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16/12/2014
Cadela foi arrastada e jogada em terreno, onde foi encontrada agonizando por voluntária de ONG (Foto: Chico Escolano/EPTV)
A Polícia Civil investiga a morte de uma cadela vira-lata de 3 anos, após ser agredida com pedaços de pau e pedras em Guará (SP). Um homem de 61 anos apontado como principal suspeito do crime nega as acusações. Entretanto, vizinhos fotografaram o morador arrastando o animal pelo meio da rua e o abandonando ferida em um terreno, na manhã da última sexta-feira (12). A cachorra chegou a ser socorrida, mas não resistiu.
A voluntária Marta Rosa Marquiori de Oliveira, presidente de uma ONG de proteção animal na cidade, conta que foi comunicada sobre o caso por testemunhas e se dirigiu ao local, onde encontrou a cadela agonizando. “Tinha muitas pessoas revoltadas com o caso e a cachorra com a cabeça inchada, os olhos saindo devido ao inchaço. Sangrava muito o nariz e a boca também”, relata.
Marta levou a vira-lata até à clínica do veterinário Sérgio Barbosa, que realizou os primeiros socorros. Ele afirma que a cadela apresentava convulsões e um corte profundo na cabeça. “Provavelmente, foi provocado por uma paulada, junto com tijoladas também. Eu nunca tinha recebido um animal nesse estado no consultório. É deprimente, fiquei sem palavras para no momento em que estava atendendo ela”, relembra.
No consultório, a cadela ganhou o nome de “Guerreira”. Ela chegou a ser transferida para um hospital veterinário, mas não resistiu aos ferimentos e morreu ainda na noite de sexta-feira. Revoltados com o caso, vizinhos passaram a compartilhar pelo Facebook, as fotos do suspeito arrastando o corpo da cachorra.
O servente de pedreiro Devaldo Silva Alberto conta que ninguém sabe o motivo pelo qual o homem agrediu o animal. Uma das hipóteses é que o cão tenha atacado um dos gatos da mulher do suspeito. Entretanto, Alberto conta que a vira-latas era mansa e tratada por todos os moradores.
“Disseram que a cachorra matou o gato dela, não sei. Por isso, ela pegou a cadela na marra e colocou dentro de casa, para o namorado bater nela. Ela vivia aqui no bairro, não era agressiva, todos os cachorros de rua convivem com a gente. As crianças brincam com eles. Ela nunca mordeu nenhuma criança”, diz o servente de pedreiro.
Investigação
O delegado de Guará, Rafael Leão, afirma que uma testemunha registrou boletim de ocorrência por maus-tratos. A partir daí, o caso passou a ser investigado e o suspeito foi convocado para prestar depoimento. Leão diz que o homem negou a agressão, alegando que encontrou a cadela já machucada no quintal da casa dele. “Ele assumiu o compromisso de comparecer no Fórum assim que intimado pelo juiz”, diz.
Fonte: g1.globo.com