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26/05/2014

FAFRAM MINISTRA CURSO SOBRE CAVALO MANGALARGA MARCHADOR

Participantes do curso ministrado na Fafram, no último final de semana. No destaque, aula teórica

Realizado no último final de semana, curso contou com aulas teóricas e práticas

A Faculdade Dr. Francisco Maeda (Fafram), instituição de Ensino Superior mantida pela Fundação Educacional de Ituverava, realizou no último final de semana, entre os dias 16 e 18 de maio, um curso sobre a raça de cavalo mangalarga marchador.

Voltado a 30 alunos do curso de Medicina Veterinária, o curso foi ministrado pelo professor José Ferraz, membro da Associação Brasileira dos Criadores Cavalo Mangalarga Marchadores (ABCCMM), que abordou morfologia, andamento e padrão da raça, que é considerada uma das principais do Brasil.

Ao longo do curso, foram ministradas aulas de formação de pastagens para cavalos, manejo, história e padrão da raça Mangalarga Marchador e detalhes sobre a marcha, que é a principal característica da raça.

O curso foi dividido em duas partes: teórica e prática. Na sexta-feira, dia 16, e no sábado, dia 17, os alunos participaram de palestras e aulas na Faculdade Dr. Francisco Maeda (Fafram).

Já no domingo, 18 de maio, foi o encerramento do curso, quando os estudantes participaram de aula prática no Haras Ituverava, que pertence ao advogado e agropecuarista Antônio Sérgio Quadros Barbosa, que é vice-presidente da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Mangalarga Machador (ABCCMM), a sua esposa, Rita de Cássia Alves de Oliveira Barbosa.

Julgamento
Na aula prática, os alunos também aprenderam a julgar cavalos da raça em competições. “Este foi o Módulo I do curso, que no próximo semestre, a Fafram oferecerá novamente para que outros alunos possam participar. O Módulo II, também no segundo semestre, será para quem participou do Módulo I, para que continuem aprendendo sobre a raça”, explica o diretor Márcio Pereira.

“Este curso é uma preocupação da Fafram que busca formar profissionais diferenciados, aptos a atuar nas mais diversas áreas da profissão. Hoje, existem poucos profissionais capacitados para atuar no julgamento de cavalos desta raça. É um mercado promissor com muita demanda e bastante fluxo financeiro, portanto, é uma ótima oportunidade para os futuros profissionais”, ressalta Pereira.

O curso também foi acompanhado pela professora do curso de Medicina Veterinária, Eliana DAuria. Segundo ela, o aprendizado proporcionado pelo curso foi muito importante para os alunos.

Associação de criadores
O vice-presidente da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Mangalarga Machador (ABCCMM), Antônio Sérgio Quadros Barbosa, elogiou a iniciativa da Fafram em trazer o curso. “O curso ministrado pelo professor José Ferraz, técnico e juiz da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador, faz parte de um programa de fomento da raça chamado Mangalarga Marchador para Todos. Este curso, além de ser ministrado aos jovens criadores, também é dado para os apresentadores, com o intuito de melhorar a qualidade da mão-de-obra e, principalmente, levar conhecimento ao iniciante, para que ele não cometa algum engano”, afirma.

Ainda segundo ele, os alunos poderão utilizar o conhecimento obtido futuramente, no mercado profissional. “Além da formação profissional do veterinário, a Associação Brasileira do Cavalo Mangalarga Marchador abre uma porta para aqueles que tiverem interesse em se candidatar como técnico ou juiz da raça, de forma que é mais uma alternativa de emprego que está sendo proporcionado aos alunos que fizeram o curso”.

“O aproveitamento dos alunos foi muito bom, fato que justifica esse esforço da ABCCMM para promover o fomento da raça”, completa.

Raça tem muitas vantagens e é genuinamente brasileira
O mangalarga marchador é uma raça de cavalos descendente dos Alter-Real, que chegou ao Brasil por meio de nobres da corte portuguesa na época de Colonização do Brasil.

Segundo a história, em 1812, Gabriel Francisco Junqueira (o barão de Alfenas) ganhou de D. João VI, um garanhão da raça Alter-Real e iniciou sua criação de cavalos cruzando o garanhão com as éguas comuns da Fazenda Campo Alegre, situada no Sul de Minas entre os municípios de Cruzília e Luminárias. Como resultado desse cruzamento, surgiu um novo tipo de cavalo.

Esses cavalos cômodos chamaram muito a atenção, e logo o proprietário da Fazenda Mangalarga trouxe alguns exemplares de Sublimes para Paty do Alferes, próximo à Corte no Rio de Janeiro. Rapidamente tiveram suas qualidades notadas e foram apelidados de cavalos Mangalarga.

