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17/09/2014
Candidatos respaldam reforma política proposta pela CNBB
Os principais candidatos à presidência respaldaram nesta terça-feira a proposta de reforma política apresentada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) durante o debate televisivo promovido pelo Episcopado.
O documento, fundamentado em quatro pontos, foi entregue a oito dos 11 candidatos presidenciais antes do debate realizado no Santuário Nacional de Nossa Senhora de Aparecida, na cidade de Aparecida, a 167 quilômetros de São Paulo.
O candidato do PSDB, Aécio Neves, declarou que `a reforma política é a mãe de todas as reformas´ e defendeu especialmente `o fim de reeleição´ e `um mandato de cinco anos para todos os cargos´.
Aécio também destacou a lei da Ficha Limpa, que foi impulsionada pela Igreja Católica.
As favoritas para as eleições de 5 de outubro, a atual presidente Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB), tecnicamente empatadas segundo as enquetes para o quase certo segundo turno do dia 26 do mesmo mês, se somaram ao apoio à proposta.
Marina considerou `fundamental que todas as candidaturas apresentem um programa de governo´, em uma clara indireta à falta de uma proposta formal de Dilma e Aécio, para poder incluir temas como a `reforma política´.
`Vamos considerar o conjunto das propostas da CNBB para o debate´, afirmou Marina, lembrando que o tema da reforma ganhou força na onda de manifestações que tomaram as ruas do país em junho do ano passado.
Por sua parte, Dilma indicou que `qualquer tipo de reforma política´ deve passar por um `plebiscito, por consulta popular´.
`Estou de acordo com os quatro pontos: fim do financiamento privado das campanhas, participação proporcional das mulheres, o voto em segundo turno de listas partidárias e o fim de coalizões. O Brasil precisa muito dessa reforma´, ressaltou a atual presidente.
O segundo debate promovido pela CNBB convocou os candidatos dos oito partidos que têm representação no Congresso, entre eles o pastor evangélico Everaldo Pereira, quarto colocado nas intenções de voto com 1% de apoio nas últimas enquetes.
Do debate também participaram dois declarados defensores do aborto, da descriminalização da maconha e do casamento gay: Eduardo Jorge (PV) e Luciana Genro (PSOL).
O debate também contou com a participação de Levy Fidélix (PRTB) e José Maria Eymael (PSDC), declarados defensores das posições da Igreja.
Fonte: noticias.br.msn.com