Clique aqui para ver a previsão completa da semana
06/10/2014
Eleitores brasileiros vão às urnas neste domingoEsquecimento pode ser reflexo da falta de consciência do brasileiro na hora de votar
E você se lembra em quem votou nas últimas eleições para presidente da República, governador, senador e deputados federal e estadual? Uma pesquisa do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) feita meses depois da eleição de 2012, revelou que boa parte dos eleitores brasileiros já não se lembrava mais em quem votou.
Segundo o tribunal, o esquecimento é maior em relação aos cargos de deputado estadual. Nesse caso, 23% dos eleitores entrevistados não lembraram o candidato escolhido.
Em segundo lugar, o maior grau de esquecimento foi para os votos dados para deputado federal, sendo que 21,7% dos entrevistados não recordavam o voto. No caso de senador, foram 20,6% os entrevistados que não lembravam o candidato escolhido.
A pesquisa, realizada com 2 mil pessoas de 136 municípios, em 24 Estados, também abordou a fonte de informação utilizada para os eleitores se decidirem em relação à votação. A maioria, 44,2%, afirmou que já estava decidida por conhecer o candidato. Outros 18,8% afirmaram que debates entre os candidatos na televisão e no rádio contribuíram para a decisão. Em terceiro lugar apareceram os programas de candidatos na TV, com 15,5%.
Inconseqüência
Se a situação política hoje não é boa, muito se deve ao voto imprudente dos eleitores, afinal, foram eles que elegeram os ocupantes dos cargos públicos.
O problema é que enquanto a conduta de determinados políticos alimenta a insatisfação da população, muitos eleitores sequer recordam em quem votaram nas últimas eleições para presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual.
Isso porque muitos brasileiros ainda não compreenderam que o voto deve ser soberano e consciente. Escolher um candidato não é algo simples. Para decidir em quem votar, cabe ao eleitor analisar propostas e pesquisar sobre a vida do candidato.
E o trabalho não termina por aí. Caso o candidato vença o pleito, o eleitor deve fiscalizá-lo, verificando se, de fato, tem feito aquilo que se comprometeu a fazer. Também é fundamental verificar se o político, ao longo de sua trajetória, não se envolveu em escândalos, como os de corrupção, que têm sido freqüentes na política brasileira.
Outro problema grave é a venda de votos, seja por meio de dinheiro ou de promessas, como empregos para o eleitor ou familiares. Se um político está comprando votos, é evidente que ele não perderá esse dinheiro.
Portanto, a venda de votos acarreta em um problema bastante sério e, infelizmente, comum na política brasileira: o desvio de recursos públicos – que deveriam ser utilizados em benefício da própria população, através de investimentos em áreas como a Saúde, a Educação, a Infra-Estrutura e a Segurança Pública.
Fiscalização
Fiscalizar o trabalho de um político é muito mais fácil do que antes. A tecnologia, através da televisão e da internet, permite que se saiba o que cada um tem feito, o que torna mais fácil acompanhar seu trabalho e cobrá-lo.
É importante lembrar que qualquer eleitor tem, não apenas o direito, mas o dever de cobrar os seus representantes. Os políticos são eleitos para representar e trabalhar pelo povo. Fazer boas leis e conseguir a liberação de recursos para os municípios, o que simplesmente são suas obrigações. Então, cabe ao votante verificar se o seu candidato tem feito corretamente a “lição de casa”.
Escolha
No momento de escolher um candidato, diversos fatores devem ser levados em consideração, como o trabalho, propostas, vida pública e a ideologia.
No caso dos deputados, é importante, ainda, verificar se o candidato – caso já tenha sido eleito anteriormente – fez algo em benefício da cidade do eleitor, pois existem muitos políticos que visitam os municípios, sobretudo os pequenos, somente em época de eleição. Vêm à cidade, fazem promessas, levam os votos e depois desaparecem, retornando quatro anos depois, com as mesmas promessas.
Brasil que vai à urna neste ano é bem diferente de 2010
O Brasil que vai às urnas neste domingo para eleger o presidente da República é muito diferente daquele que apertou a tecla da urna eletrônica em outubro de 2010. O otimismo e a esperança, marcas características de quatro anos atrás, deram lugar à cautela e à dúvida.
Enquanto o Brasil de 2010 crescia no mesmo ritmo que a China, de 7,5% ao ano, o país de 2014 poderá ter crescimento negativo. Segundo o mais recente boletim Focus, a expectativa é de um avanço do PIB na casa dos 0,3%.
O cenário não é difícil apenas na economia. No Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o Brasil passou de 0,739 para 0,744. Neste caso, quanto mais perto de 1, melhor.
Enquete
Para saber se o ituveravense lembra em quem votou na última eleição, e quais fatores leva em consideração no momento de escolher um candidato, a Tribuna de Ituverava foi às ruas nesta semana.
Votos de protesto podem ter muitas conseqüências graves
Mais comum desde a última eleição, o voto de protesto esconde um grande perigo. Por estarem descrentes da política, muitos brasileiros votam em candidatos sem compromisso com o povo ou anulam o seu voto. Dessa forma, acabam elegendo pessoas que não levam a política com seriedade, que por sua vez ainda levam junto – por terem recebido alta votação – diversos outros políticos de seu partido, às vezes com conduta duvidosa.
Já o voto nulo tem o mesmo efeito do voto em branco e da abstenção. Todos esses são desconsiderados e “facilitam a vida dos corruptos”.
A vontade do eleitor em utilizar o voto como protesto faz com que os partidos políticos se aproveitem dessa ingenuidade para impulsionar mecanismos para eleger puxadores de votos e candidatos com pouco apoio popular.
Na eleição para deputados, há um número chamado quociente eleitoral que estabelece quantos votos um partido ou coligação precisa receber para conseguir eleger cada candidato. Esse número é resultado da soma dos votos válidos - desconsiderados os nulos e brancos -, dividido pela quantidade de vagas disponíveis na Câmara Federal ou nas Assembléias Legislativas.