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08/11/2014
Luiz Cláudio Marigo sofreu parada cardíaca em ônibus na Zona Sul do Rio. Caso será analisado pela Justiça Federal.
Dez pessoas serão julgadas pela Justiça Federal acusadas pelo homicídio doloso do fotógrafo Luiz Cláudio Marigo, de 63 anos, que morreu após não ser atendido no Instituto Nacional de Cardiologia (INC), logo depois de passar mal em um ônibus em Laranjeiras, em junho deste ano. Segundo o delegado Roberto Gomes Nunes, titular da 9ª DP (Catete), que investiga o caso, alguns indicados são servidores federais, o que motivou a transferência para esta instância judicial.
O Ministério Público aceitou a denúncia em julho de 2014 e, posteriormente, ela foi oferecida à Justiça. Nunes decidiu indiciar por homicídio doloso - quando há intenção de matar - dez pessoas, entre eles o presidente do Instituto, José Leôncio de Andrade Feitosa e três diretores, além de funcionários da recepção e vigilantes.
O fotógrafo Luiz Cláudio Marigo morreu no dia 2 de junho dentro de um ônibus, em Laranjeiras, na Zona Sul, na frente do Instituto Nacional de Cardiologia. Às 11h06 o fotógrafo entrou no coletivo e seis minutos depois caiu no chão após ter uma parada cardíaca. O motorista foi alertado pelos passageiros e parou o veículo em frente a unidade de saúde.
A câmera de segurança do veículo registrou o motorista deixando o veículo para pedir ajuda. O depoimento de uma testemunha que foi buscar ajuda no hospital mostrou que a resposta que o segurança deu para a mulher foi: “Nós não damos atendimento, liga para o Samu”.
“Os funcionários da portaria alegavam que tinham uma ordem expressa da administração e com isso confessaram que já foram até repreendidos quando fizeram atendimento”, contou o delegado Roberto Gomes Nunes.
Segundo o médico Rogério Moura, da Sociedade Brasileira de Cardiologia, a triagem na porta de um hospital não pode ser feita por um segurança.
“Neste momento a triagem que foi feita, a triagem por um não profissional de saúde não conseguiu determinar a necessidade de que ele fosse atendido de uma forma emergencial”, afirmou o cardiologista Rogério Moura.
Fonte: g1.globo.com