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18/05/2014
Procedimento de ressonância magnética é usado para diagnosticar o aneurismaDoença é a dilatação do vaso sanguíneo, que se rompe e leva a sangramento, aumentando a possibilidade de óbito
Embora o índice de brasileiros fumantes tenha caído 20% entre 2006 e 2012, de acordo com a pesquisa Vigitel, do Ministério da Saúde, o aneurisma – um dos vários problemas de saúde causados pelo fumo – continua sendo um grande risco à saúde. O aneurisma é a dilatação do vaso sanguíneo, que se rompe e leva a sangramento, aumentando a possibilidade de óbito.
Como está localizado em todas as artérias, o aneurisma pode afetar todos os órgãos, daí a importância de fazer o diagnóstico e o tratamento precoce, que garantem sucesso no tratamento em 95% dos casos.
Aneurismas das artérias são freqüentes, especialmente os da aorta abdominal e das artérias dos membros inferiores, mesmo que os mais conhecidos sejam os cerebrais, comuns em mulheres jovens, enquanto os dos membros inferiores e da aorta abdominal afetam quem tem mais de 50 anos. Os aneurismas cerebrais têm um fator congênito importante e os da aorta e membros inferiores são relacionados ao tabagismo e à hipertensão arterial.
Há duas formas de tratar o problema: a cirurgia convencional, para a colocação de próteses de material artificial que substitui integralmente a função dos vasos afetados, e o implante de endoprótese vascular por cateterismo, que é um tratamento menos invasivo e, portanto, mais utilizado em pacientes com doenças associadas, como enfisema pulmonar ou insuficiência cardíaca, por diminuir o risco de complicações, é o implante de endoprótese vascular por cateterismo.
Aneurisma cerebral
Um aneurisma é uma área fraca na parede de um vaso sanguíneo que faz com que o vaso sanguíneo forme uma protuberância ou inche. Quando o aneurisma ocorre em um vaso sanguíneo do cérebro, ele é denominado de aneurisma cerebral.
Causas
Os aneurismas no cérebro surgem quando há uma região enfraquecida na parede de um vaso sanguíneo. Um aneurisma pode estar presente desde o nascimento (congênito) ou pode se desenvolver mais tarde, como depois que um vaso sanguíneo é lesionado.
Existem vários tipos diferentes de aneurismas. Um aneurisma sacular pode variar no tamanho, podendo ter desde alguns milímetros até um centímetro. Os aneurismas saculares gigantes podem ter mais de 2 centímetros. Eles são mais comuns em adultos. Os aneurismas saculares múltiplos são herdados com mais freqüência do que os outros tipos de aneurismas.
Outros tipos de aneurismas cerebrais consistem no alargamento de um vaso sanguíneo inteiro; ou ainda podem parecer como um "balão" na parte externa de um vaso sanguíneo. Estes aneurismas podem ocorrer em qualquer vaso sanguíneo que alimente o cérebro.
Arterioesclerose, traumas e infecções, que podem lesionar a parede do vaso, podem causar esses aneurismas cerebrais. Cerca de 5% da população têm algum tipo de aneurisma cerebral, mas apenas um pequeno número desses aneurismas causa sintomas ou rupturas. Os fatores de risco incluem histórico familiar de aneurismas cerebrais e certos problemas médicos, como doença renal policística, coartação aórtica e pressão alta.
Exames
Um exame ocular pode mostrar pressão elevada dentro do cérebro (pressão intracraniana elevada), incluindo inchaço do nervo óptico ou sangramento na retina. Um exame do cérebro e do sistema nervoso (neurológico) pode revelar movimento anormal dos olhos, problemas na fala, na força e na sensibilidade.
Para diagnosticar aneurisma cerebral e para determinar a causa do sangramento no cérebro são realizados exames como: angiografia cerebral ou angiografia por tomografia computadorizada espiral da cabeça para revelar a localização e o tamanho do aneurisma; exame de líquido cefalorraquidiano; tomografia computadorizada da cabeça; eletro-encefalograma (ECG) e ressonância magnética da cabeça.
