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18/07/2014
Equipe que participa do Mutirão de Combate à Dengue, iniciado no dia 14Início foi segunda-feira, dia 14, nos bairros Nosso Teto, Cohab, Cecap e Vila Celina
A Prefeitura de Ituverava, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, iniciou, nesta semana, Mutirão de Limpeza para Combate à Dengue. O objetivo é retirar os criadouros do Aedes aegypti em todas as regiões e distritos do município.
Mesmo tendo confirmado apenas seis casos da doença neste ano, a administração municipal tem realizado, junto às equipes do Controle de Vetores, Vigilância Sanitária e Estratégia Saúde da Família, um trabalho efetivo e constante de prevenção, tendo em vista o novo tipo de vírus 4, que já está em circulação no Estado de São Paulo.
O mutirão de limpeza começou última segunda-feira, 14 de julho, nos bairros Nosso Teto, Cohab, Cecap e Vila Celina. Já amanhã, dia 17, será no Benedito Trajano Borges, Santa Cecília e Jardim Marajoara até a Rua Uatapi. As próximas datas e regiões serão divulgadas na próxima semana.
“É preciso iniciar esse trabalho de combate e prevenção de julho a outubro, para quando chegar a época de maior proliferação do mosquito, no final do ano, no período chuvoso e de maior calor, a cidade esteja livre do mosquito”, afirma o secretário municipal de Saúde, Wagner Benedeti,.
“Os ituveravenses ainda não estão imunes ao vírus do tipo 4, por isso, também é importante o controle efetivo da doença”, ressalta.
Ações de combate
Ainda segundo o secretário, as ações de combate à dengue no município seguem orientações específicas da Sucen. “Buscamos seguir à risca as recomendações do órgão, para não corrermos riscos de grande incidência da doença”, enfatiza.
“Contamos com a colaboração da população para que deixe nas calçadas os entulhos e objetos que sirvam de criadouros do mosquito, para que possamos fazer a coleta. Também solicitamos que as pessoas permitam os agentes do controle de vetores e do programa Saúde da Família, entrarem nos quintais de suas residências para verificar a existência de criadouros”, ressalta o secretário.
O prefeito Walter Gama Terra Júnior elogiou o trabalho que vem sendo desenvolvido pela secretaria da Saúde. “Enquanto muitos municípios, mesmo com a falta de chuvas, vêm lutando contra a dengue, nós temos um número mínimo da doença. Isso é resultado do trabalho da equipe da Secretaria da Saúde, que em nenhum momento parou o trabalho de combate e de prevenção”, destaca.
A Secretaria da Saúde informa que em caso de dúvidas sobre o cronograma do Mutirão de Limpeza, as pessoas podem obter informações nas Unidades de Saúde mais próximas às suas residências.
Novo vírus
O tipo de vírus 4 da dengue não apresenta um perigo maior dos que os outros. No entanto, o grande problema é que sua circulação aumenta a probabilidade de novas infecções nas pessoas.
Isso porque quem já teve dengue causada por um tipo de vírus, não registra um novo episódio do mesmo tipo, mas poderá ter novamente com o outro tipo.
Há em circulação os tipos 1, 2, 3 e 4, caso haja reincidência a doença pode ser agravada, pois os sintomas manifestam-se de forma mais severa. Um segundo, terceiro e quarto episódio de dengue podem assumir, portanto, uma situação muito mais perigosa, podendo resultar em uma manifestação hemorrágica.
Monitorar casa 10 minutos por semana pode evitar a dengue
Através de uma ação simples, qualquer pessoa pode fazer a sua parte para eliminar criadouros do Aedes aegypti, transmissor da dengue, que é o mosquito que mais preocupa a saúde pública em todo o mundo.
O ciclo de vida do Aedes aegypti, do ovo à fase adulta, leva de sete a dez dias, portanto, se uma pessoa fizer a verificação e a eliminação dos criadouros semanalmente, é possível interromper esse processo.
O ovo do mosquito é escuro e menor que um grão de areia, razão pela qual é difícil enxergá-lo. Ele é depositado nas paredes do criadouro, que devem ser escovadas para a remoção.
Em contato com a água, se ficar em um prato, por exemplo, o ovo pode eclodir em dez minutos. É o mesmo tempo que as pessoas levam para fazer a checagem semanal em suas residências, para combater a proliferação do mosquito e, conseqüentemente a Dengue.
Durante a monitoração, é importante listar locais na residência que devem ser monitorados e depois vistoriá-los um a um.
A partir da eclosão dos ovos, nascem as larvas, que vivem na água. Devido ao tamanho reduzido, semelhante à cabeça de uma agulha de costura, dificilmente são vistas. Elas não gostam de luz forte, e por isso fogem para as beiradas quando se abre a caixa dágua, por exemplo.