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31/12/2014

RESTROSPECTIVA DA COPA DO MUNDO: DO VEXAME BRASILEIRO À LIÇÃO ALEMÃ

Os jogadores alemães demonstraram no torneio uma alegria e um futebol típicos do Brasil e conquistaram o tetracampeonato para o país

O país do futebol humilhado, argentinos sorrindo e germânicos campeões

Primeiro foi em 1950, agora após 64 anos de sediar a segunda Copa do Mundo, o Brasil mais uma vez foi humilhado em casa. Foram 32 seleções para um dos eventos que mais dividiu opiniões nos últimos tempos no país. Temia-se uma onda violência e protestos, caos aéreo, estádios inacabados, entre outros graves problemas.

Mas o futebol, e o clima de festa, encobriram os atrasos e problemas com infraestrutura. Os protestos também diminuíram consideravelmente. No início das oitavas-de-final, o torneio já era considerado um dos melhores da história, pelo número de gols, pelas zebras e viradas surpreendentes.

A abertura da Copa seguiu critérios estabelecidos pela Fifa e recebeu uma chuva de críticas. Poucos dançarinos e as alegorias simples demais, serviram de introdução para o playback da canção oficial da Copa “We Are One” interpretada por Cláudia Leitte, Jennifer Lopez e Pitbull.

Logo na abertura, o primeiro gol da Copa 2014 foi brasileiro, porém, marcado contra por Marcelo. Para reverter o placar, a seleção contou com os bons desempenhos de Neymar e Oscar. O árbitro japonês Yuichi Nishimura também teve sua participação na vitória quando marcou um polêmico pênalti em Fred, convertido por Neymar. O placar final da abertura foi Brasil 3 a 1 Croácia.

Surpresas da primeira fase
A primeira surpresa da Copa foi a goleada, que a até então campeã do mundo Espanha, tomou da Holanda. Os 5 a 1, de virada, abriram caminho para o início do vexame espanhol neste Mundial. A "La Roja" perdeu o jogo seguinte para o Chile por 2 a 0 e se despediu da Copa com uma vitória de honra sobre a Austrália.

Quando o sorteio da Fifa anunciou a primeira fase do Mundial, o Grupo D era considerado o da morte. Imaginava-se que Uruguai, Itália e Inglaterra fariam duelos para saber qual entre os campeões seria eliminado ao término junto com a desacreditada Costa Rica, mas se esqueceram de avisar a seleção caribenha, que passou por todos e terminou a fase em primeiro lugar do grupo.

Itália e Inglaterra caíram diante da maior zebra da Copa. Os ingleses perderam de 2 a 1, tanto para Itália quanto para o Uruguai. Na última partida, apenas empataram sem gols contra a Costa Rica. A Itália ganhou da Inglaterra na primeira partida, mas perdeu para a Costa Rica e para o Uruguai em seguida.

No Grupo G, outra estrela a deixar a Copa precocemente foi Cristiano Ronaldo. O melhor jogador do mundo capitaneou Portugal direto para casa logo no fim da primeira fase.

A primeira fase do Mundial do Brasil teve a melhor média de gols desde 1982. Um dos gols mais bonitos e comentados da primeira fase foi o do holandês Robie Van Persie contra a Espanha, quando o atacante “voou” e cabeceou encobrindo Iker Casillas. O gol é um dos candidatos ao Prêmio Puskas de 2014.

Copa dos americanos
A "Copa América" interna durante a Copa do Mundo começou a ruir quando a Holanda bateu o México nas oitavas-de-final por 2 a 1, e a Bélgica derrotou os Estados Unidos por 2 a 1. Os cantos de "Viva Chile” entoados pela torcida durou pouco, pois o Brasil eliminou os sul-americanos nos pênaltis, em uma das partidas mais acirradas do Mundial.

Os torcedores brasileiros temiam repetir o "Maracanazo" de 1950 com um possível embate com o Uruguai em casa, mas o fantasma fez apenas sombra porque a Colômbia tratou de despachar à celeste primeiro para casa.

Os chutes certeiros de James Rodrigues, a habilidade de Cuadrado e o rebolado de Armero formaram a mistura alegre da Colômbia, que saiu de cena quando as lágrimas de James anunciam que não havia mais chance de ampliar sua artilharia de 6 gols. O Brasil derrubou a Colômbia nas quartas-de-final, por 2 a 1 A zebra vermelha e azul resistiu até as quartas-de-final, quando o laranja aniquilador holandês levou a melhor nos pênaltis. Foi por pouco, mas, mesmo sendo eliminada, a Costa Rica alcançou uma posição inédita em Copas, foi a melhor seleção de todos os tempos do país, com Keylos Navas, Brian Ruiz e Joel Campbell.

Seleção Brasileira sofreu a maior humilhação da história
A história da semifinal contra a Alemanha no Mineirão começou no jogo anterior, nas quartas-de-final, quando craque da camisa 10 canarinha Neymar, fraturou a terceira vértebra do lado esquerdo após joelhada do lateral colombiano Zúñiga.

Para a semi-final mais humilhante da sua história,a seleção brasileira entrou em campo sem seu Neymar, e o capitão Thiago Silva estava suspenso. A seleção perdeu por 7 a 1 para a Alemanha e sofreu a maior humilhação da sua história em Copas, vexame ainda maior por ser em solo brasileiro.

A bicampeã Argentina e a forte Holanda disputaram para chegar à final, e jogar contra a Alemanha na disputa do título. De um lado a excelência de Messi, de outro, a potência de Robben. Do duelo no Itaquerão, nenhum dos dois foi decisivo. Mais uma vez uma zebra entrou em ação. O goleiro chamado por torcedores de “mão de manteiga” salvou a Argentina e a colocou na final da Copa do Mundo no Brasil. Messi, eleito o melhor jogador do mundo quatro vezes, e seus companheiros tiveram a primeira chance de ganhar uma Copa depois de 24 anos que os "hermanos" não passavam para uma final de Copa do Mundo.

Terceiro lugar
Derrotado na semifinal, o Brasil tinha a chance de se redimir do vexame contra a Alemanha em uma vitória sobre a Holanda, mas não foi o que aconteceu, e novamente a seleção canarinho foi humilhada em casa.

Felipão começou o jogo com seis mudanças, mas um gol tomado aos três minutos do primeiro tempo delineou o restante da partida. A Holanda, algoz da Seleção em 2010 venceu por 3 a 0 e um gosto amargo de uma nova derrota em casa. Foi o final melancólico da segunda passagem de Luiz Felipe Scolari pelo comando técnico do time canarinho.

Na decisão da Copa do Mundo os alemães merecem conquistar o título
Os argentinos só comemoravam, pois, com o principal rival e dono da casa mssacrado pelos alemães, os “gringos” poderiam ter um trunfo ainda maior se derrotassem os algozes dos brasileiros. Depois de muita provocação com os brasileiros, os argentinos também caíram diante da superioridade alemã e tiveram de ouvir gritos de "vice-campeão" da torcida brasileira que lotou o Marcanã e apoiou os alemães. Em sua terceira Copa, Messi continua sem conquistar um título mundial.

Com a conquista da Copa do Mundo 2014, a Alemanha igualou o número de títulos da Itália, são quatro e encostou-se ao Brasil. Além do título, os germânicos mostraram um novo tipo tático de jogo e extracampo, muita civilidade, alegria e solidariedade ao povo brasileiro.

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