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31/01/2015

REPASSE DE R$ 70 MIL PODE ACABAR COM GREVE NA SANTA CASA DE SERRANA

Prefeitura propôs subsídio e doação de horas em serviços para unidade. Funcionários farão assembleia na segunda-feira (2) para discutir proposta.

Uma nova proposta de subsídio feita pela prefeitura de Serrana (SP) à Santa Casa pode acabar com a greve de funcionários da unidade. Depois que o hospital rejeitou um aporte mensal de R$ 50 mil, a administração municipal ofereceu um repasse de R$ 70 mil, além da doação de horas em serviços de médicos do município.

De acordo com o padre Marcelo Pereira de Andrade, provedor da instituição, os funcionários devem realizar uma assembleia na segunda-feira (2) para decidir o futuro da greve.

Com uma dívida de R$ 5 milhões com fornecedores e funcionários, a Santa Casa entrou em greve em 13 de janeiro e paralisou totalmente os setores de radiologia, farmácia, plantão médico, enfermagem e recepção. Somente os atendimentos de urgência e emergência foram mantidos.

Com os braços cruzados, os 115 funcionários do hospital cobram o pagamento de 30% dos salários de outubro do ano passado, 40% dos vencimentos de novembro, pagamento de dezembro e do 13º salário.

Proposta da prefeitura
De acordo com o secretário de Administração e Finanças, Vitório Eduardo Araújo Santos, a proposta foi apresentada em reunião na quarta-feira (28) entre prefeitura, representantes da Santa Casa e do sindicato que representa a categoria.

Além do subsídio mensal de R$ 70 mil, a administração ofereceu a doação de horas em serviço de médicos contratados pela prefeitura para atuar na Santa Casa. A proposta foi aceita, segundo Santos, sob a condição de que as medidas seriam tomadas assim que a greve fosse suspensa e o atendimento no hospital fosse retomado.

"Ficou condicionado que faríamos a negociação assim que houvesse o fim da greve. Não podemos colocar os médicos na Santa Casa e começar a subsidiar se não houver atendimento. Ficamos prejudicados, porque eles resolveram continuar a greve. Enquanto não retornarem da greve, não há condição de se colocar plano nenhum em prática", afirma.

Caso a greve seja suspensa, a prefeitura dependerá ainda de aprovação do Legislativo para efetuar os repasses mensais, explicou Santos. "O aporte precisa ser aprovado pela Câmara. Se a greve acabar, a proposta será apreciada pelos vereadores. Mas, enquanto houver greve, não há o que fazer."

Santa Casa
O provedor da Santa Casa, padre Marcelo Pereira de Andrade, informou que os funcionários da instituição devem se reunir na segunda-feira (2) para discutir o caso. A esperança é de que eles decidam pelo fim da greve.

"Estamos com um plano pronto para voltar. A Santa Casa está esgotando todas as possibilidades para fazer o acerto financeiro de parte dos salários. Aguardamos a ajuda da prefeitura com o novo aporte para que possamos retomar os serviços", diz.

Repasses
A crise na Santa Casa ganhou repercussão em novembro, quando o Ministério Público e a prefeitura decidiram se reunir para encontrar soluções para a dívida que chega a R$ 5 milhões. A Câmara, então, decidiu doar R$ 107 mil à instituição, referente ao duodécimo de novembro, um repasse que a Casa de Leis recebe da administração mensalmente.

O governo municipal, por outro lado, contribuiu com duas parcelas de R$ 50 mil, pagas em novembro e dezembro.

A Santa Casa recebe todos os meses cerca de R$ 300 mil, dos quais R$ 150 mil são do Sistema Único de Saúde (SUS), R$ 21 mil do Estado de São Paulo e o restante é referente aos planos de saúde conveniados. Contudo, para manter a regularidade do serviço, seriam necessários, pelo menos, mais R$ 200 mil mensais.

Para tentar contornar a situação, o provedor da Santa Casa decidiu enviar 13 mil boletos a moradores e empresários de Serrana, solicitando doações. O documento especifica contribuições nos valores de R$ 30, R$ 50 e R$ 100.



Fonte: g1.globo.com(EPTV)

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