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22/06/2014

ATRIZ ITUVERAVENSE FALA SOBRE TRABALHOS E PRÓXIMOS PROJETOS

Gilda Nomacce com Regina Duarte, Rafael Primot e Barbara Paz, na estréia do filme Gata Velha Ainda Mia

Gilda Nomacce, 42 anos, acaba de estrear filme ao lado de Antônio Fagundes e Sandy

A atriz ituveravense Gilda Nogueira Macedo, 42 anos, profissionalmente conhecida como Gilda Nomacce, tem conquistado sucesso de crítica e conquistado espaço nos principais veículos de comunicação voltados à cultura, inclusive os cadernos especiais dos jornais Folha de S. Paulo e o Estado de S. Paulo.

Ela, que atua desde os 12 anos, recentemente estrelou o filme “Quando eu era vivo”, dirigido por Marcelo Dutra. Também fazem parte do elenco Antônio Fagundes e Sandy.

Gilda é casada com Rodrigo Ramos Roviralta. Ela é filha de Maria do Carmo Nogueira (“Tatau”) e Élcio de Freitas Macedo (“Elcinho Macedo”) (in memoria ) e são seus irmãos Elcinho Nogueira Macedo (“Cico”) e Maria Eugênia Nogueira Macedo (“Marô”). São seus avós Daniel Nogueira e Irma Ferreira Nogueira e Benedito Nunes Macedo e Armanda de Freitas Macedo.


Em entrevista concedida à Tribuna de Ituverava por e-mail, a atriz falou sobre seus trabalhos recentes, projetos e sua relação com Ituverava.

Confira:
“Quando eu era vivo”


“É um filme especial para mim, porque além do meu trabalho como atriz, também tinha a função de preparar a Sandy para o papel, o que criou um envolvimento muito grande com o filme.


Minha parceria com o diretor Marco Dutra vem de 2006, quando estreei no cinema com o premiado curta-metragem ‘Um Ramo’, dirigido por ele e Juliana Rojas. E desde então fiz muitos filmes com essa dupla de diretores. Talvez por isso o Marco tenha me confiado esse duplo papel”.

Personagem
“A Miranda é uma personagem muito complexa. A composição visual dela é muito diferente da minha, o que já me colocou num lugar de estranhamento. Precisei deixar meu cabelo bem curto, descolorir, tirar quase que totalmente as sobrancelhas, etc. Foi chocante me ver transformada na personagem, mas quando a vi pela primeira vez no filme foi uma grande satisfação, porque consegui ver o fluxo de vida dela totalmente desassociado de mim. O maior ponto de confluência com a personagem é acreditar que temos poderes para lidar com o sobrenatural”.

Inspiração
“A Miranda carrega um sincretismo muito grande e isso a torna uma personagem bem brasileiro. Ela foi inspirada em duas ituveravense que convivi durante toda a minha infância e fiz uma mistura delas, Maria Aparecida Jacób Alves, que era manicure e a outra, sua mãe, Said Dinis Jacob que era benzedeira,. A Miranda é uma manicure que sai de casa para trabalhar e acaba fazendo um descarrego. A personagem tem a mesma posição do espectador, pois sendo um elemento externo àquele ambiente, percebe mais facilmente as transformações e consegue dimensionar o que realmente está acontecendo. Ela freqüenta o apartamento da cliente há muito tempo e conhece cada detalhe como se fosse sua própria casa. Por isso ela sente que algo sobrenatural está invadindo aquele ambiente”.

Impacto
“Apesar de ter recebido criticas incríveis e ter uma acolhida muito calorosa da imprensa, do meio artístico e público, não foi suficiente para manter o filme muito tempo em cartaz. Isso tem sido uma constante com os filmes brasileiros, salvo exceções, pois o cinema nacional compete com filmes da grande indústria cinematográfica que tem muito dinheiro para a divulgação e distribuição. É muito importante que o público prestigie os filmes brasileiros logo que eles estréiem, pois ajuda mantê-los em cartaz por mais tempo”.

Outros trabalhos
“Acabei de estrear outro longa-metragem, ‘Gata Velha ainda Mia’, do diretor Rafael Primot, com Regina Duarte e Bárbara Paz, que está para ser lançado, e também será outro filme muito importante para mim. ‘Ausências’, do diretor Chico Teixeira, é inspirado em um documentário, e minha maneira de lidar com o personagem foi muito diferente. Além disso, tive a oportunidade de trabalhar pela primeira vez com a Fátima Toledo, importante preparadora de elenco.

Teatro
“Vou estrear no teatro dia 4 de julho, com a peça ‘Gosta d’águas sobre pedras escaldantes’, texto de Rainer Fassbinder, com direção de Rafael Gomes, que se encenada no Teatro da Memória, do Instituto Capobianco em São Paulo. Na televisão participei de alguns seriados, entre eles ‘Tudo o que é sólido pode derreter’, na TV Cultura; ‘Descontroladas’, na GNT e ‘PSI’, na HBO, que ainda está no ar”.

Próximos trabalhos
“Lourenço Mutarelli, que é um autor que admiro muito, escreveu um papel especialmente para mim num livro que será roteirizado por Fernando Sanches, que já me convidou para fazer o filme, que será protagonizado por Otávio Muller. Também tenho projetos de cinema em andamento, como ‘Wild Track’, com a Juliana Rojas, entre outros atores”.

Cinema nacional
“O cinema nacional teve um investimento maior, mas ao mesmo tempo, passamos a ter mais orgulho de ver nossa imagem retratada nos filmes. O Brasil tem um cinema muito diverso, desde um filme de suspense psicológico como ‘Quando eu era vivo’, filmes adolescentes como ‘Hoje eu quero voltar sozinho’ e comédias como ‘Minha mãe é uma peça’. Temos um público sedento por imagens aqui, e internacionalmente também. Sempre que os nossos filmes são exibidos em festivais fora do Brasil, os espectadores ficam curiosos por nosso país. O Brasil está na moda”.

Relação com Ituverava
“Ituverava É minha cidade natal, onde tenho muitos parentes e amigos queridos, o que me deixa ainda mais conectada com a cidade. Além disso, tem a questão da identidade, pois olho para o mundo como os olhos de alguém que viveu a sua infância no interior e isso afeta diretamente o meu trabalho.


Amo a hospitalidade dos ituveravenses e tenho uma grande relação de amor com a cidade que nasci e sempre me acolheu. Quando visito Ituverava tenho muita alegria de reencontrar tantas pessoas queridas, parentes e aqueles amigos que se tornaram ‘amigos de sangue’. Estou sempre em contato com as pessoas de Ituverava, é onde busco força. Nas minhas raízes”.



Filmografia de Gilda Momacce

Um Ramo (2007)

Depois do Almoço (2009)

Jibóia (2011)

Pra Eu Dormir Tranquilo (2011)

Trabalhar Cansa (2011)

Dois (2012)

De Menor (2012)

Quando Eu Era Vivo (2014)



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