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05/03/2015

DE ESTAÇÃO ASTRONÔMICA EM CASA, MOGIANO FAZ `FOTO ANIMADA´ DE JÚPITER

Marco Mastria, astrônomo amador, com um de seus telescópios em Mogi das Cruzes (Foto: Jamile Santana/G1)

Com uma câmera planetária, lentes fotográficas e um telescópio, o astrônomo amador e arquiteto de sistemas Marco Mastria, de Mogi das Cruzes (SP), fez um registro `animado´ do movimento das luas de Júpiter. O trabalho, feito da estação astronômica de sua casa, resultou em um vídeo com 110 mil fotos e em um GIF (Formato de Intercâmbio Gráfico – na tradução literal).

Para registrar o movimento de Júpiter foram efetuadas 15 capturas de aproximadamente 3 minutos cada. Estas capturas geraram um total de 16 GB de dados e mais de 110 mil fotos a serem processadas.

As imagens foram feitas no dia 17 de janeiro deste ano e divulgadas nesta semana. O trabalho durou madrugada adentro. “A primeira gravação começou às 2:32h da madrugada, e a última finalizou às 3:55h, totalizando aproximadamente 1h30 de capturas de imagens”, detalhou.​

Além dos equipamentos, o astrônomo usa um software que o ajuda a localizar a posição de estrelas e planetas. Depois, as imagens passam por um longo e trabalhoso processo de tratamento. “Depois de capturar mais de 110 mil fotos, movimentar mais de 200 GB de dados, e quase 20 horas de trabalho, desde a montagem e ajuste dos equipamentos até a geração final de uma foto e um filme time-lapse, temos o resultado”, diz.

O GIF mostra uma representação gráfica da localização das luas Io e Europa e suas sombras no disco de Júpiter. Segundo o astrônomo amador, que já fotografou nebulosas e galáxias, esta foi a primeira tentativa real do chamado imageamento de planetas. “Eu já fazia fotos do céu profundo, que são produzidas de forma diferente, com outros softwares e técnicas”, informou. O roteiro de produção planetária foi feito após pesquisas. “Só consegui após muita pesquisa, leitura, tentativa e erro”, disse o astrofotógrafo.

úpiter

Segundo o astrônomo, Júpiter é o maior planeta do sistema Solar e não é composto, primariamente, de matéria sólida, por isso, é conhecido como "gigante gasoso". É possível vê-lo a olho nu. "Você vê, mas aparentemente, é uma estrela com todas as demais, só um pouco mais brilhante, principalmente nestes dias onde Jupiter encontra-se em oposição ao Sol", detalhou.



Paixão pela astronomia

A estação de observação montada na casa do pesquisador funciona há quase dez anos. A cúpula chama atenção de longe. Dentro dela, no telhado, uma potente luneta é capaz de registrar fotografias e mapeia o que acontece no céu em um raio de até 400 quilômetros.

Apesar da mudança na percepção do céu, o pesquisador flagra, quase que diariamente, pelo menos dez meteoros cruzando a cidade. Os registros são feitos por duas câmeras instaladas no teto de casa, que também é equipado com um telescópio e um sistema de previsão meteorológica.

Marco Mastra é um dos integrantes da Rede Brasileira de Observadores de Meteoros (Bramon, na sigla em inglês).

Fonte: g1.globo.com

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