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03/11/2014

RIBEIRÃO PRETO CONFIRMA 2º CASO DE RAIVA EM CÃES

Cão apresenta sintoma da doença

Esta é a primeira vez que a cidade registra casos da doença desde 2012

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Ribeirão Preto confirmou dia 20 de outubro, o segundo caso de raiva animal registrado este ano no município. O animal infectado é um cão de raça não definida, encontrado por uma moradora na Vila Albertina, zona norte, dia 8 de outubro. É a primeira vez que a cidade registra casos da doença desde 2012.

O animal precisou ser sacrificado e uma amostra do cérebro foi encaminhada ao Instituto Pasteur, em São Paulo. A confirmação da doença foi comunicada à Secretaria de Saúde.

Campanha
Devido a situação, a Prefeitura promoveu, no dia 21, uma campanha para vacinar todos os animais domésticos da região onde o cão foi encontrado. A vacinação contra raiva no município, que aconteceria a partir do dia 3 de novembro, também foi antecipada para o último sábado, 25 de outubro, como medida de prevenção. Segundo a Secretaria de Saúde, foram aplicadas 67 mil doses da vacina antirábica.

O primeiro caso de raiva na cidade foi confirmado no dia 16 de outubro, quando um cão internado em uma clínica veterinária no Jardim Salgado Filho, também na zona norte. Segundo o CCZ, os dois cães foram contaminados por morcegos que portadores da doença, no entanto, não têm relação entre si, de acordo com a Secretaria de Saúde.

Cão contaminado
Segundo a diretora de Vigilância em Saúde de Ribeirão Preto, Maria Luiza Santa Maria, o segundo cão contaminado ficou em observação no CCZ desde o dia em que foi encontrado. Devido a suspeita da doença, o animal foi sacrificado dia 9 de outubro.


A mulher que levou o cachorro na CCZ foi localizada dia 20, e encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município para receber soro anti-rábico. Segundo Maria Luiza, ela já havia sido vacinada contra raiva na infância, aos 11 anos de idade.

Somente este ano, o CCZ identificou sete morcegos contaminados com raiva em Ribeirão. O animal é considerado o principal transmissor da doença em cães e gatos. Eles foram recolhidos no Centro e nos bairros Quintino Facci I, Simioni, Campos Elíseos, Jardim Maria Casagrande e Alexandre Balbo.

Hidrofobia
A raiva também é conhecida como hidrofobia (hidro – água, fobia-medo). Isso porque uma das principais e mais assustadoras conseqüências da doença é o medo de água que ela provoca nos animais e pessoas contaminadas.

As pessoas com raiva evitam, de qualquer forma, o contato com água. Por conseqüência disso, somado a outros fatores, é comum eles morreram poucos dias após contrair a doença.

Ituverava não registra casos de raiva em cães desde 1992
Em Ituverava, de acordo com a coordenadora das campanhas de vacinação no município, Ione Márcia Mendonça de Castro, o último caso de raiva em cães registrado no município ocorreu em 1992. Depois disso, ocorreu apenas um caso de raiva bovina em 2011.

“Raiva é uma doença sem cura. Somente a profilaxia através de vacinação e soro vacinação pode evitar que a doença se manifeste”, afirma, em entre- vista à Tribuna de Ituverava.

“Os principais sintomas da doença no animal são: medo de água, babar em excesso, convulsões, sensibilidade exagerada no local da mordedura, perda da sensibilidade em uma área do corpo, perda da função muscular, febre baixa, espasmos musculares, formigamento, dor no local da mordedura, dificuldade para engolir e agitação”, ressalta Ione.

Ainda de acordo com ela, a data da Campanha de Vacinação Anti-Rábica ainda não tem data marcada em Ituverava, porque está aguardando a entrega da vacina pelo Departamento Regional de Saúde (DRS) do Estado de São Paulo. “Depois do envio, a data será definida pela Vigilância Sanitária do Estado”, complementa.

Transmissão
A raiva é transmitida pela saliva infectada que entra no corpo através de uma mordida ou pela pele rachada. O vírus viaja da ferida até o cérebro, onde causa inchaço ou inflamação. Essa inflamação leva aos sintomas da doença.

No passado, casos em seres humanos geralmente resultavam da mordida de cães, mas recentemente, a maioria dos casos de raiva em seres humanos tem sido ligada a morcegos e guaxinins. Embora as mordidas de cachorros sejam uma causa comum de raiva em países em desenvolvimento, não há relatos da doença causada por esse motivo nos Estados Unidos há vários anos, devido à vacinação dos animais.


Outros animais selvagens que podem transmitir o vírus da raiva incluem: raposas e gambás.

Muito raramente, a raiva é transmitida sem uma mordida real. Acredita-se que ela seja causada por saliva infectada existente no ar, geralmente em cavernas de morcegos.

O Reino Unido já erradicou completamente a doença, mas recentemente, morcegos infectados com raiva foram encontrados na Escócia.

Exames
Se um animal morder uma pessoa, é preciso tentar obter o máximo de informações sobre ele. Entre em contato com as autoridades de controle de animais para que o animal seja capturado de forma segura. Se houver suspeita de raiva, o animal ficará em observação.

Um teste especial chamado imunofluorescência é usado para observar o tecido cerebral depois que o animal morre. Esse teste pode revelar se o animal tinha raiva ou não.

O médico ou enfermeiro irá examiná-lo e observará a mordida. A ferida será limpa e tratada, conforme apropriado.

O mesmo teste utilizado em animais pode ser feito para verificar a raiva em seres humanos, usando um pedaço de pele retirada do pescoço. Os médicos podem procurar pelo vírus da raiva na sua saliva ou fluido espinhal, embora esses testes não sejam tão sensíveis e podem precisar ser repetidos.

Uma punção lombar pode ser feita em busca de sinais da infecção no seu fluido espinhal.



Prevenção


Evitar contato com animais desconhecidos

Vacinar-se contra raiva se seu trabalho for de alto risco ou se viajar a países com alta taxa de incidência da doença.

Certificar-se de que seus animais de estimação receberam as imunizações adequadas.

Seguir os regulamentos sobre a quarentena para importação de cães e outros mamíferos em países livres da doença.

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