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ECONOMIA

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09/12/2014

SALÁRIO MÍNIMO EM SÃO PAULO AUMENTA PARA R$ 905 EM 2015

O governador Geraldo Alckmin, que anunciou o aumento

A proposta foi encaminhada para a Assembléia Legislativa em regime de urgência

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou dia 1° de dezembro, o aumento do salário mínimo do Estado, que passou dos atuais R$ 810 para R$ 905. A proposta foi encaminhada para a Assembléia Legislativa em regime de urgência.

Segundo Alckmin, o reajuste de 11,75% ocorre porque o Estado recebe pessoas de todo o país e o aumento valoriza o seu trabalho. Se aprovado pelos deputados, o aumento entra em vigor em 1º de janeiro do ano que vem.

O percentual do reajuste é superior ao mínimo nacional previsto para o ano que vem, que passou dos atuais R$ 724 para R$ 788,06, ou seja, teve aumento de 8,8%.

Definido por Leo federal.

O mínimo estadual é voltado para trabalhadores da iniciativa privada que não possuem piso salarial definido por lei federal, convenção ou acordo coletivo de trabalho. Em 2015, serão duas faixas salariais mínimas: R$ 905 (para domésticos, agropecuários, ascensoristas, motoboys) e R$ 920 (para operadores de máquinas, carteiros, cabeleireiros, trabalhadores de turismo, telemarketing).

Segundo o governo, a estimativa é que cerca de 8 milhões de pessoas no Estado se beneficiem com o aumento.

O piso salarial regional de São Paulo foi criado em 2007. De acordo com o governador, ele contribui para que os trabalhadores paulistas recebam remunerações superiores ao salário mínimo nacional, “já que as condições da demanda de mão de obra e de custo de vida no Estado levam, de um modo geral, a salários superiores à média nacional”.

Mestre em Economia fala sobre impacto do novo salário mínimo
Para fazer uma análise do impacto do novo salário mínimo na economia do país, a Tribuna de Ituverava convidou o coordenador do curso de Administração da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCL), Eduardo Cicconi, que é mestre em Economia, doutorando em Administração de Empresas e gerente do Supera Parque de Inovação e Tecnologia, em Ribeirão Preto.

De acordo com ele, o impacto não será muito grande. “Isso porque a expectativa de inflação para esse ano está acima de 6%”, explica.

“Porém, dizer qual é o salário mínimo ideal é muito difícil, pois para os trabalhadores quanto maior melhor, mas a análise não é tão simples assim”, ressalta.

“O aumento excessivo do salário mínimo gera várias implicações, podendo levar, em um caso extremo, à diminuição das contratações, fechamento de empresas, desemprego e inflação”, completa Cicconi.

Salário mínimo tem crescido lentamente
O novo salário mínimo de R$ 788,06, que entra em vigor em 2015, era de apenas R$ 64,79 em 1994, quando passou a ser calculado em reais. De lá pra cá, seu valor cresceu em ritmo lento.

Segundo o banco de dados do Dieese, o salário mínimo em julho de 1994 era de R$ 64,79. No fim daquele ano, o piso subiria um pouco: R$ 70. O valor, porém, já era naquele tempo dez vezes menor que o considerado “necessário” pelo Dieese.

Em maio de 1995, o salário mínimo atingiu pela primeira vez os três dígitos: R$ 100. O valor continuaria até abril do ano seguinte, quando chegou a R$ 112. Em 1997 o piso atingiria R$ 120 e, em 2008, R$ 130.



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