a população vulnerável, inclusive a ações de terrorismo. “Não há cultura de terrorismo no país, mas com esses grandes eventos, sempre é uma possibilidade”, alerta. Segundo ele, cerca de 250 policiais deixam a carreira por ano.
Enquete
Para saber se a população acredita que alguma dessas ameaças poderá prejudicar ou mesmo impedir a Copa do Mundo, a Tribuna de Ituverava foi às ruas nesta semana e, perguntou: