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21/02/2015

POPULAÇÃO QUER SENSIBILIZAR GOVERNO CONTRA O PRESÍDIO

Participantes da reunião realizada para discutir a possível instalação do presídio

Depois de o decreto Nº 61.120, assinado pelo governador Geraldo Alckmin que declara a desapropriação de imóvel na Rodovia Anhanguera, a seis quilômetros de Ituverava, sentido Ituverava/Uberaba, para a instalação de uma unidade prisional, ter chocado os ituveravenses, o assunto está sendo amplamente discutido pela população.

Membros de um grupo que deseja se aliar a autoridades para sensibilizar o governador, para evitar que o presídio venha para a cidade, realizaram, no dia 13 de fevereiro, uma reunião no Centro Cultural “Cícero Barbosa Lima”, marcada pela empresária Andréia Cury Del Guerra.

O prefeito, como sempre disse que ouviria a população, enviou para representá-lo na reunião, o secretário municipal de Trânsito, Transporte e Frotas, Gustavo Ribeiro Rocha Chavaglia.

Prefeito contrário

a instalação

Chavaglia esclareceu à população que o prefeito é contrário à instalação do presídio no município e que tem trabalhado para que o fato não ocorra. “Expliquei que o prefeito iria para São Paulo logo após o carnaval para tentar barrar a instalação do presídio. Os manifestantes solicitaram que eu levasse ao prefeito a sua indignação e solicitaram uma reunião na Prefeitura”, explica Chavaglia.

“Essa reunião acontecerá e avisarei aos manifestantes assim que ela for marcada pelo prefeito. Considero a manifestação como positiva, pois ocorreu de forma pacífica visando mostrar quais são os anseios da população”, ressalta.

Grupo realiza abaixo-assinado contra o presídio
Uma das responsáveis pelo movimento contra o presídio, a vendedora Luma de Oliveira Guedes, explica que uma das iniciativas do grupo é um abaixo-assinado para a população mostrar às autoridades estaduais a sua insatisfação em relação à instalação de um presídio em Ituverava. Representantes do grupo têm passado pelas ruas e avenidas da cidade, coletando assinaturas.

Luma também destaca os prejuízos do presídio. “A principal preocupação é uma possível piora na estrutura da cidade de Ituverava em termos de serviços públicos, especialmente saúde, educação e segurança. Ituverava é uma cidade pequena e certamente sofrerá impactos dos mais variados com a obra”, alerta.



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