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MUNDO

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28/11/2014

ESTES INSETOS PARASITAS CONSEGUEM CONTROLAR O CÉREBRO DOS SEUS HOSPEDEIROS E TRANSFORMÁ-LOS EM ZUMBIS

© Fornecido por Gizmodo Mindsuckers

A edição de novembro da National Geographic traz um artigo fascinante intitulado “Sugadores de mentes”, a história de duas coisinhas que entram nos corpos das suas vítimas e, não contentes em comê-lo de dentro para fora, ainda controla seus corpos, transformando-os em zumbis. E essa é só uma das histórias de terror envolvendo bichinhos maravilhosamente fotografados por Anand Varma.



Dizem que as joaninhas dão sorte – mas uma infectada pela espécie de vespa Dinocampus Coccinellae é, sem dúvida, bem azarada. Quando uma vespa fêmea ferroa uma joaninha, ela deixa apenas um ovo. Quando o ovo choca, a larva começa a comer sua hospedeira de dentro. Quando pronta, o parasita emerge e aloca um casulo entre as pernas da joaninha. Embora seu corpo esteja agora livre de seu algoz, o inseto permanece escravizado, parado sobre o casulo e protegendo-o de predadores em potencial. Algumas joaninhas (essas sim sortudas!) conseguem sobreviver a esse calvário assustador.



VESPA PARASITOIDE Hymenoepimecis argyraphaga



ARANHA Leucauge argyra:



A aranha Leucauge argyra sofre uma série de humilhações nas mãos da vespa parasitoide Hymenoepimecis argyraphaga antes de ser livrada desse infortúnio. Paralisada pelo ferrão da vespa, a aranha fica estática enquanto seu algoz deposita um ovo em seu abdômen. Quando o ovo choca, a larva continua grudada na aranha como uma sanguessuga, alimentando-se dos fluídos internos durante uma semana. Quando está pronta para gerar seu casulo, a larva coage a aranha a construir um último projeto. Rasgando de cima para baixo a sua própria teia, a aranha tece uma nova feita apenas de alguns fios mais grossos. A larva recompensa a aranha pelos seus esforços sugando-a até deixá-la seca. Então, aí sim, ela se encasula na intersecção de dois dos fios, onde fica suspensa em segurança, fora do alcance dos seus predadores.



RÃ-TOURO AMERICANA Lithobates catesbeianus:



Depois que o verme Ribeiroia ondatrae se reproduz assexuadamente dentro do caracol, sua larva encontra um girino e faz de sua pele sua casa, formando cistos ao redor dos membros em desenvolvimento dele. Com as pernas extras, subtraídas ou comprometidas, a pobre vítima se torna presa fácil para aves predadoras como as garças. Dentro da garça, o verme se reproduz de maneira sexuada. Seus ovos voltam à água quando o pássaro evacua, infectando novas rãs para começar outro ciclo.



VERME Paragordius varius



GRILO DOMÉSTICO Acheta domesticus:



O grilo perde sua vontade de viver (e a própria vida) para o verme. A larva do parasita se infiltra no verme quando ele limpa insetos mortos, e então cresce dentro dele. O grilo é terrestre, mas a fase adulta do ciclo de vida do verme é aquática. Quando o verme está preparado para submergir, ele modifica o cérebro do seu hospedeiro, levando o grilo a abandonar a segurança da terra firme e dar um salto mortal na primeira poça d’água que encontrar. Na medida em que o grilo afunda, um verme adulto aparece, às vezes com quase 30 cm.



CRACA PARASITÓIDE Heterosaccus californicus



CARANGUEJO Loxorhynchus grandis:

Bem-vindo ao mundo bizarro onde parasitas obrigam seus hospedeiros a mudarem sua sexualidade. Um caranguejo macho infectado por uma craca parasitóide é literalmente afeminado. Ele para de desenvolver garras para luta e seu abdômen aumenta, virando um “útero” para a craca preencher com sua prole. Alimentados pelo caranguejo, os ovos eclodem. Milhares de bebês nascem para infectar outros caranguejos.



Anand Varma é um fotógrafo de história natural freelancer. Sua primeira reportagem foi publicada na edição de novembro de 2014 da National Geographic.

Fonte: br.msn.com

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