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27/07/2014

TOSSE FORTE PODE SER UM SINTOMA DE COQUELUCHE

Tosse forte pode significar coqueluche, especialmente em crianças

Segundo a OMS, 50 milhões de casos de coqueluche são registrados anualmente

Todos os pais e quem está planejando ter filhos certamente conhece a coqueluche, doença também chamada de tosse comprida. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, aproximadamente 50 milhões de casos de coqueluche são registrados anualmente e 300 mil resultam em morte.

No Brasil, por mais que o número seja bem menor, a doença ainda assusta e é especialmente perigosa para os recém-nascidos, cuja imunidade ainda é bastante frágil.

As pesquisas apontam um novo surto entre recém-nascidos, idade em que a vacinação não pode ser feita”, afirma a pediatra Luíza Helena Falleiros Arlant, vice-presidente da Sociedade Latino Americana de Infectologia Pediátrica (Slipe).

Causada por uma bactéria chamada Bordetella pertussis, a doença afeta as vias respiratórias superiores – nariz, cavidade nasal, faringe, laringe e traquéia. “A coqueluche é mais comum do que as pessoas imaginam. Mas, como os sintomas são parecidos com os da gripe, o problema acaba recendo menos atenção do que deveria”, explica Luíza Helena.

Sintomas
Geralmente a coqueluche começa com sintomas leves, semelhantes a um resfriado comum. Essa fase dura de uma a duas semanas. A tosse, inicialmente fraca, vai ficando mais intensa e até provocar espasmos respiratórios, freqüentemente acompanhados por vômitos, ou também tosse súbita e incontrolável, rápida e curta após uma inspiração. Na etapa seguinte, ocorre a atenuação dos sintomas por duas ou três semanas, podendo durar meses.

Esses sintomas são muito perigosos em recém-nascidos e crianças que ainda não completaram um ano de vida, pois o corpo ainda é muito frágil, o que permite que a tosse da coqueluche cause ruptura de vasos sanguíneos, provocando hemorragias e, em casos mais graves, levando ao óbito.

Adultos
Mesmo que as crianças de menos de um ano de idade sejam o grupo de maior risco, essa doença se manifesta em todas as idades, inclusive na juventude e na vida adulta.

Para os adultos, ela não é tão perigosa, mesmo assim é preciso procurar um médico se os sintomas persistirem durante muito tempo. Outra questão é que um adulto com coqueluche pode transmitir a doença para uma criança que ainda não foi imunizada.

Transmissão
A coqueluche é uma doença que se espalha através das gotículas de água expelidas durante a tosse. Segundo levantamento feito pela Organização Mundial da Saúde, se uma pessoa contrai a bactéria, as chances de transmitir para outras pessoas da família são de 83% e 100%, dependendo da propensão de cada um.

Já segundo pesquisa feita pela Organização Pan Americana de Saúde, adultos em contato com a criança são os principais responsáveis pela transmissão da doença, principalmente no caso de bebês menores de um ano, quando a doença é mais perigosa.

Doenças mais graves
A bactéria da coqueluche não causa pneumonia diretamente, mas deixa o pulmão propício à proliferação de outros organismos, que podem causar problemas sérios nas vias respiratórias, tanto em adultos como em crianças. “Sozinha, a coqueluche é perigosa somente em crianças. Mas o acúmulo de catarro provocado pela doença deixa o pulmão mais propenso a sofrer com outros fungos e bactérias, que podem causa a pneumonia também em adultos”, alerta a pediatra Luíza Helena Falleiros Arlant.

Tratamento
Paciente com coqueluche deve permanecer em isolamento respiratório enquanto durar o período de transmissão da doença.

Na maioria dos casos, o tratamento pode ser ambulatorial e realizado em casa, mas com acompanhamento médico. A hospitalização só se torna necessária, quando ocorrem complicações e é preciso oferecer suporte de oxigênio e alimentação parenteral.

Indicar eritromicina na fase catarral pode ser útil para encurtar a duração da doença e acalmar as crises de tosse. Analgésicos e anti-inflamatórios ajudam a aliviar os sintomas no estágio catarral.

Xaropes expectorantes e inibidores da tosse não trazem benefícios terapêuticos. Da mesma forma, as pesquisas deixam dúvidas sobre a eficácia da imunoglobulina antipertussis e da imunoglobulina humana no tratamento da coqueluche.



Recomendações após a doença ser diagnosticada




Mantenha o doente afastado de outras pessoas e em ambientes arejados, enquanto durar a fase de transmissão da doença;

Ofereça-lhe líquidos com freqüência para evitar a desidratação e refeições leves, em pequenas porções, mas várias vezes ao dia;

Separe talheres, pratos e copos para uso exclusivo da pessoa com coqueluche;

Não se iluda com as receitas caseiras para tratamento da tosse típica da coqueluche;

Lave cuidadosamente as mãos antes e depois de entrar em contato com o paciente;

Procure assistência médica se as crises de tosse se manifestarem por mais de 15 dias. Elas podem ser sintoma de outras doenças e não da coqueluche.



Vacina é fundamental para proteger contra a coqueluche
Segundo a pediatra Luíza Helena Falleiros Arlant, vice-presidente da Slipe, a vacina tríplice bacteriana, também conhecida como DTP que deve ser aplicada quando o bebê faz um ano e meio, protege-a contra coqueluche durante os primeiros cinco ou seis anos de vida. Após essa idade, que coincide com a entrada da criança na escola, é preciso tomar uma dose de reforço.

“Com o maior contato com outras crianças e adultos, é preciso que a criança tome novamente a vacina. O mesmo deve acontecer entre os 15 e 18 anos, quando a imunização está perdendo o efeito”, explica.

A vacina é aplicada apenas para crianças, no Sistema Único de Saúde, para outras faixas etárias podem ser encontradas em laboratórios privados. “A vacinação também é fundamental para mulheres que estão pensando em engravidar ou que são mães de bebês com menos de doze meses de vida”, diz.

Ituverava
Em Ituverava, a vacina e de reforço são oferecidas, já há muitos anos, gratuitamente pela Secretaria Municipal de Saúde, assim como a vacina para as gestantes. Elas são aplicadas em todos os postos do Programa Saúde da Família (PSF) do município.

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