Nossa Capa


Publicidade





GERAL

Voltar | imprimir

16/12/2014

EX-PROFESSOR EM ITUVERAVA SE APOSENTA COMO JUIZ DE DIREITO

Antônio Roberto Borgatto e a esposa Ana Maria Ribeiro Menezes. No destaque, as filhas

Em entrevista à Tribuna de Ituverava, Antônio Roberto Borgatto lembra tempo que passou na cidade

Antônio Roberto Borgatto, que atuou em Ituverava por muitos anos como professor de Química, acaba se aposentar no cargo de juiz de Direito. Ele era titular na 10ª Vara da Fazenda Pública da Capital, em Jaboticabal.

Cidadão íntegro e de muitos amigos, Dr. Borgatto relembrou, em entrevista à Tribuna de Ituverava, o tempo que passou na cidade e falou sobre a experiência como juiz ao longo dos anos.

Ele foi professor de Química em Ituverava de 1972 a 1985, passando pelas instituições “Capitão Antônio Justino Faleiros”, “Professora Rosa de Lima” e Colégio Nossa Senhora do Carmo - COC. Também lecionou na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCL), e foi diretor da escola “Fabiano Alves de Freitas” até 1987, quando foi aprovado em concurso para magistratura.

Dr. Borgatto foi juiz substituto na Comarca de Barretos, de maio de 1987 a 1989, quando foi promovido para a Comarca de Dois Córregos. Em 15 de outubro de 1991 foi promovido para Jaboticabal, entrância intermediária. Em Janeiro deste ano promovido para a 10ª Vara da Fazenda Pública da Capital, entrância final, na qual se aposentou.

Chegada a Ituverava
“Recordo-me quando estive em Ituverava pela primeira vez em 1969, quando namorava minha esposa. Dos bares existentes na cidade, o mais movimentado e badalado era o Bar do Davi. Recordo-me que estacionei meu Fusca defronte ao estabelecimento e nele adentrei pela primeira vez para comprar um sorvete, quando me deparei com duas simpáticas pessoas que degustavam chope. Mais tarde soube que uma delas era José Luiz Alves Cassiano e o outra o José Roberto Menezes (“Bodeis”), pessoas que se tornaram os primeiros amigos e com as quais tive a satisfação de travar ao longo do tempo bons bate-papos”.

Amizades
“Ituverava foi cidade de pontos de encontro agradáveis e fonte de amizades duradouras. No final do expediente era o Bar Copacabana (Bar do Ibrahim), situado na Rua Ademar de Barros, no cruzamento com a Cel. José Nunes da Silva. Ali eram freqüentes o Sr. Paulo Cunha, João de Freitas Barbosa, Alexandre Miguel (`Bueno´), Sílvio Sberne, Plínio Romanini, José Luiz Alves Cassiano, Lincoln Lacerda Barbosa, Miguel Jabur (Guelinho), alguns já se foram, outros em nosso convívio , e outros cujos nomes fogem-me da memória.

Com o fechamento do bar, outro eleito para nossa reuniões foi o Bar e Restaurante do Tiãozinho, onde se agregaram novos amigos, o Antônio Gonçalves Delgado, e meus ex-alunos Luiz Ribeiro Moisés Miguel, Paulo Pericê e Fernando Junqueira, entre outros”. Confira a entrevista concedida pelo juiz na íntegra:

Juiz aposentado lembra atuação como professor
“Durante minha permanência em Ituverava, fui professor de Química no Instituto de Educação `Capitão Antônio Justino Faleiros´ na e escola `Professora Rosa de Lima´, durante os anos de 1972 a 1985 . Depois fui diretor em Buritizal, e na EEPG `Fabiano Alves de Freitas´, cargo que deixei em 1987, quando fui aprovado no Concurso da Magistratura. Também lecionei Química na FFCL de Ituverava e no Colégio Nossa Senhora do Carmo - COC”.

