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20/10/2014

DIABETES TAMBÉM É DOENÇA COMUM ENTRE CÃES E GATOS

É possível perceber que são diabéticos os animais que bebem muita água e urinam muito

Com excesso de glicose na circulação sanguínea, animais urinam exageradamente e bebem muita água

Caracterizada por uma deficiente produção de insulina, hormônio que faz com que os “açúcares” resultantes da digestão sejam absorvidos pelo organismo, o diabetes também é comum entre os animais, inclusive em cães e gatos. Devido ao excesso de glicose na circulação sanguínea, o animal urina exageradamente e bebe muita água. Assim como nos humanos, o diabetes em cães e em gatos é dividido em dois tipos.

Sem absorver a glicose do sangue, o organismo do animal passa a requerer energia de outras fontes. Para isso, músculos e gordura são utilizados, causando o emagrecimento progressivo quando chega a um estado mais avançado da doença.

A catarata é outro sinal clínico que pode indicar diabete no animal, mesmo que ele não apresente outros sintomas evidentes associados. Porém, existem outras causas para a catarata, o que comprova que nem todo animal com catarata é diabético.

É possível perceber que são diabéticos os animais que bebem muita água e urinam muito, comem exageradamente, apresentam emagrecimento e sinais de catarata. Para se comprovar o diagnóstico, no entanto, são necessários exames complementares que incluem: exame de urina e exame de sangue com dosagem de glicose (glicemia).

Se diagnosticada a doença, o tratamento mais comum é a aplicação de insulina diariamente. Na maioria das vezes, o proprietário aprende a aplicar a insulina e o faz em casa.

As causas da diabete podem incluir a obesidade e a pancreatite (inflamação no pâncreas, órgão produtor da insulina). A doença é muito mais freqüente em animais idosos do que em jovens. Em gatos, a diabete é bem mais rara do que em cães.

Desenvolvimento
Parece haver vários fatores que contribuem para o desenvolvimento do diabetes em cães. Os fatores podem ser genéticos ou imunomediados, que é quando o sistema imunológico do cão trabalha contra o pâncreas à medida que este órgão tenta produzir insulina.

Cães e gatos de qualquer idade podem desenvolver o diabetes, mas a maioria tem entre 7 e 9 anos. As fêmeas parecem estar em um grupo de maior risco. No caso de cães, algumas raças parecem também ser mais propensas, sobretudo os samoyeds, terriers australianos, schnauzers miniatura, pugs, poodles miniatura e poodles toy. Cães que tiveram diversos episódios de pancreatite também podem ser mais propensos a desenvolver diabetes melitus.

Exercícios
A quantidade de insulina necessária para um animal é diretamente ligada à sua dieta e produção de energia. Um cão que corre vários quilômetros com seu dono todos os dias terá necessidade muito diferente de insulina do que cão sedentário. Ao regular a insulina, é importante que o cão faça aproximadamente a mesma quantidade de exercício todos os dias, sempre orientada por um veterinário.

Dieta
A dieta é outro fator que influencia muito a dose de insulina. O cão deve receber a mesma quantidade de ração todos os dias e ser alimentado sempre nos mesmos horários. Geralmente os cães são alimentados duas vezes ao dia antes de receber a insulina.

A maioria dos cães diabéticos se sente melhor com uma dieta rica em fibras insolúveis, como a Purina DCO.

Insulina
Há vários tipos de insulina utilizados no tratamento de cães e gatos diabéticos. As características diferem quanto à origem, duração de ação, concentração e a freqüência de administração.

Normalmente, a primeira dose de insulina é dada quando o cão ainda está no hospital e o açúcar no sangue é medido na freqüência de 2 a 4 horas. As doses seguintes podem ser ajustadas dependendo dos níveis de açúcar no sangue e a duração de seu efeito. Pode demorar de algumas semanas até dois meses, e vários testes de laboratório para encontrar a dose de insulina mais apropriada para cada cão.

Monitoramento caseiro
Cães e gatos diabéticos devem ter cuidadoso acompanhamento em casa. Um dos métodos é utilizar uma pequena lanceta que serve para perfurar a pele e obter uma pequena quantidade de sangue que é puxada para dentro do dispositivo. Na tela é mostrada a concentração de glicose na amostra.

Outro método de monitoramento é a verificação da urina para detecção da glicose e cetonas, utilizando uma pequena vareta. É fundamental tomar notas diárias da alimentação do cão, seu consumo de água e hábitos urinários. Se estes mudarem após a regulagem de insulina, pode ser a indicação de administrar mais de perto a dosagem de insulina. É importante nunca alterar a dose de insulina com base no monitoramento feito em casa, a menos que especificamente instruído a fazê-lo por seu veterinário.

Hipoglicemia é comum em animais diabéticos
Também é importante monitorar cuidadosamente o cão para detectar sinais de hipoglicemia, condição em que o nível de glicose no sangue fica muito baixo. Isto normalmente ocorre quando a dose de insulina é muito elevada em relação ao consumo de ração, ou em casos de aumento dos exercícios físicos.

Além da hipoglicemia, existem outras doenças que se tornam mais comum em cães com diabetes, como os mais diversos tipos de infecções, sobretudo as urinárias.

O que os donos devem saber antes de iniciar o tratamento
Deve levar algum tempo (semanas) e vários testes de laboratório para determinar a melhor dose de insulina para um cão ou gato.

A insulina deve ser manuseada adequadamente (refrigerada, nunca deve ser agitada, etc.)

Há uma técnica correta que deve ser seguida na administração da insulina.

O tipo de insulina e de seringa utilizadas não deve ser alterado a menos que sob orientação do veterinário.

O tipo e quantidade de ração, e quando o cão deve ser alimentado tem de ser compatível.

O tipo e a quantidade de exercícios devem ser compatíveis.

O cão deverá ser cuidadosamente e diariamente monitorado em casa.

A necessidade de insulina muitas vezes muda com o tempo e a dose de insulina pode precisar de ajustes periódicos baseados em testes de laboratório.

Condições de emergência de baixa de açúcar no sangue (hipoglicemia) podem ser verificadas se muita insulina é administrada em relação à ingestão de alimentos.

Um nível alto de açúcar no sangue é melhor do que excessivamente baixo.

Doenças ou procedimentos que o cão possa ter no futuro (por exemplo, cirurgias ou limpeza dos dentes) podem precisar ser gerenciados de maneiras diferentes devido ao diabetes.

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