Associação
A ABCCMM é hoje a maior associação de eqüinos da América Latina, com mais de 250 mil animais registrados e mais de 20 mil sócios, com cerca de três mil ativos.

Nos anos 70 ao final da década de 1990, o marchador teve uma ascensão astronômica no segmento da eqüinocultura, batendo recordes de animais expostos, registrados, e de preços em leilões oficiais.

Migração
Em 1934 foi fundada a Associação Brasileira de Criadores de Cavalo da Raça Mangalarga (ABCCRM). Anteriormente, houve uma notável migração de parte da família Junqueira para São Paulo. Chegando em novo solo, com topografia e cultura diferentes, onde a caçada ao veado era diferente, os cavalos tiveram que se adaptar a uma nova topografia e necessidades tendo a necessidade de um cavalo de melhor galope mais resistente, por isto foi mais valorizado a marcha trotada que tem apoios bipedal de dois tempos com tempo mínimo de suspensão que cumpria as novas exigências do animal sem perder a comodidade, pois os animais de tríplice apoio apesar de serem mais cômodos não conseguiam acompanhar o ritmo alucinante das caçadas e a lida com gado em campo aberto que eram as duas maiores funcionalidades do cavalo mangalarga no Estado de São Paulo.

Tanto o mangalarga marchador como o mangalarga paulista, são raças genuinamente brasileiras, sendo esta última desenvolvida no Estado de São Paulo, daí seu nome.



Entenda quais são as principais características da raça de cavalo




Aparência geral
Porte médio, ágil, estrutura forte e bem proporcionada, expressão vigorosa e sadia, visualmente leve na aparência, pele fina e lisa, pelos finos, lisos e sedosos, temperamento ativo e dócil.

Altura
Para machos, a altura ideal é de 1,52 m, admitindo-se para o registro definitivo a mínima de 1,47 m e a máxima de 1,57 m.

Para fêmeas a ideal é de 1,46 m, admitindo-se para o registro definitivo a mínima de 1,40 m e a máxima de 1,54 m.

Cabeça e pescoço padrão da raça
Os olhos dessa raça são afastados e expressivos, grandes, salientes, escuros e vivos, pálpebras finas e flexíveis. Eles têm orelhas médias, móveis, paralelas, bem implantadas, dirigidas para cima, de preferência com as pontas ligeiramente voltadas para dentro e garganta larga e bem definida. A boca dos animais desta raça tem abertura média, lábios finos, móveis e firmes. As narinas são grandes, bem abertas e flexíveis, e as ganachas são afastadas e descarnadas.

Pescoço
De forma piramidal, o pescoço da raça mangalarga é leve em sua aparência geral, proporcional, oblíquo, de musculatura forte, apresentando equilíbrio e flexibilidade, com inserções harmoniosas, sendo a do tronco no terço superior do peito, admitindo-se, nos machos, ligeira convexidade na borda dorsal, crinas ralas, finas e sedosas.

Tronco
Cernelha: bem definida, longa, proporcionando boa direção à borda dorsal do pescoço;Peito: profundo, largo, musculoso e não saliente;Costelas: longas, arqueadas, possibilitando boa amplitude torácica;

Dorso: de comprimento médio, reto, musculado, proporcional, harmoniosamente ligado à cernelha e ao lombo;Lombo: curto, reto, proporcional, harmoniosamente ligado ao dorso e à garupa, coberto por forte massa muscular;Ancas: simétricas, proporcionais e bem musculadas;

Garupa: longa, proporcional, musculosa, levemente inclinada, com a tuberosidade sacral pouco saliente e de altura não superior a da cernelha;

Cauda: de inserção média, bem implantada, sabugo curto, firme, dirigido para baixo, de preferência com a ponta ligeiramente voltada para cima quando o animal se movimenta. Cerdas finas, ralas e sedosas.

Morfologia do padrão da raça
Espáduas: longas, largas, oblíquas, musculadas, bem implantadas, apresentando amplitude de movimentos;

Braços: longos, musculosos, bem articulados e oblíquos;

Antebraços: longos, musculosos, bem articulados, retos e verticais;

Joelhos: largos, bem articulados e na mesma vertical do antebraço;

Canelas: retas, curtas, descarnadas, verticais, com tendões fortes e bem delineados;

Boletos: definidos e bem articulados;

Quartelas: de comprimento médio, fortes, oblíquas e bem articuladas;

Cascos: médios, sólidos, escuros ou claros e arredondados.

Aprumos: corretos.

Membros posteriores
Coxas: musculosas e bem inseridas;

Pernas: fortes, longas, bem articuladas e aprumadas;

Jarretes: descarnados, firmes, bem articulados e aprumados;

Canelas: retas, curtas, descarnadas, verticais, com tendões fortes e bem delineados.

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