Clique aqui para ver a previsão completa da semana
11/02/2015
Ozana Rodrigues, mãe Brian De Mulder, mostra foto de seu filho do lado de for a da corte da Antuérpia onde ocorre julgamento, em foto de 29 de janeiro (Foto: Yves Herman/Reuters)
Começou nesta quarta-feira (11) na Bélgica a audiência de leitura do veredito de 46 pessoas acusadas de pertencer a um grupo que incentivou a violência islâmica na Síria e enviou jihadistas para o país. Entre os réus está Brian De Mulder, filho de uma brasileira, que está foragido.
Segundo a promotoria, a organização Sharia4Belgium enviava recrutas para grupos militantes como o Estado Islâmico.
Os réus podem pegar penas que variam de 12 meses a 15 anos de prisão.
Segundo o jornal belga “De Standaard”, apenas sete suspeitos estão presentes do tribunal. Os outros ou estão foragidos ou já morreram.
De acordo com as autoridades belgas, cerca de 350 nacionais do país foram lutar na Síria ou no Iraque, o maior número per capita da Europa. Eles estimam que 10% destas pessoas tinham alguma ligação com a Sharia4Belgium.
A segurança foi reforçada do lado de fora da corte onde é realizado o julgamento, na Antuérpia. Um dos principais réus é Fouad Belkacem – Segundo a promotoria, ele era um dos chefes da organização. Ele pode pegar até 15 anos de prisão.
Filho de brasileira
A mãe de De Mulder, a brasileira Ozana Rodrigues, afirma que ainda chora todos os dias pelo filho, outrora um jogador de futebol promissor. Ela acredita que ter sido dispensado por seu time aos 17 anos foi o que levou Brian à religião e depois à violência.
De Mulder se converteu ao islamismo e rapidamente se tornou muito devoto, adotando as vestimentas e os hábitos alimentares muçulmanos e criticando sua mãe e suas irmãs por se vestirem sem modéstia.
Um dia ele anunciou que queria ser voluntário para trabalhos de caridade na Síria: “Argumentei com ele dizendo que há muitas oportunidades aqui”, declarou Ozana. “Ele disse não querer porque todas as pessoas aqui são infiéis.”
Ela se mudou para Antuérpia, mas Brian manteve contato com seus amigos radicais. Um dia, segundo sua mãe, “fui ao quarto dele e vi que ele tinha ido embora. Eles tinham levado meu filho”.
Fonte: g1.globo.com