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08/02/2015

RIO SAPUCAÍ-MIRIM RECEBE 70 MIL PEIXES JOVENS PARA REPOVOAMENTO

Soltura de Peixes: 70 mil peixes no Rio Sapucaí-Mirim

Ação da Duke Energy do Brasil visa o repovoamento da bacia hidrográfica com espécies nativas

A Duke Energy do Brasil (DEB) realizou na última sexta-feira, 6 de fevereiro, a soltura de 70 mil peixes jovens de espécies nativas nos reservatórios das Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) Palmeiras e Retiro e no Rio Sapucaí - Mirim.

A iniciativa da empresa faz parte do trabalho de repovoamento da Bacia Hidrográfica do Rio Sapucaí.

De acordo com o biólogo e coordenador da área de Meio Ambiente da (DEB), Norberto Vianna, neste primeiro lote de peixes foram soltos nas represas cerca de 20 mil curimbatás, 20 mil bagres e 30 mil lambaris.

A atividade de reintrodução de peixes em represas é uma das formas de manejo adotadas para diminuir o impacto ambiental causado por barramentos hidrelétricos. A próxima soltura nos reservatórios destas (PCHs) está prevista para o mês de março.

“Neste primeiro lote do ano foram curimbatás, lambaris e bagres, pelo fato do ciclo reprodutivo iniciar primeiro do que as demais espécies. Nas próximas ações, ao longo do ano, soltaremos também piaparas e piabas, que possuem o ciclo reprodutivo mais tardio”, explica Vianna.

Espécies
Acrescentou que todas as espécies para repovoamento do rio Sapucaí – Mirim, foram selecionadas com base nos estudos científicos feitos durante a fase anterior ao enchimento dos reservatórios e também em consonância com o projeto aprovado pelo Comitê de Bacia Hidrográfica do Sapucaí - Mirim/Grande (CBH/ SMG) e órgão ambiental.

É feita análise genética feita nas matrizes que são utilizadas no programa de repovoamento que orienta a reprodução dirigida, evitando-se, assim, cruzamentos consanguíneos. A reprodução assistida visa manter as características genéticas dos peixes introduzidos mais próximas das populações naturais.

“Os peixes recebem microchips para identificar e organizar as matrizes, assim fazemos os cruzamentos dirigidos com efetivo sucesso no repovoamento do rio”, detalha.

Colaboradores
O trabalho de repovoamento está sendo feito com a parceria do Centro de Aquicultura da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Jaboticabal, Laboratório de Genética de Peixes da Unesp de Bauru e Piscicultura Projeto Peixes.

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