Recomendações
Manter em níveis adequados a pressão arterial;
Exercer controle efetivo sobre as taxas de colesterol e triglicérides;
Não fumar;
Ficar atento, pois dor forte de cabeça, que surge repentinamente, como se você tivesse levado uma pancada, seguida de enjôos e vômitos, indica a necessidade urgente de atendimento médico-hospitalar;
Informar seu médico sobre a ocorrência de casos de aneurisma em membros da família
Sintomas comuns no aneurisma cerebral
Visão dupla
Perda da visão
Dores de cabeça
Dores nos olhos
Dores no pescoço
Pescoço rígido
Queda da pálpebra
Dores de cabeça acompanhadas de náusea e vômito
Fraqueza muscular ou dificuldade de mobilidade de qualquer parte do corpo
Dormência ou diminuição da sensibilidade de qualquer parte do corpo
Convulsões
Fala prejudicada Ajuda médica
É indicado, em caso de dores de cabeça muito fortes, que a pessoa vá para o pronto-socorro ou ligue para o serviço de emergência local, principalmente se ela vier acompanhada de náusea, vômito, convulsões ou qualquer outro sintoma neurológico.
Aneurisma cerebral mata um terço dos portadores da doença
Dentre os aneurismas, o que mais preocupa é, sem dúvida, o cerebral, dilatação que se forma na parede enfraquecida de uma artéria do cérebro. A pressão normal do sangue dentro da artéria força essa região menos resistente e dá origem a uma espécie de bexiga que pode ir crescendo lenta e progressivamente. Os maiores riscos desse afrouxamento do tecido vascular são ruptura da artéria e hemorragia ou compressão de outras áreas do cérebro.
São raros os aneurismas congênitos, mas a pessoa pode nascer com tendência à fragilidade dos vasos e à formação de aneurismas.
Em geral, os episódios de ruptura e sangramento ocorrem a partir da 5ª década de vida, afetam mais as mulheres e tornam-se mais comuns à medida que a pessoa envelhece.
Aneurisma cerebral é uma doença grave. Apenas dois terços dos pacientes sobrevivem, mas cerca da metade permanece com seqüelas importantes que comprometem a qualidade de vida.
Causas
As principais causas do aneurisma cerebral são: predisposição familiar (15% dos portadores de aneurisma pertencem a uma família em que a incidência da enfermidade é maior); hipertensão arterial (pressão alta facilita o desenvolvimento e a ruptura dos aneurismas);dislipidemia (aumento dos níveis de colesterol e triglicérides); diabetes, fumo e consumo abusivo de álcool.
Sintomas
Aneurismas pequenos costumam ser assintomáticos. Quando crescem, podem comprimir uma estrutura cerebral e provocar sintomas que variam conforme a área do cérebro afetada.
A manifestação mais evidente dos aneurismas é a ruptura seguida de hemorragia. A intensidade dos sintomas está diretamente relacionada com o tamanho e a extensão do sangramento. Os mais comuns são dor de cabeça súbita, náuseas, vômitos e perda da consciência. Sangramentos abundantes podem ser fatais.
Diagnóstico
A angio-ressonância magnética é um exame fundamental para o diagnóstico dos aneurismas. O ideal seria que fossem detectados precocemente, antes de sangrarem, mas isso raramente acontece, porque essa avaliação não está incluída na rotina dos check-ups.
Tratamento
Diagnosticado o aneurisma, a indicação cirúrgica precisa levar em conta seu tamanho e as condições clínicas do paciente, uma vez que o risco da cirurgia deve ser menor do que o oferecido pela história natural da evolução da doença.
Caso se opte pela cirurgia, o objetivo é fechar o aneurisma para excluí-lo, preservando a artéria que o nutre, porque todas as áreas do cérebro são nobres e morrem se não forem irrigadas.
O procedimento pode ser realizado a “céu aberto”, por uma “janelinha” aberta no crânio, ou por via endovascular, introduzindo molas delicadas através de um cateter, que se enrolam no interior do aneurisma e formam um coágulo que impede o sangramento.
Pessoa que não deve, não pode ou não quer ser operada, precisa manter controle rigoroso da pressão arterial, não fumar e evitar esforços físicos.
No tratamento dos aneurismas cerebrais, a embolização por via endovascular é, hoje, uma importante forma terapêutica. Em geral as equipes atuam de forma multidisciplinar na decisão de qual metodologia, ou seja, micro-cirurgia ou embolização, será a melhor e mais confortável abordagem para cada tipo de aneurisma e cada condição física do paciente. A opinião do paciente também é importante na decisão da metodologia a ser adotada.