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17/01/2015
Quartos de residências cederam durante a madrugada deste sábado (17). Apesar do estrago, nenhum dos moradores se feriu no acidente.
Cômodos de três casas desabaram neste sábado (17), no bairro Sumarezinho, zona oeste de Ribeirão Preto (SP). Segundo a Defesa Civil, o problema foi causado pela construção de um prédio nos fundos das residências atingidas. Moradores afirmaram que os responsáveis pelas obras haviam sido informados sobre o surgimento de rachaduras nas cazas vizinhas, mas nenhuma providência para evitar o acidente foi tomada.
Apesar do estrago, ninguém ficou ferido. As casas estão interditadas.
A construtora responsável pelas obras ao lado das residências atingidas informou que o desabamento foi causado por causa de uma infiltração da água da chuva e que não havia como prever o problema. A empresa disse ainda que está dando assistência às famílias.
O desmoronamento ocorreu por volta das 6h, na Rua Itapetininga. O terapeuta Danilo Higino Barbosa, morador de um dos imóveis atingidos, conta que dormia com a família em um dos quartos quando a mulher percebeu sinais de que a casa desabaria e o acordou. Ele diz que, por causa do calor, a família estava reunida em um dos cômodos que era o único que tinha ar-condicionado.
Segundo Barbosa, a mulher dele o chamou para retirar os filhos de 4 e 2 anos, além de um bebê de sete meses. “Meu filho dormia no berço encostado na parede que cedeu e ontem à noite minha mulher disse para eu mudar de lugar”, disse ele. O terapeuta afirma que cerca de dez minutos em que saíram do quarto, o local desabou. “Fico aliviado em relação aos meus filhos porque parece que foi Deus”, disse.
Moradores já tinham avisado
O morador afirma que, há cerca de um mês, a casa apresentava rachaduras devido às obras no bairro. “O engenheiro veio até o local e disse que não tinha risco de desabamento”, conta Barbosa
Carolina Maulim também mora na casa e conta que durante a madrugada podia ouvir estalos dentro do quarto. “Liguei para os bombeiros para solicitar uma vistoria, embora eu visse que era grave não imaginava que fosse cair”, disse ela.
A mulher disse ainda que falou com uma vizinha que estava do lado de fora e sentiu muito desespero ao perceber o problema. “Você sabe que é grave, mas não pode fazer nada. Em questão de horas você percebia que a situação piorava. A gente estava correndo muito perigo, sim”, contou.
Segundo o superintendente interino da Defesa Civil, Josué Elias da Silva, as casas ficarão interditadas por tempo indeterminado, dependendo da realização de reparos no local, que serão feitos pela construtora. “Não fomos informados pelos moradores anteriormente. Se tivessem nos contatado antes, talvez poderíamos ter evitado este problema”, disse ele.
Fonte: g1.globo.com(EPTV)