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10/03/2015
Cães idosos são os mais propensos a problemas cardíacos Doenças em animais podem surgir antes mesmo de nasceram
Embora os males cardíacos atormentem mais os cachorros - um em cada dez cães sofre do coração -, os gatos não são poupados dessas enfermidades que comprometem a qualidade de vida do animal. O aparecimento e a freqüência dos problemas dependem de fatores como raça, peso e idade e aparecem, em média, aos 9 anos. No entanto, elas podem surgir bem antes, ainda na barriga da mãe ou no primeiro mês de vida.
Até 80% dos cães cardíacos são vítimas de uma degeneração da válvula mitral. Essa estrutura, que separa as câmaras do coração, se enfraquece e pode permitir que o sangue volte sem querer para os pulmões, causando um edema.
Parasitas também ameaçam o peito canino. O verme Dirofilaria immitis, por exemplo, transmitido pela picada de mosquitos dos gêneros Culex e Aedes, é capaz de viajar até o coração e atacá-lo. Já entre os gatos, a enfermidade mais freqüente leva o nome de cardiomiopatia hipertrófica, marcada por um inchaço no músculo cardíaco. O felino apresenta uma dificuldade repentina para respirar e o problema aparece especialmente em gatos de raças asiáticas.
Mais propícios
E por falar em raças, são os cockers spaniel que sofrem mais facilmente as dilatações do músculo cardíaco, enquanto os boxers costumam portar arritmias. Cachorros de raça pequena, sobretudo poodle, pincher e yorkshire, têm uma tendência maior em desenvolver uma degeneração na válvula cardíaca.
Com tantos perigos espreitando o coração dos pets, vale ficar atento aos sintomas e levá-los a um checkup no veterinário de tempos em tempos. A visita se torna ainda mais importante com o avanço da idade. Mas, mesmo para animais jovens, o ideal é pedir exames de sangue e da função cardíaca. O especialista ainda pode solicitar exames de raios X, ultrassom e eletrocardiograma. Tudo isso para que, se detectado algum problema, seja possível traçar um tratamento quanto antes.
Indícios de problemas cardíacos
Cansaço: o animal parece abatido, fica quietinho demais. Alguns pets também perdem o apetite e emagrecem.
Sede: o corpo do bicho retém líquido e ele acaba bebendo mais água do que o normal, mas não urina na mesma proporção.
Tosse: ela é típica nos cães com problemas cardíacos. Especialmente quando vem acompanhada de catarro. O cachorro também sente dificuldade para respirar.
Algumas dúvidas comuns sobre as doenças cardíacas em animais
Os cães e gatos podem ficar doentes do coração?
Eles podem adoecer do coração, principalmente quando envelhecem.
Então todos os pets quando envelhecem ficam cardíacos?
Não necessariamente todos, mas 1 em cada 10 cães torna-se cardiopata.
Qual a idade mais freqüente para aparecer doença no coração do meu cão?
Nos animais geriátricos ou idosos, a doença do coração pode surgir entre 9 e 11 anos, entretanto, outras cardiopatias poderão também surgir durante a vida do animal.
Os cães e gatos jovens podem ter doença no coração?
Sim, fundamentalmente as doenças congênitas são infreqüentes e levam ao óbito muitos filhotes antes até de um diagnóstico médico veterinário.
Existem muitas doenças cardíacas em cães e gatos?
Não são muitas, mas deve-se destacar nos cães a fibrose da válvula mitral e a cardiopatia dilatada congestiva idiopática. Os gatos, diferentemente dos cães, apresentam principalmente a cardiomiopatia hipertrófica e o tromboembolismo. Obrigatoriamente, destacam-se também as parasitoses cardíacas como a dirofilariose, comum nos cães, infreqüente nos gatos e encontrada mormente nos animais que vivem próximo ao litoral, em todo Brasil.
Existem formas de prevenir as cardiopatias nos pets?
Claro que sim. Provavelmente haverá uma possibilidade de prevenir, para isto deve-se sempre consultar o veterinário.
As parasitoses cardíacas podem ser prevenidas?
Não só podem como devem. Normalmente, antes de qualquer viagem para o litoral, o proprietário do animal deve levá-lo ao médico veterinário, o qual deverá indicar fármacos preventivos para serem usados. Por outro lado, os animais que vivem regularmente no litoral, devem sofrer tratamentos preventivos sistemáticos contra estes tipos de parasitoses.
Saiba como agir no caso de paradas cardíacas de animais
É possível saber se o animal teve uma parada cardíaca colocando a mão sobre o lado esquerdo do seu peito. Se não houver sinais de batimentos cardíacos ou de movimentos respiratórios no tórax, provavelmente ocorreu uma parada cardíaca.
Enquanto veterinário não chega ao local, o ideal é fazer a massagem cardíaca e respiração artificial dentro de no máximo 5 minutos.
Com a mão, o dono deve fechar a boca do animal segurando firmemente o focinho. Em seguida se deve elevar a cabeça do animal e encostar a boca no focinho dele, de preferência usando um lenço fino para evitar o contato direto. O indicado é depois soprar para dentro das narinas até sentir que o peito do animal se elevar, deitar a cabeça do animal e pressionar o peito dele delicadamente para que o ar saia. Em um minuto, o procedimento deve ser repetido de 8 a 10 vezes. Caso o animal não volte a respirar, o procedimento deve ser repetido.
Massagem cardíaca
Já no momento da massagem cardíaca, o cão deve estar deitado sobre o lado direito. Deve-se colocar a palma da mão sobre o coração do animal, fazer uma pressão firme e rápida sobre a região e soltar. O ideal é pressionar rapidamente e soltar uma vez por segundo. No caso de cães muito pequenos ou gatos, o indicado é usar as pontas dos dedos para pressionar o coração, massagear por um minuto e observar se os batimentos cardíacos voltam.
No caso de ter que realizar conjuntamente a massagem cardíaca e respiração artificial, o ideal é fazer uma seqüência de 5 ou 6 pressões sobre o coração, intercaladas por uma respiração.