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11/08/2014
Linhas de transmissão de Itaipu - Adriano Machado / Adriano Machado/Bloomberg News
RIO - O diretor Financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, disse nesta terça-feira que as dívidas acumuladas das empresas do sistema Eletrobras com a Petrobras Distribuidora (BR) somam R$ 7,2 bilhões.
Segundo Barbassa, essas dívidas se devem ao fornecimento de combustível pela BR para a geração de energia na Região Norte por usinas térmicas operadas por distribuidoras da Eletrobras. Ele explicou que os R$ 7 bilhões são a dívida neste momento.
— É como se fosse uma conta-corrente. Depende do fluxo, pois a gente tem contas a receber e, ao mesmo tempo, menos recursos entram — disse Barbassa.
No início do mês, a BR chegou a suspender por dois dias o fornecimento de combustível para a Manaus Energia, dizendo que só retornaria o serviço com o pagamento à vista. Mas, logo em seguida, a estatal voltou a regularizar as entregas do produto.
As negociações entre a Petrobras e a Eletrobras continuam em andamento. A Eletrobras está esperando receber um empréstimo de R$ 6,5 bilhões do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal para pagar R$ 850 milhões do total da dívida.
O ganho da Petrobras no segundo trimestre ficou bem abaixo do esperado pelo mercado. O lucro líquido foi de R$ 4,959 bilhões no segundo trimestre, representando queda de 8% em relação aos R$ 5,393 bilhões registrados no trimestre anterior.
Em relação ao lucro de R$ 6,201 bilhões, em igual período do ano passado, a queda foi ainda maior: 20,6%. Segundo a companhia, o resultado se deveu ao menor resultado financeiro e da maior alíquota efetiva do Imposto de Renda, porque no primeiro trimestre houve o reconhecimento de créditos fiscais.
A Petrobras continuou também com a defasagem dos preços da gasolina e do óleo diesel. No segundo trimestre a defasagem da gasolina foi de 16,4% em relação ao mercado internacional enquanto que a defasagem do diesel ficou em 9,8%.
Barbassa voltou a garantir que a questão da convergência de preços dos combustíveis com os preços internacionais é um tema constante em toda reunião do conselho da companhia. Questionado por analistas sobre essa questão, Barbassa foi sucinto em sua resposta;
— Essa é uma questão constante em toda reunião do board ( conselho de administração) — destacou o diretor.
Ele voltou a enfatizar que a Petrobras voltará a ter um fluxo de caixa positivo até fins de 2015. Na apresentação a analistas, Barbassa destacou que o desempenho operacional com aumento da produção, produtividade e redução de custos permitirá o fluxo positivo no próximo ano.
Segundo Barbassa, os programas de redução de custos da Petrobras tiveram um efeito positivo no resultado de R$ 3,1 bilhões no segundo trimestre do ano. Não fosse esse programa o lucro teria sido bem inferior. A previsão para este ano é de uma redução de custos de R$ 7,5 bilhões no ano.