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29/06/2014

“MAIS MÉDICOS” AUMENTA EM 25% ATENDIMENTOS EM PSFS

O secretário da Saúde, Wagner Benedeti; o médico Dr. Gonçalves Dias e os profissionais do Programa Mais Médicos

Em Ituverava, há um médico estrangeiro em cada um dos PSFs do município

Devido ao Programa Mais Médicos, do Governo Federal, Ituverava aumentou cerca de 25% no número de atendimentos nos PSFs do município, que passaram a contar com dois médicos, sendo um deles estrangeiro.

Segundo a Assessoria de Imprensa da Prefeitura, os 25% foram calculados com base no primeiro mês de atendimento dos médicos intercambistas, portanto depois de melhor ambientados, este número tende a aumentar.

Em Ituverava, oito médicos cubanos atuam na cidade, e passaram por treinamento e ambientalização, por um período de 15 dias, na Unidade de Saúde da Família de São Benedito da Cachoeirinha, orientados pelo médico Dr. Gonçalves Dias, que atua há 15 anos no Programa Saúde da Família.

Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, os profissionais são supervisionados pelo Dr. Gonçalves e pelo Ministério da Saúde, através da Universidade Santa Marcelina.

Dedicação
Os médicos dos PSFs, Dr. Jordan Miyasaka, Dr. Lincoln Shigueru Hasimoto, Dra. Mônica T. Takahashi, Dr. José Ângelo Sicca, Dra. Maria Carolina Rodrigues Barbosa, Dr. César Henrique de Souza, Dra.

Aparecida Valéria Kubo, Dr. Camilo José Lupoli e Dr. Antônio Augusto de Castro Maciel foram parabenizados pela Secretaria da Saúde, pela dedicação e competência no atendimento aos usuários das Unidades de Saúde da Família e também pela parceria junto aos médicos intercambistas.

Elogios
Os pacientes têm elogiado o trabalho desenvolvido pelos médicos. “Sou paciente do PSF há anos e gostei da atenção dispensada pelo médico cubano. Também pude notar que embora ele seja de outro país, está bem adaptado à nossa língua”, afirma a estudante Thaís Lindolfo Santos Silva, 19 anos.

Mariza Costa de Figueiredo Leal concorda. "Meu pai, Élcio Eduardo de Figueiredo, 84 anos, sofre de Alzheimer e está se tratando. O atendimento do médico cubano é realmente excelente e supre todas as necessidades do paciente", elogia.

"Como sou casada com um homem de origem hispânica, entendo muito bem o que os médicos cubanos falam, mas algumas pessoas ainda não entendem tão bem, e por terem vergonha, vão para casa com dúvidas. Seria importante, portanto, o acompanhamento de uma enfermeira durante os atendimentos destes profissionais", completa Mariza.





Profissionais do Programa “Mais Médicos” que atuam na cidade






Dalia Aimee Alvarez Bombin


Deibys Escobar Arena


Duliesky Mora Soto


Duneski Piña Ângulo





Edelvis Benita Aldana Alvarez


Elizabeth Ramirez Ruiz


Emilsis Napoles Fragoso


Esperanza Lacoste Laugart





Médicos cubanos já estão se adaptando à língua portuguesa
Em entrevista à Tribuna de Ituverava, o cubano do Programa Mais Médicos que está atuando em Ituverava, Dr. Duliesky Mora Soto, falou sobre seu trabalho. “Estou na cidade desde março e a impressão que tenho até agora é que Ituverava é uma cidade tranqüila. Em relação à língua, já me adaptei e consigo me comunicar bem com os pacientes, embora algumas vezes os mais velhos tenham dificuldades para me entender. Ficarei no município por três anos e a expectativa é trabalhar bastante neste período”, diz.

Formação em Cuba
Em Cuba, existem 25 faculdades de Medicina, todas públicas, e a Escola Latino-Americana de Medicina, na qual estudam estrangeiros de 113 países, inclusive do Brasil. A duração do curso em Cuba, assim como no Brasil, é de seis anos em período integral. Depois o estudante deve fazer especialização, por um período de três a quatro anos.

Pelas regras do Ministério da Educação de Cuba, apenas os alunos que obtêm notas consideradas altas, em uma espécie de vestibular e ao longo do ensino secundário, são aceitos nas faculdades de Medicina.

Os estudantes passam o sexto ano do curso em período de internato, estagiando nas principais áreas de um hospital geral. A formação dos profissionais é voltada para a chamada saúde da família. Os médicos são clínicos gerais, mas têm conhecimento em Pediatria, Pequenas Cirurgias e até Ginecologia e Obstetrícia.

No Brasil
Os profissionais do Programa Mais Médicos, cubanos e de outras nacionalidades, não precisam passar por revalidação do diploma para atuar no Brasil.


De acordo com o Ministério da Saúde, eles terão registro provisório por três anos para trabalhar na atenção básica e com validade restrita ao local para onde forem designados.

Todos os médicos com diploma estrangeiro e sem revalidação passaram por três semanas de capacitação, com foco no Sistema Único de Saúde (SUS) e na língua portuguesa, antes de começarem a trabalhar. Eles serão supervisionados por universidades.

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