Clique aqui para ver a previsão completa da semana
30/11/2014
A cachorrinha Pretinha, que foi abandonada e agora está sob os cuidados da Amparar, assim como os seus onze filhotes Em Ituverava, ONG Amparar atua em defesa de cães e gatos abandonados
O número crescente de animais de companhia, como exemplos os cães e gatos, somado a falta de conhecimentos sobre a forma de reprodução, vem resultando na intensificação de animais abandonados que circulam pelas ruas dos municípios. Como resultado, pode-se afirmar que hoje existe um problema de saúde pública que deve ser combatido em cada município, pois entre as moléstias que estes animais podem hospedar podemos destacar as sarnas, carrapatos, pulgas, vermes, além das zoonoses (doenças transmitidas dos animais para o homem e vice-versa).
Um dado que de grande relevância é que cada cadela abandonada pode gerar, direta e indiretamente, em seis anos, cerca de 67 mil descendentes, ou seja, apenas uma cadela pode fazer com que a população canina num determinado município se torne maior que a população humana. Por isso, é preciso intervir no controle de natalidade e conscientizar a população quanto à posse responsável.
Número animais abandonados
A Organização Mundial da Saúde estima que só no Brasil existam mais de 30 milhões de animais abandonados, entre 10 milhões de gatos e 20 milhões de cães. Em cidades de grande porte, para cada cinco habitantes há um cachorro. Destes, 10% estão abandonados. No interior, em cidades menores, a situação não é muito diferente. Em muitos casos o numero chega a um quarto da população humana.
Combater o problema é fundamental. Mais importante ainda é não deixar que ele aconteça. É preciso ter a consciência de que é preciso dar o direito a vida aos animais, pois os humanos são minoria perante os demais habitantes da Terra.
O homem é, provavelmente, o único ser que invade o território do outro, que agride sem ser ameaçado, que abandona sem ter motivo, que maltrata sem justificativa e que tem a capacidade de racionalidade, mas não usa.
Ituverava
Em Ituverava a ONG Amparar atua na defesa dos animais, inclusive no resgate de cães e gatos abandonados, que, com o voluntariado da várias pessoas, e o apoio da população, oferece aos animais abrigo, alimentos e, quando necessário, medicamentos e procedimentos veterinários.
A Municipal também aprovou, no início do ano, projeto de autoria do vereador Antônio Sérgio Cardoso Telles, que garante a esterilização gratuita de caninos e felinos, como método de controle dos animais e de zoonoses. O projeto já foi sancionado pelo prefeito Walter Gama Terra Júnior, e deverá ter apoio do curso de Medicina Veterinária, da Fafram, quando for colocado em prática.
Membros da ONG têm novos projetos para o próximo ano
O presidente da Amparar, Eliezio Aparecido Trindade, afirma que a Amparar não tem condições de assistir o número de animais que gostaria, mas anunciou que existem vários projetos para melhorar o trabalho da ONG em 2015.
“Semanalmente recebemos dezenas de pedidos de abrigo e ajuda para animais maltratados ou abandonados em terrenos, casas, ruas e praças da cidade, além de várias solicitações de acolhida para animais que as pessoas simplesmente não querem mais, porque estão velhos, doentes, ou porque estão latindo muito e incomodando os vizinhos”, explica.
“A maioria dos animais que já acolhemos chegou doente, cega, atropelada ou com filhotes, e os custos com alojamento, tratamento, castração veterinários vacinas e reintegração (quando possível) desses animais sempre são muito altos”, diz.
Rejeição
Segundo ele, a situação é ainda mais triste porque os animais maiores, mais velhos, doentes, muito comuns, feios, agressivos e os atropelados com seqüelas, normalmente não conseguem novos lares e ficam sob o sustento da Amparar para sempre.
“Por vezes, as pessoas chegam com animais até a ONG, achando que por recebermos doações temos obrigação de abrigá-los, ou temos obrigação de resgatar ou socorrer algum animal atropelado”, destaca.
“Quando dizemos que não temos espaço ou condições de socorrer ou abrigar todos, somos ofendidos e criticados, mas isso se dá por falta de conhecimento das pessoas, que precisam entender que nosso trabalho é voluntário, e quando resgatamos ou abrigamos, estes animais ficam conosco pelo resto da vida, e os custos dos tratamentos são pagos por nós, através de campanhas e doações. Portanto, somos limitados em nossas ações, abrigando e resgatando na medida do possível”, enfatiza.
Contratempos
Com a realização de eventos como a Copa do Mundo e as eleições, muitos projetos da ONG Amparar não saíram do papel. “Mas para 2015, coisas boas virão para defender a causa animal em Ituverava. Um exemplo vem do vereador Dr. Antônio Sérgio Cardoso Telles, que não está medindo esforços junto ao Poder Público para que as leis de sua autoria sejam regulamentadas”, diz.
“Agradeço também ao prefeito Walter Gama Terra Júnior e seu secretariado, que têm dado andamento nas leis sancionadas. Tenho certeza que 2015 será o ano da causa animal em nosso município, e nossa meta é a castração gratuita, pois só desta maneira começa a diminuir a situação alarmante que se encontra nosso município em relação à quantidade de animais nas ruas”, destaca.
Consciência
Trindade lembra que a população deve ter consciência de que o animal não tem culpa de ser abandonado. “As pessoas devem vê-los com outros olhos, ao invés de ignorá-los. Seria importante ajudá-los, dando água e comida, pois o ele não tem culpa da irresponsabilidade do ex-dono”, afirma.
“Com a regulamentação das leis no próximo ano, a Amparar passará a ter uma estrutura melhor de trabalho, podendo ajudar mais animais abandonados. Também poderemos fiscalizar melhor as denúncias de maus tratos, ajudando a punir com rigor da lei quem pratica estes atos de crueldade”, complementa.
Amparar lança campanha para arrecadar recursos
Devido às dificuldades financeiras enfrentadas no acolhimento de animais de rua, a ONG Amparar lançou uma campanha de arrecadação de recursos para arcar com as despesas de alimentação e abrigo de cães e gatos. Pode contribuir com a ONG pessoas físicas ou jurídicas, com a quantia que desejar.
O presidente da Amparar, Eliezio Aparecido Trindade, lembra, no entanto, que o custo médio para manter um animal é R$ 55 por mês, com gastos com alimentos e abrigo, porém não cobre eventuais gastos com vacinas, medicamentos e cirurgias.
“A Amparar depende de recursos para ajudar mais animais, motivo pelo qual a campanha foi lançada. Vale lembrar que a pessoa não precisa doar a quantia suficiente para manter o animal por um mês. Ela pode doar quanto puder, e toda a arrecadação será revertida aos cuidados de animais abandonados”, explica.
“Os membros da ONG são voluntários e não recebemos nada para desenvolver esse trabalho. Pelo contrário, muitas vezes até utilizamos nossos próprios recursos para suprir eventuais necessidades da Amparar”, diz.
Doações
Trindade lembra que não é preciso fazer doações freqüentes. “Pode ser apenas uma vez, com a quantia que a pessoa considerar justa. Vale lembrar que a doação pode ser feita pelo PagSeguro, através do site www.ampararituverava.comunidades.net”, ressalta.
“Esperamos que a comunidade colabore com essa nobre causa, pois pode não haver retorno financeiro, mas ajudará animais indefesos que são vítimas desta situação. Com certeza, esse gesto de bondade será visto por Deus e por Ele recompensado”, ressalta.
A apresentação oficial da campanha foi no Programa Ponto de Vista, que vai ao ar pela Rádio Dimensão FM, e apresentado pelos locutores Paulo Antônio de Souza e Azor de Faria.