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CIDADE

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20/05/2014

SABESP E AGÊNCIA DÃO NÚMEROS DIFERENTES SOBRE NÍVEL DO CANTAREIRA

Represa Jaguari-Jacareí no interior de São Paulo, na divisa com sul de Minas Gerais. (Foto: Luis Moura/Estadão Conteúdo)

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e o comitê anticrise liderado pela Agência Nacional de Águas (ANA), responsável por acompanhar a seca do Sistema Cantareira, divulgaram informações diferentes na medição do Sistema desta segunda-feira (19). Os números passaram a divergir após a incorporação do volume morto na conta. Para a Sabesp, o Cantareira estava com 26,3% do total na segunda, já para a ANA, o número era 22,2%.


A diferença se explicaria porque a ANA incorporou no cálculo da capacidade total do sitema os 182,5 bilhões de litros do volume morto que passaram a ser captados. Isso eleva a capacidade total do sistema para 1,164 trilhão de trilhos. Já a Sabesp continuou considerando que a capacidade do sistema é de 982 bilhões de litros.


A partir desses números, a ANA calculou em 22,2% o nível do sistema nesta segunda, enquanto a Sabesp divulgou que o nível era de 26,3%.


Nesta terça-feira (20), o nível caiu novamente, segundo a Sabesp, e chegou a um índice de 26,2%.


Procuradas pelo G1, ANA e Sabesp não se manifestaram nesta terça sobre a diferença nos cálculos do nível do Cantareira.


Crise da água


A forte chuva que caiu no domingo na Grande São Paulo não chegou à divisa com Minas Gerais, onde estão concentrados os rios que abastecem o sistema.


A captação do volume morto foi uma das alternativas encontradas para combater a falta de água. O total da reserva técnica é de mais de 400 milhões de metros cúbicos.


O governo oferece bônus de 30% para quem economizar 20% de água e já prometeu que haverá multa para quem gastar mais do que de costume, estratégia criticada por advogados da área de defesa do consumidor.


Em alguns bairros, o governo mudou o fornecimento de água para que as residências sejam abastecidas por represas que não sofrem com a falta de água. A Sabesp afirma não haver racionamento, mas são vários os moradores de bairros da capital, em especial da Zona Norte, que relatam que ficam sem água durante a noite e em alguns momentos do dia.

Fonte: g1.globo.com

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