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05/08/2014

MÃE QUER TIRAR FILHO DA ESCOLA APÓS BRIGA DURANTE AULA NO INTERIOR DE SP

Roseli alega que seu filho apenas se defendeu durante confusão (Foto: Chico Escolano/ EPTV)

A artesã Roseli Nogueira de Carvalho diz estar com medo. Mãe de um dos adolescentes que aparecem em uma briga gravada por um telefone celular dentro de uma escola estadual de Ribeirão Preto (SP) no final de julho, ela diz estar convencida de que não há mais condições de seu filho permanecer na instituição e promete matricular o estudante em outra unidade.

Para Roseli, a gravação é suficiente para constatar que seu filho apenas tentou se defender das agressões. “Ele machucou o rosto, atrás da orelha, teve uma veia estourada perto da sobrancelha. Ele não reagiu, ele apenas se defendeu quando ela o jogou no chão”, diz.

Embora a direção não confirme, a artesã alega que seu filho foi suspenso por cinco dias da escola, decisão da qual ela discorda. “Eu não concordei com a punição porque depois de eu ter assistido o vídeo eu achei que ele foi a vítima. Ele estava todo machucado dentro da sala da diretoria”, alega.

Entretanto, ela reconhece que a professora agiu bem em separar a briga. “Eu preciso agradecê-la porque ela defendeu meu filho, eu vi no vídeo.” Com medo de que seu filho seja novamente agredido, ela afirma que não deixará mais o garoto continuar frequentando a escola. “Ele não reagiu, ele apanhou. Ele foi espancado dentro de uma sala de aula. Na minha situação como mãe, eu estou desesperada. Eu não vou deixar mais ele ir nessa escola e nem ele quer, ele está com medo. Já estou providenciando outra escola para ele e vou embora daqui”, afirma.

A escola
Após a confusão, a professora que foi agredida ao tentar separar a briga registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil. Diferente do que a mãe disse, a dirigente regional de ensino de Ribeirão Preto, Simone Maria Locca, informou que nenhuma medida ainda foi tomada porque o caso é recente, mas afirmou que a direção entrou em contato com os pais dos alunos, apesar de um deles ainda não ter sido encontrado.

Uma reunião do conselho da escola - formado por professores, funcionários, alunos e a direção da unidade - foi marcada para esta terça-feira (5).

Fonte: g1.globo.com

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