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12/01/2015
Bruno, contratado pelo time do São Paulo para temporada 2015A equipe liderou desde a primeira rodada e triunfou no final da competição
A julgar pela movimentação no mercado de transferências até este momento, a temporada de 2015 no Brasil deve ter poucas caras novas. Levando-se em conta os 12 maiores clubes do país, hoje o número de dispensas supera ao de aquisições. Segundo levantamento da Folha de São Paulo, apenas quatro clubes contrataram mais do que perderam: Corinthians, Flamengo, São Paulo e Vasco.
O cenário indica que, de uma forma geral, as equipes estão mais preocupadas em enxugar seus elencos. "Os clubes perceberam que precisam ser responsáveis. Ter plantel grande não é a solução e os gastos exagerados geram conseqüências", avalia Modesto Roma Júnior, novo presidente do Santos.
O cartola assumiu o clube neste ano, substituindo Odílio Rodrigues, e é o único dirigente entre os 12 analisados que não fez contratação. A primeira negociação dele foi emprestar o atacante forte, mas sem fazer loucuras", diz o cartola, que já se desfez de Giva, Matheus Índio e Rildo.
Botafogo
O Botafogo vive processo parecido, mas com números mais expressivos. Foram três contratações e 23 jogadores dispensados, entre eles o meia Carlos Alberto e o atacante Emerson Sheik, emprestado pelo Corinthians.
"Os clubes querem reduzir a folha salarial antes de contratar. Este é o caso do Botafogo. Havia uma folha extremamente inchada, que chegou a bater em R$ 5 milhões por mês. Hoje tentamos reduzir para R$ 1,8 milhão", explica Carlos Eduardo Pereira, presidente eleito no Botafogo em novembro passado.
Rebaixado no Brasileiro, o clube terminou a temporada com atrasos salariais e receitas bloqueadas pela Justiça. "Muitas receitas foram antecipadas. Resolve em um momento, mas em outro deixa você sem recursos", diz.
Protagonistas
Além de cortar gastos, os clubes também priorizam dois tipos de negociação: atletas em fim de contrato e que não gerem custo de transferência ou empréstimos. Isso prolonga as negociações e gera disputas, como a do meia Dudu, do Dínamo de Kiev, que interessa aos rivais Corinthians e São Paulo.
O time do Morumbi, aliás, é o que tem saldo de contratações mais positivo. Foram cinco, os laterais Bruno e Carlinhos, o zagueiro Breno, o meia Thiago Mendes e o meia-atacante Daniel e apenas uma perda: Kaká. São Paulo gastou cerca de R$ 10 milhões.
"Vejo os clubes protagonistas nas relações de mercado. Não extrapolam os valores que julgam razoáveis. É um cenário bem diferente dos últimos anos. Poucas vezes vi isso ocorrer", conclui Gustavo Vieira de Oliveira, gerente executivo do São Paulo.