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CIDADE

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02/11/2014

CATÓLICOS CELEBRAM DIA DE FINADOS NESTE DOMINGO

Ituverava deve receber 15 mil pessoas nos cemitérios “Ariró Procópio dos Santos” e “Bom Pastor”

Católicos celebram neste domingo, 2 de novembro, feriado nacional, o Dia de Finados, data em que as pessoas reverenciam seus entes falecidos com orações, flores e acedendo velas. Em Ituverava, cerca de 15 mil pessoas devem visitar os cemitérios “Ariró Procópio dos Santos”, no Centro, e “Bom Pastor”, na Cohab/Cecap.

Em celebração à data, as duas paróquias da cidade, Nossa Senhora do Carmo e São João Batista, celebrarão missas às 8h, nos dois cemitérios. No “Ariró Procópio dos Santos”, a missa será celebrada pelo padre Vilmar Volpato e no Cemitério “Bom Pastor”, pelo padre Antônio Marcos de Oliveira. Em caso de chuva, a missa da Paróquia São João Batista será transferida para a Igreja Matriz São João Batista.

Em entrevista concedida à Tribuna de Ituverava, o administrador dos cemitérios, João Miguel Marques, afirmou que eles foram preparados para receber os visitantes. “Nesta semana, foi feita a limpeza nos dois cemitérios, dando atenção especial ao gramado e os muros foram pintados”, afirma.

Marques lembra que em Ituverava é difícil precisar o número de pessoas enterradas. “Não é possível precisar a data de fundação do cemitério ‘Ariró’, pois os documentos foram perdidos e existem apenas de 1933 para frente. Antes dessa data, não é possível saber quantas pessoas foram enterradas”, conta.

“De 1933 até agora, são 24.353 enterrados no Cemitério Central. Já no ‘Bom Pastor’, fundado em 1989, são cerca de 2,6 mil”, ressalta.

Monsenhor João Rulli
Ainda de acordo com ele, os dois túmulos mais visitados são do Monsenhor João Rulli e do funcionário público municipal, Pedro Augusto Zune (“Tio Pedro”), que é considerado um milagreiro. Ambos ficam no cemitério “Ariró Procópio dos Santos”.

O túmulo do monsenhor João Rulli fica em frente à capela do Cemitério. Ele chegou a Ituverava em 1925 e, sempre generoso e idealista, foi responsável pela construção da Igreja Matriz Nossa Senhora do Carmo e por dar início ao movimento de fundação da Santa Casa de Misericórdia, instituição que o homenageia com uma estátua em tamanho real, próximo à recepção da instituição de Saúde.

Tio Pedro
O túmulo do funcionário público municipal, Pedro Augusto Zune (“Tio Pedro”), que faleceu na década de 30, fica próximo ao do padre João Rulli. Considerado milagreiro, em seu túmulo estão mais de 70 placas de agradecimento por bênçãos recebidas, além de muitas flores, imagens de santos e terços.

Tio Pedro, como era conhecido, cuidava de muitas pessoas, especialmente de andarilhos. Depois de ser exonerado da Prefeitura, passou a perambular pela cidade, visitando os doentes. Após sua morte, as pessoas passaram a fazer pedidos ao Tio Pedro, motivo pelo qual recebeu o título de milagreiro.

“Trabalho no cemitério há muitos anos e sempre são esses dois túmulos os mais visitados. É comum as pessoas levarem flores e fazer suas orações aos dois”, afirma Marques.

Visitantes falam sobre importância da celebração do dia de finados
A servente escolar Ana Paula de Lima Cavalcante está entre as pessoas que anualmente visitam o cemitério, no Dia de Finados. “Todos os anos, nessa data, visito os túmulos de minha avó, do meu pai e de dois irmãos. Reservo essa data para prestar homenagens aos entes que se foram, mas que jamais serão esquecidos”, afirma.

O mesmo ocorre com o casal Osvaldo dos Santos, aposentado, e Rosane Freitas Santos, funcionária pública. “Sempre vamos ao cemitério no Dia de Finados. Fazemos isso como forma de prestar homenagens com orações e reflexões. Por sermos católicos, também vamos à missa realizada no cemitério, onde rezamos pelos nossos parentes que se foram”, completam.

Celebração de missas em honra a falecidos começou no século IV
As missas em memória às pessoas falecidas tiveram sua origem no século IV, mas foi somente no século seguinte que a Igreja Católica passou a consagrar um dia para essa celebração.

A escolha da data se deu em virtude do Dia de Todos os Santos, celebrado em 1° de novembro, pois os religiosos acreditavam que todas as pessoas, ao morrerem, entram em estado de graça, mesmo não sendo canonizados.

Ao contrário dos outros países, no México, ao invés de melancolia, os mortos são homenageados com grandes festas. Isso faz com que o país receba visitas de turistas de todo mundo.

Flores
O Dia de Finados também proporciona impactos diretos no comércio. As floricultoras aumentam, neste período, suas vendas em até 20%, e os vendedores informais também aproveitam a data para vender flores e velas nas portas dos cemitérios.







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