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16/08/2014
O mosquito palha, transmissor da doença Campanha de prevenção e conscientização será realizada ao longo do mês agosto
Causada por parasitas que invadem e se reproduzem dentro das células do sistema imunológico de pessoas e cães, a leishmaniose é uma doença bastante grave, que pode até ser fatal.
O problema de saúde pode se manifestar de duas formas: leishmaniose tegumentar ou cutânea e a leishmaniose visceral ou calazar.
A primeira é caracterizada por lesões na pele, podendo também afetar nariz, boca e garganta. Já a visceral ou calazar é uma doença sistêmica, pois afeta vários órgãos, sendo que os mais acometidos são fígado, baço e medula óssea. Sua evolução é longa podendo, em alguns casos, até ultrapassar o período de um ano.
A transmissão se dá através do mosquito palha, que se alimenta de sangue, que por ser muito pequeno, é capaz de atravessar mosquiteiros e telas. Eles são mais comumente encontrados em locais úmidos, escuros e com muitas plantas.
Além do cuidado com o mosquito, através do uso de repelentes em áreas próximas e dentro de matas, é importante saber que este parasita pode estar presente em alguns animais silvestres e, inclusive, em cachorros de estimação.
Preocupada com a gravidade da doença, a Secretaria da Saúde de Ituverava, através da Vigilância Sanitária, realiza neste mês uma campanha de prevenção e conscientização sobre a leishmaniose visceral.
Transmissão
A transmissão da doença ocorre da seguinte forma: a fêmea do mosquito palha se infecta ao picar um cão contaminado com o parasita, transmite para outros cães e humanos nas próximas picadas.
Os mosquitos – pequenos e de cor clara – costumam picar ao amanhecer, entardecer e durante a noite. Suas larvas se desenvolvem em locais sombreadas na terra com matéria orgânica.
Sintomas
Os principais sintomas da leishmaniose visceral em humanos são: febre constante, perda de apetite, palidez, emagrecimento, aumento do baço e fígado e, em alguns casos, hemorragia.
Nos cães, os sintomas da leishmaniose visceral são: perda de apetite, emagrecimento rápido, feridas na pele, principalmente no focinho, orelhas, articulações e cauda, que demoram a cicatrizar.
Os animais também ficam com pêlos opacos, descamação e perda de pêlos, crescimento anormal das unhas com o avanço da doença, aumento abdominal (“barriga inchada”) causada pelo aumento do fígado e do baço, problemas oculares (olho vermelho, secreção ocular), diarréia, vômito e sangramento intestinal.
Algumas ações simples podem evitar a doença
Algumas medidas para prevenir o surgimento da leishmaniose visceral são: manter a casa limpa e o quintal livre dos criadores de insetos, manter a poda, colocar telas nas janelas e embalar sempre o lixo, cuidar bem da saúde do cão e usar inseticidas regularmente nas residências.
Segundo o secretário municipal da Saúde de Ituverava, Wagner Benedeti, assim como as outras campanhas, é fundamental a participação da população. “É uma doença séria, portanto contamos com o apoio de todos, seja na divulgação da campanha entre sua família, amigos e vizinhos, ou no cumprimento das medidas de prevenção contra a leishmaniose visceral”, declara.
A Secretaria da Saúde alerta que as pessoas que apresentarem os sintomas da doença devem entrar em contato imediatamente com a Unidade de Saúde mais próxima.
Prevenção e tratamento
A melhor forma de se prevenir contra esta doença é evitar residir ou permanecer em áreas muito próximas às matas, evitar banhos em rios próximos às matas, sempre utilizar repelentes quando estiver em matas, etc.
Esta doença deve ser tratada através de medicamentos e receber acompanhamento médico, pois, se não for adequadamente tratada, pode levar a óbito.
ONG Amparar tem apoiado a campanha
A convite da Vigilância Sanitária, a ONG Amparar (Amigos Protetores dos Animais de Rua Abandonados e Rejeitados) tem apoiado a campanha de prevenção e conscientização sobre a leishmaniose visceral.
Os voluntários da ONG têm feito a divulgação da campanha e distribuídos panfletos informativos. O intuito, segundo o presidente Eliézio Aparecido Trindade, é alertar sobre os perigos da doença.
“É um problema sério, que está diretamente ligado à falta de higiene. Diversos cuidados são importantes para evitar a doença, e em caso de suspeita, a Vigilância Sanitária deve ser imediatamente acionada para que tome as ações necessárias”, completa.
Cabe à Vigilância Sanitária investigar os casos suspeitos da doença, realizar o diagnóstico e tratamento em casos humanos; realizar o controle químico do vetor quando necessário, recolher e realizar a eutanásia dos cães com resultado laboratorial positivo, mesmo que não apresentem sinais clínicos e realizar atividades educativas.