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18/08/2014

PSB GARANTE APOIO A MARINA, MAS COBRA COMPROMISSO

A possível candidata Marina Silva que pode substituir Eduardo Campós

Marina Silva é candidata à vice-presidência junto com Eduardo Campos, que morreu em acidente aéreo

O grupo majoritário do PSB defende a confirmação de Marina Silva como nome do partido ao Palácio do Planalto após a trágica morte de Eduardo Campos em um desastre aéreo ocorrido esta semana em Santos, no litoral paulista. Os dirigentes e líderes da legenda, no entanto, querem em troca garantias da candidata a vice. Pedem, por exemplo, que ela não ataque as alianças políticas estaduais costuradas pela cúpula.

Marina é contra acertos do PSB com os tucanos, por exemplo, em São Paulo e no Paraná, por considerá-los um obstáculo ao discurso da "nova política", usado por ela e adotado por Campos. A pedido do companheiro de chapa, ela havia parado de fazer críticas públicas às alianças. Mas não vinha participando de eventos ao lado de Campos nesses Estados-problemas.

O temor dos líderes é de que, com a morte do ex-governador, a ex-ministra do Meio Ambiente volte à carga contra os acordos. Só após obter as garantias da aliada - que se filiou ao PSB em outubro do ano passado após não conseguir registro da Rede Sustentabilidade na Justiça Eleitoral -, é que ela deverá ser confirmada candidata.

Acorde será mantido
Na Rede, que, apesar de não ter sido registrada oficialmente, tenta se organizar como uma estrutura autônoma dentro do PSB, a promessa é de que tudo o que foi acordado antes será respeitado. "Houve muita colaboração e harmonia entre o PSB e a Rede desde outubro do ano passado. Aprovamos o que foi feito pelo PSB. Vamos manter o programa e tudo o que já foi decidido", afirmou ontem Pedro Ivo, um dos coordenadores da campanha de Marina e o responsável pelos acordos nos Estados.

O tempo é outra preocupação dos líderes do PSB. Para que qualquer acordo seja fechado, Marina tem de mostrar, antes, que está disposta a levar adiante o projeto. A ex-ministra está reclusa em seu apartamento em São Paulo. Não quer falar de política num momento trágico como esse. Pela lei eleitoral, o partido tem dez dias para definir o substituto de Campos. Os programas de TV dos candidatos, porém, começam na terça que vem. "O (prazo) legal são dez dias, e o (prazo) político nós temos que ter a consciência que o guia eleitoral (propaganda) começa no dia 19", disse ontem o governador de Pernambuco, João Lyra Neto (PSB).

Decisão
Oficialmente, o PSB afirma que somente discutirá a escolha do substituto de Campos após o sepultamento do ex-governador - há previsão de que isso ocorra até o fim de semana, mas tudo depende dos trabalhos de identificação dos restos mortais das sete pessoas que estavam no jatinho que caiu em Santos. Em nota assinada por Roberto Amaral, que assumiu a presidência do PSB com a morte de Campos, o partido disse que "tomará, quando julgar oportuno e ao seu exclusivo critério, as decisões pertinentes à condução do processo político-eleitoral". Ligado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Amaral é o principal foco de resistência ao apoio a Marina.

A ala majoritária da legenda, porém, vê na ex-ministra uma maneira de não "sumir" na campanha presidencial, o que poderia prejudicar, por exemplo, a eleição de parlamentares. "Tenho certeza de que pela relação que Eduardo e Marina construíram nos últimos meses ele quer que ela seja candidata", disse Júlio Delgado, do grupo majoritário. Em 2010, quando disputou o Planalto pelo PV, ela obteve 19,33% dos votos e acabou na terceira colocação. Nas mais recentes pesquisas de intenção de voto, Campos variava de 8% a 9%.

Aliados
Os outros quatro partidos que integram a coalizão formada em torno do ex-governador de Pernambuco (PHS, PRP, PPL e PSL) também defendem seu nome. O presidente do aliado PPS, deputado Roberto Freire (SP), disse considerar natural que Marina assuma o lugar de Campos. Mas, para ele, fundamental é a manutenção do projeto lançado pelo ex-governador.

"Quero frisar que o mais importante não são os candidatos, mas a continuidade do projeto de Eduardo Campos para o País", disse Freire, para quem o PSB precisa ter candidato sob o risco de a eleição ser decidida no 1.º turno a favor da presidente Dilma Rousseff. (Colaboraram Erich Decat, Isadora Peron, Pedro Venceslau, Valmar Hupsel Filho e Mateus Coutinho). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Pesquisa mostra que Alckmin seria reeleito no primeiro turno
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), aparece com 55% das intenções de voto na nova pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira pelo jornal Folha de S. Paulo, e seria reeleito no primeiro turno se as eleições fossem hoje. A situação é bastante semelhante à da pesquisa anterior, com o tucano tendo oscilado um ponto para cima desde julho.

Na sequência, aparece o presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf (PMDB), com os mesmos 16% do levantamento anterior. Em terceiro lugar na disputa está o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha (PMDB), que tem 5% - um ponto porcentual a mais do que na pesquisa anterior. Gilberto Natalini (PV), Raimundo Sena (PCO) e Wagner Farias (PCB) têm 1% das intenções de voto cada um. Gilberto Maringoni (PSOL), Laércio Benko (PHS) e Walter Ciglioni (PRTB) não pontuaram. Brancos e nulos somaram 12% e outros 7% não sabem ou não opinaram. Com o resultado, a soma das intenções de voto nos candidatos de partidos menores caiu de 4% para 3%.

Segundo turno
No único cenário de segundo turno testado, com Alckmin enfrentando Skaf, o tucano também lidera com folga, vencendo por 63% a 26%. Na pesquisa espontânea, Alckmin consolida sua posição, com uma melhora de 15% para 20%. Nesse tipo de consulta, não é apresentada a lista dos candidatos aos entrevistados. Segundo o mesmo levantamento, Padilha tem a maior taxa de rejeição (28%), seguido de Alckmin e Skaf, que estão tecnicamente empatados com 20% e 19%, respectivamente.

A pesquisa também aferiu a avaliação do governo de Alckmin. Para 47% dos entrevistados, a administração do governador é considerada "boa ou ótima", enquanto outros 36% a avaliam como "regular" e, para 14%, o governo é avaliado como "ruim ou péssimo". O Datafolha ouviu 2.045 eleitores em 56 municípios de São Paulo entre terça-feira, 12, e quarta-feira, 13. A pesquisa tem margem de erro de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo SP-00016/2014. Fonte :MSN Estadão

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