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12/10/2014

CÃES E GATOS VOLTAM A SER ENVENENADOS EM ITUVERAVA

A cachorrinha Zoé, que foi envenenada em uma das casas-sedes da Amaparar

ONG Amparar recentemente registrou diversos casos de envenenamento, em vários bairros

Em pleno século XXI, a intoxicação de animais de estimação – muitas vezes provocada propositalmente por pessoas mal intencionadas – não raro de se encontrar nas clínicas veterinárias. Esta intoxicação pode ser de forma acidental – quando o animal ingere plantas tóxicas, medicamentos, produtos de limpeza e veneno para rato – ou se forma criminosa, que oferece veneno aos animais de forma cruel e maldosa.

Não é de hoje que a intoxicação criminosa é uma prática recorrente em Ituverava. No final de 2012, a Tribuna de Ituverava publicou uma série de reportagens denunciando o envenenamento de cães na Cohab. Nesta semana, o assunto volta à tona.

De acordo com informações levantadas pela ONG Amparar (Amigos Protetores dos Animais de Rua Abandonados e Rejeitados), diversos animais, entre cães e gatos, recentemente foram envenenados em Ituverava. A maldade de quem comete esse ato é tamanha, que até mesmo animais doentes que estavam sendo assistidos pela ONG foram vítimas.

Crime
Segundo o presidente da Amparar, Eliezio Aparecido Trindade Pres, o crime ocorreu dia 20 de setembro. “Animais que estavam em uma das casas-sedes da Amparar receberam doses de uma substância tóxica conhecida como chumbinho. O veneno estava misturado com algum alimento e foi jogado por cima da grade da casa”, conta, em entrevista à Tribuna de Ituverava.

“Por sorte, os animais foram socorridos às pressas e levados ao veterinário, onde receberam cuidados intensivos. O quadro mais grave foi da cachorrinha Zoé, atendida pela veterinária Ana Luiza Garcia, da Clínica Bicho Mimado, que medicou o animalzinho durante toda a madrugada, e ficou internada por três dias, mas conseguiu se salvar”, diz.

No entanto, o veneno trouxe danos irreparáveis à cadela. “Zoé estava com uma cirurgia marcada, pois está com uma pata fraturada, e devido ao envenenamento ela não resistiria a cirurgia, pois o seu fígado foi seriamente comprometido”, ressalta o presidente da Amparar.

Outros casos
Ainda segundo Trindade, estes não foram os únicos casos. “Também houve ataque recente a animais dentro de residências no Jardim Marajoara, e um gato foi encontrado envenenado próximo a Represa Paulo Borges de Oliveira. Ele está em tratamento na Clínica Gran Peq, e seu quadro de saúde é muito grave”, explica.

Para ele, a situação é bastante preocupante. “É lamentável que existam seres humanos capazes de dar veneno para estes animais indefesos, e ainda ter coragem de envenenar os animais em uma ONG. Eles foram recolhidos das ruas, em péssima situação como atropelamento e maus-tratos. Será que já não sofreram bastante?”, questiona.

“Se os animais não estão seguros nem dentro de um ONG, o que será dos abandonados nas ruas de nossa cidade?”, alerta.

Doações
Trindade lembra, no entanto, que Ituverava também tem pessoas empenhadas na luta em defesa dos animais. “Agradeço a cada um que nos ajuda a manter a ONG, com doações de medicamentos, rações, etc. Sem a colaboração da população não conseguiríamos tratar destes animaizinhos que tanto precisam de nós”, finaliza.

Dicas em caso de envenenamento
r Nos casos de envenenamento por ingestão de medicamentos e plantas, a medida indicada é provocar o vômito.

r Não deve provocar o vômito se o animal estiver desmaiado ou em convulsões, nem se a intoxicação foi provocada por produtos derivados de petróleo, por pesticidas (agrotóxicos), ou ainda, nos casos de ingestão de substâncias cáusticas ou corrosivas (como soda cáustica, etc.), inseticidas, detergentes de máquina de lavar roupas, querosene, gasolina.

r Guardar a embalagem do produto, restos da substância ou o material vomitado, para facilitar a identificação pelo médico veterinário. No caso de remédios, tentar descobrir quantos comprimidos foram engolidos e quando ocorreu a ingestão.

r Caso o animal faça uso de medicamentos sempre informar ao veterinário no ato do atendimento.

Como diagnosticar o agente tóxico?

Quando o animal está vivo, o diagnóstico final de intoxicação baseia-se nos sinais clínicos e análises laboratoriais.

No caso de morte, o diagnóstico é realizado através do exame necroscópico do corpo do animal, resguardado pelo exame toxicológico.

Envenenamento pode causar diversos sintomas diferentes
Há uma infinidade de substâncias que podem causar a intoxicação, por isso os sinais clínicos são os mais variados, dentre eles, podem ser citados os mais comuns: alteração do estado de consciência (agitação, sonolência, e até coma); sintomas gastrintestinais (salivação intensa, vômitos, náuseas, dor abdominal), hemorragias, tremores, dificuldade respiratória e alteração de ritmo cardíaco.

Os sintomas de intoxicação, porém, dependem da substância tóxica, da quantidade ingerida e de certas características do animal que o ingeriu. Por isso, em caso de suspeita de intoxicação, o dono deve prestar atenção se falta algum produto da dispensa (produtos de limpeza, inseticidas, etc.), se há plantas arrancadas ou destruídas no jardim (quase todas as plantas ornamentais são tóxicas), se houve dedetização do ambiente ou aplicação de agrotóxicos no jardim, e ainda, se há algum objeto ou alimento que não foi dado pelo proprietário.

Em alguns casos, o produto tóxico pode não ser potente e precisa ser exposto de forma constante ou de forma prolongada para que ocorram problemas. Outros produtos tóxicos são tão potentes que basta a ingestão de pequena quantidade para levar a manifestação de sinais clínicos ou até a morte. Alguns produtos tóxicos causam poucos sintomas evidentes até que tenha ocorrido uma lesão permanente da função de órgãos vitais, como o fígado ou os rins.

Como proceder
Devido à grande quantidade de substâncias tóxicas e seus princípios ativos, é importante tomar cuidado com qualquer procedimento, sendo ideal procurar o médico veterinário de confiança.

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