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27/01/2015
Altas temperaturas levam banhistas à praia de Rifaina
Com a falta de chuvas e o aumento do consumo de água, devido ao calor, moradores de 11 cidades da região de Ribeirão Preto enfrentam racionamento. A lista inclui Cristais Paulista, Barretos, Tambaú, Dobrada, Cravinhos, Jardinópolis, Pirangi, Araras, Casa Branca e Santa Cruz das Palmeiras.
Santa Rita do Passa Quatro também anunciou a volta da medida, que já havia sido adotada no ano passado, na última segunda-feira, 19 de janeiro. A restrição foi adotada em todo o município.
No total, o racionamento, em sistema de rodízio entre os bairros, afeta 334.330 habitantes da região, de acordo com o IBGE (Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística).
Em Tambaú, o período sem água é o maior da região: são 48 horas em racionamento e 16 horas com abastecimento, segundo a prefeitura.
As chuvas de dezembro e janeiro não foram suficientes para minimizar a seca, por isso a situação tende a ficar pior que a registrada no ano passado, de acordo com Carlos Alencastre, diretor regional do DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica).
A cidade de Jardinópolis, por exemplo, registrou na segunda, dia 19, pela primeira vez, falta de água na região central.
O local nunca havia sido afetado pelo problema, segundo Donizete de Souza, diretor do departamento de água e esgoto. “As nascentes estão com os níveis baixos e não conseguimos encher os reservatórios”, informa.
Outras cidades
Em alerta, outros quatro municípios da região também sinalizaram que devem adotar o racionamento de água na próxima semana: Bebedouro, São Joaquim da Barra, Guaíra e Aguaí.
Gilmar Feltrin, diretor do Saaeb (Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Bebedouro), afirmou que os dois reservatórios que abastecem o município registram níveis cerca de 60 centímetros abaixo da medição usual para essa época do ano.
O problema de abastecimento se intensificou neste final de semana, quando o volume consumido atingiu 1,7 milhão de litros.
Já em Guaíra, o Deagua (Departamento de Esgoto de Água de Guaíra) diz que os reservatórios operam no limite de suas capacidades. No município, o problema afeta também cerca de 50 agricultores, que necessitam de irrigação para as lavouras.
“Se eles irrigarem as plantações agora, a cidade vai ficar sem água”, disse José Getúlio de Oliveira, diretor do departamento.
Rio Pardo
Nesta segunda, o Rio Pardo, também na região de Ribeirão Preto, atingiu o nível mais baixo desde o início de sua medição, em 1941. De acordo com o DAEE, o nível medido na bacia hidrográfica era de somente 22 centímetros. Ainda segundo os dados do órgão, o índice considerado normal para esta época do ano é de 2,5 metros.
A vazão do rio também alcançou o nível mínimo de 20 mil litros por segundo nesta segunda-feira. A média para esta época do ano é de 300 mil litros.
Ituverava
Ao contrário da situação de todas estas cidades, Ituverava não enfrenta perigo de racionamento, segundo o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE). As chuvas do final do ano foram suficientes para reabastecer o Rio do Carmo. Mesmo assim, é fundamental que a população não desperdice água, pois não se sabe até quando está a estiagem pode durar este ano.