Escola “Justino”
“Não me sai da memória o primeiro dia em que cheguei para lecionar no Instituto de Educação `Capitão Antônio Justino Falleiros´, para ministrar aulas de Química, no início do ano de 1972. Sentia-me realizado e valorizado, principalmente por lecionar em uma escola já tradicional em companhia de renomados professores, alguns oriundos de outras cidades e formados por excelentes faculdades e concursados, como os professores Guido Kraembul, José Ferreira de Assis, Newton Barbosa Pinto, Erivani Ribeiro, Nádia Chaebub, Manoel Lázaro Pereira, Dalva Junqueira Dops Santos Romanini, Dora Maluf, Ada Vanucci Coimbra, Diva França Borges e Tetralda de Lima Coimbra. Na época o diretor era o Dr. José de Oliveira, que foi sucedido pelo amigo José Ignácio de Azevedo Filho”.

Contato
“A larga convivência que mantive com a cidade e com os amigos foi a causa do estabelecimento de um vínculo, que sempre se renova quando, de tempos em tempos, não resisto a uma visitinha cidade, mesmo que rápida, para bater um papo e degustar um aperitivo nos acolhedores de Ituverava”.

Tribuna de Ituverava
“Faço questão de ser um leitor assíduo da Tribuna de Ituverava, para acompanhar o desenvolvimento da cidade que me acolheu e o aconchego dos amigos, com os quais convivi por mais de quinze anos. Ocorre que por questões decorrentes de convivência familiar, tenho que continuar residindo em Jaboticabal, e abrir mão de voltar morar em cidades que deixei, como Ituverava, minha cidade do coração, e Sertãozinho, minha cidade natal”.

Educação“Bons tempos aqueles que o professor tinha o valor que merecia, e que sempre deveria continuar a merecer. Infelizmente, em decorrência de política educacional inadequada, que não soube manter o status e o prestígio do ensino público, tal valor foi-se esmaecendo. O ensino público era o caminho certo para os jovens, mesmo aqueles menos favorecidos, que podiam enxergar no bom ensino que recebiam um horizonte plenamente favorável para seu futuro. Sentindo este declínio , optei por cursar a Faculdade de Direito em Franca, quando passei a prestar concursos fora da área educacional, até que em 1987, fui aprovados em dois concursos: para agente fiscal de rendas e para a magistratura, por cuja carreira optei” .

Desafio
“Fui aprovado na magistratura em 15 de maio de 1987. Confesso que a magistratura foi para mim muito desafiante, e somente consegui este intento graças ao incentivo de minha mulher. É que por professor e não ter exercido de forma intensa qualquer trabalho na área de Direito, sentia-me um pouco inseguro. Foi quando minha esposa fez a seguinte colocação: ora, se jovens que também não tem qualquer conhecimento na área assumem tal cargo, porque você com 41 anos não pode exercê-lo?”.

Aprendizado
“Exercer o cargo de Juiz de Direito tornou-se um desafio para mim. O exercício constitui-se em um aprendizado permanente, que ainda é maior quando o juiz exerce a judicatura no interior, como é o caso de Jaboticabal ou Ituverava, em que as Varas são cumulativas, ou seja, e se é obrigado a conhecer e sentenciar assuntos de quase todas as áreas de Direito. Por ser o exercício da profissão um desafio e um aprendizado permanente, ao contrário daquela de professor de Química, em que eu já havia decorado o livro didático, é que permaneci na carreira por mais de 27 anos até me aposentar, aos 70 anos de idade.

Antônio Roberto Borgato se casou em 1971, com a professora ituveravense Ana Maria Ribeiro Menezes, com quem teve as filhas Ana Tereza Menezes Borgato, casada com Ivan Simões; Roberta Menezes Borgato Souza Maria, casada com André de Souza Maria, e Flávia Menezes Borgato, casada com Geraldo Cascaldi. São seus netos André Felipe e Ana Virgínia.

Quero deixar meu Um abraço a todos os amigos e familiares da minha esposa, aos que me incentivaram e aos que, ainda hoje, tenho a felicidade de conviver fraternalmente”.

Voltar | Indique para um amigo | imprimir