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02/08/2014

ITUVERAVA É A 2ª CIDADE DA REGIÃO EM NÚMERO DE QUEIMADAS

Queimada que ocorre em Ituverava, na Avenida Orestes Quércia, na última semana

Índice de queimadas na região de Ribeirão Preto é o maior dos últimos sete anos, segundo Inpe

O número de queimadas na região de Ribeirão Preto em 2014 já é o maior dos últimos sete anos. De 1º de janeiro até dia 22 de julho, 93 cidades registraram 357 focos, que variam entre queimadas urbanas, em vegetação e em cana-de-açúcar.

Esta é a maior quantidade desde 2007, quando foram registradas 706 ocorrências. Os números são do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), que registra os focos para controle e prevenção de queimadas. O levantamento foi feito pelo jornal Folha de S. Paulo.

Em relação a 2013, o número de focos subiu 97%. No ano passado foram registradas 181 queimadas na região. Em 2012 foram 191 registros e no ano anterior, 224. Já em 2010, 2009 e 2008 foram 348, 157 e 129 casos, respectivamente.

De acordo com o Inpe, o aumento em 2014 é resultado da longa estiagem deste ano. Os números são do chamado “satélite referência”, indicado pelo instituto para fazer comparações de regiões entre períodos. Isso quer dizer que o número de queimadas pode ser ainda maior.

Dentre as cidades da região, Ituverava é a segunda com maior número de focos de incêndio, 22, perdendo apenas para Morro Agudo, que tem 31. Em seguida aparecem Barretos (16), Pontal (15), Guaíra (11), Guatapará (11), Ribeirão Preto (10), Sales Oliveira (10), São Joaquim da Barra (10), Araraquara (9), Jaboticabal (9) e Monte Azul Paulista (9).

Registros via Satélite
O Inpe faz essa orientação para evitar que haja duplicidade de registros já que, se o levantamento for realizado usando vários satélites, um mesmo foco pode ser registrado várias vezes.

O satélite registra fogo com cerca de 30 metros de extensão por 1 metro de largura.

Segundo o pesquisador do Inpe Alberto Setzer, a situação pode piorar nos próximos meses, pois as chuvas devem voltar com mais intensidade só em meados de setembro.

De acordo com ele, o país precisa melhorar seus mecanismos de combate. “Há prejuízos com as queimadas em todos os sentidos. Atrapalha o trânsito nas rodovias, podendo causar acidentes, destrói plantações, mata animais, causa problemas respiratórios no ser humano, e numa escala maior, contribui para o aquecimento global”, explica.

O tenente Marcel Sangalli Filippin, comandante dos Bombeiros na região de Franca, disse que não há “atenção especial” para combater focos nas cidades que apresentaram o maior número de registros neste ano: Morro Agudo e Ituverava. “Treinamos brigadas que são funcionários capacitados para agir”, afirma.



Número de focos de incêndio na região




Morro Agudo - 31

Ituverava - 22

Barretos - 16

Pontal - 15

Guaíra - 11

Guatapará - 11

Ribeirão Preto - 10

Sales Oliveira - 10

São Joaquim da Barra - 10

Araraquara - 9

Jaboticabal - 9

Monte Azul Paulista - 9



Seca na região
O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) informou que a seca na região é uma das piores da história. Na estação em São Carlos, choveu, desde o início do ano, 420,2 mm, sendo que a média histórica é de 852 mm. É o pior volume desde 1984, quando choveu só 329,5 mm.

Na estação em Franca choveu 484,7 mm de janeiro a junho, sendo que a média histórica é de 892 mm para o período. É o pior volume desde 1961, quando começaram as medições.

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