Nossa Capa


Publicidade





POLϿ�CIA

Voltar | imprimir

26/12/2014

CPF DE SERVIDOR PÚBLICO É UTILIZADO EM ESTELIONATO

Luiz Carlos da Fonseca Júnior, advogado da vítima Cláudio Nascimento Alves

CPF de Cláudio Nascimento Alves foi usado indevidamente em duas compras feitas em empresa da capital

O servidor público federal Cláudio Nascimento Alves, 64 anos, foi vítima de estelionatários, que utilizaram seu CPF para fazer compras. A fraude foi constatada quando Alves fez uma pesquisa no site da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo e observou duas compras em seu nome, que não tinha ciência, feitas com seu CPF. Ambas são no valor de R$ 1.199, e foram feitas na empresa Digital River do Brasil, localizada em São Paulo.

Preocupado com o fato e com a possibilidade de mais pessoas se tornarem vítimas dessa fraude, ele procurou a Polícia Civil, onde registrou Boletim de Ocorrência; enviou uma notificação à empresa Digital River do Brasil, para o Serasa e Associação Comercial e Industrial de São Paulo e procurou um advogado.

Dando exemplo de cidadania, Alves procurou a Tribuna de Ituverava na quinta-feira, 18 de dezembro, para alertar sobre o problema. “Todas as semanas eu acesso o site da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, e observei as duas compras em meu nome, uma do dia 22 e outra no dia 26 de novembro. Como nunca comprei, e nem conheço essa empresa, portanto conclui que meu CPF havia sido usado por quem realizou a transação comercial, mas, claro, sem meu conhecimento. Fiquei assustado tomei as devidas providências”, afirma.

Casos freqüentes
Segundo o advogado da vítima, Luiz Carlos da Fonseca Júnior, casos desta natureza são freqüentes. “A fraude por CPF é um ato ilícito praticado por estelionatários, e que infelizmente está se tornando cada vez mais comum no país, em razão do aumento do número de transações pela internet. Segundo o Serasa, 6 de cada 1 mil consumidores sofrem tentativas de fraudes envolvendo CPF todos os meses”, afirma.

Prejuízos
Ainda de acordo com ele, os prejuízos das vítimas de fraude podem ser inúmeros, sendo os financeiros os principais. “Um documento de CPF fraudado poderá ser usado para falsificação de outros documentos, abertura de empresas, movimentações irregulares de contas-corrente em bancos, solicitações de cartões de créditos em nome das pessoas lesadas, compras efetuadas nos nomes das vitimas de fraude, solicitação de serviços como de telefone, internet, TV a cabo, entre outros”, explica.

“Com isso, poderá ensejar a inscrição do CPF das pessoas que tiveram seus dados fraudados, nos cadastros de inadimplentes (SCPC e Serasa), bem como até mesmo serem responsabilizadas judicialmente por eventuais atos ilícitos praticados em seus nomes”, afirma.





Voltar | Indique para um amigo | imprimir