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11/08/2014

MANTENEDORES DO COLÉGIO OBJETIVO VISITAM ESCOLAS DA RÚSSIA E FINLÂNDIA

Imaculada Zanella em escola da Finlândia, onde alunos têm aula de culinária; no destaque, ela e o seu marido Auro M. M. Zanella

Intuito foi conhecer o método de ensino dos países, que obtiveram excelentes colocações no PISA

O SIEEESP (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo) promoveu uma viagem educacional à Rússia e Finlândia, com o objetivo de conhecer o método de ensino dos dois países, que obtiveram ótimas colocações no PISA (Programa de Avaliação Internacional). Do Colégio Objetivo de Ituverava, participaram os mantenedores Auro M. M. Zanella e Maria Imaculada Miguel Zanella, que visitaram 20 colégios na Rússia e Finlândia.

Em entrevista à Tribuna de Ituverava, Zanella falou sobre a viagem. “O intuito foi conhecer o avançado sistema educacional desses países e, na medida do possível, considerando as diferenças econômicas, sociais e culturais, implantá-las em nosso colégio”, afirma.

Liberdade curricular
“Constatamos que na Rússia e Finlândia, que têm ocupado os primeiros lugares no índice PISA, as escolas têm muita liberdade na formatação curricular. Todos os professores são pós-graduados e são avaliados a partir do desempenho dos alunos”, ressalta o mantenedor.

Segundo Zanella, as escolas são muito bem equipadas e os alunos adoram ficar nas instituições de ensino. “Os ambientes são organizados e os funcionários são treinados para que os alunos se sintam como se estivessem em sua própria casa. O lema deles é ‘Queremos fazer uma escola confortável para o aluno e não um aluno confortável para a escola’”, destaca.

Diferenças
Algumas diferenças entre o ensino no Brasil e os países visitados foram enumeradas por Zanella. “Como propõe o educador russo Pistrak no Brasil ‘seria necessária a destruição das formas inúteis adotadas e cristalizadas na forma de educar e na sua organização, substituindo-as por um novo edifício’. Além do mais, será necessário um governo que invista de verdade na Educação”, defende.

“Um fator muito observado é que os russos e finlandeses gostam de estudar, não importa a idade, e isso leva à alta capacitação profissional de professores que é obviamente conseqüência da valorização desse profissional”, diz.

Outra diferença observada, segundo ele, é o estudo de línguas. “Encontramos alunos que cursam, por exemplo, a 7ª série, e estudam cinco idiomas diferentes. Os alunos podem escolher as disciplinas optativas, formatando um currículo onde desenvolvem suas aptidões”, lembra.

“As escolas também têm liberdade para escolher a metodologia de ensino e o material didático, de acordo com a realidade local. Os conteúdos são sempre amarrados com aulas práticas e os professores são extremamente qualificados e têm autonomia dentro da sala de aula”, enfatiza.

Implantação
Zanella conta que logo após o retorno já começou implantar algumas mudanças. “Realizamos um seminário sobre a viagem com os nossos professores, onde mostramos os pontos positivos da educação dos países visitados e analisamos quais ações poderíamos tomar de imediato”, diz.

“Algumas dessas ações já estão em pleno andamento e os benefícios para os nossos alunos logo serão visíveis. Outras ações, que dependem de treinamento e mudanças nas dependências do colégio, serão desenvolvidas no médio e longo prazo”, completa.

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