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13/06/2014
Arena Corinthians: aprovada por fora, mas com diversas restrições na parte interna (Foto: AP)
Dia de festa para a seleção brasileira, nem tanto para os 62. 103 torcedores que lotaram a Arena Corinthians para a abertura da Copa do Mundo. A vitória por 3 a 1 sobre a Croácia, nesta quinta-feira, teve pontos positivos e negativos para quem viveu o início da maior festa do futebol mundial. Em resumo, o antes e o depois foram mais tranquilos, apesar de a saída ter sido mais tumultuada. Já o durante... Problemas nas lanchonetes e banheiros foram as principais reclamações dos brasileiros na Arena. Um apagão em parte dos refletores também tirou pontos do estádio.
A reportagem rodou por todos os setores do estádio, em seu entorno e também testou o transporte antes e depois do jogo. A uma hora do início de Brasil x Croácia, apenas uma lanchonete dos setores Leste e Sul vendia algo diferente de chocolates e pipoca. Lanches quentes acabaram, como hambúrgueres. Pelo menos três bares fecharam antes mesmo do intervalo do jogo.
- Não tem nada para comer. Meu filho quis um lanche, tive de comprar pipoca. É a única coisa disponível. É ridículo – lamentou a empresária Marcela Soares, de 28 anos.
Problemas na estrutura do estádio também foram relatados. Os dois principais: o apagão em parte dos refletores, que só tiveram iluminação total restabelecida no início do segundo tempo, e as arquibancadas provisórias que aumentaram a capacidade da Arena. Quem viu o jogo lá do alto teve medo.
- Sei que houve todos os testes, de bombeiros, de impacto, mas está muito ruim. Estou na fileira ZZ, no lugar mais alto do estádio, e senti muito medo de cair. Não me senti seguro – afirmou Lucas de Paula, 26 anos.
Na acomodação do público também houve outro problema grave. Com ingressos para um dos setores mais caros da arquibancada, torcedores encontraram uma fileira sem assentos, e algumas pessoas chegaram a sentar no chão. De acordo com a Fifa, esses lugares não deveriam ser vendidos, e a organização conseguiu realocar os torcedores em outras cadeiras da mesma categoria antes do início do jogo. A fileira N do setor 423, a que não tinha assentos, é da categoria 1, com preços a R$ 990.
As horas antes do início do jogo foram as mais positivas. Com barreiras de controle instaladas a cerca de um quilômetro do estádio, a área de fãs com ingressos foi bastante festiva. A chegada teve ordem, e os voluntários souberam orientar bem os torcedores. A Polícia Militar também ficou satisfeita com a operação, apesar de ter registrado muitos casos de perda e furto – de ingressos.
A reportagem encontrou ingressos perdidos no chão, no caminho entre o metrô e o estádio. Um deles era de propriedade de um torcedor chamado Rahat Kukreja, conforme impresso na entrada. Outros também ficaram do lado de fora do estádio, com bilhetes perdidos.
- Tive alguns casos isolados de furtos, provocados por torcedores que vieram para cá sem ingresso e estavam dispostos a aprontar. Desde a saída do metrô, orientamos que todos andassem com bolsas e mochilas na frente. Não houve problemas na saída, o problema é que, dos mais de 60 mil, 50 mil saíram logo depois do jogo e causaram problemas de escoamento. Se você for à Disney, também encontra problemas dessa natureza – afirmou o coronel Tardelli, um dos responsáveis pela operação policial.
O Comitê Organizador Local e a Fifa não se pronunciaram sobre os problemas. Só vão fazê-lo em um briefing diário realizado pelas entidades, nesta sexta-feira, no Maracanã.
Fonte: g1.globo.com